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nº 34 - Guerra no Tempo


Autor: Clifford D. Simak
Título original: Time and Again
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Carlos Vieira


Súmula - foi apresentada no livro nº33 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Quando Asher Sutton voltou à Terra, vinte anos depois, já os seus amigos o tinham esquecido. Ele próprio quase se esquecera de que era um homem. Até o seu chefe directo o perseguiu, fazendo tudo para evitar que ele revelasse e difundisse o conhecimento que tinha do destino, a sua capacidade de penetrar no futuro. Uma intriga se tece em torno dele, na qual participam o director da Corporação Galáctica do ano 6300 e o director da Repartição de Investigações Galácticas. Para os humanos terá de ser o domínio das galáxias!
Nesse tempo, a Humanidade - isto é, os seres pensantes ou afins - compunha-se, por uma parte, de humanos e andróides e, por outra, de inúmeras outras variedades, inclusive os autómatos. Para os andróides, Asher Sutton era como que um Deus, no que partilhavam a adoração por ele de todos os seres vivos, É que as doutrinas que Sutton se propunha ensinar davam a todos os seres os mesmos direitos. Por isso, na luta que se desenha sem tréguas, misteriosa, em múltiplos planos e zonas de vida, os andróides protegiam ciosamente Asher Sutton. 
Mas Sutton não era já ele próprio um ser humano: era um super-homem. Os seus amigos cisnienses, seres estranhíssimos da constelação do Cisne, haviam-no com efeito dotado de poderes extra-terrenos, que lhe conferiam a mais formidável capacidade de acção e previsão.
A guerra era inevitável entre humanos e andróides, estes últimos sonhando sempre com a igualdade prometida pelo grande Asher Sutton. Para evitar-se que o egoísmo dos homens transformasse o património espiritual da galáxia um tesouro  apenas reservado aos humanos, impunha-se o domínio perfeito da 4ª dimensão: o tempo!
E as peripécias sucedem-se... Sutton é o herói para quem apelam os andróides. Os homens de Trevor, o director omnipotente da Corporação Galáctica, movem-lhe uma perseguição sem tréguas, que culmina com o seu assassínio. Mas, quem possui o domínio da 4ª dimensão - do tempo! - pode escapar à morte, e pode executar os seus próprios assassinos! E assim procede Sutton: a arma no tempo, um terrível emboscada em que os apanha  e aniquila.
Lutas terriveis, perseguições no passado, no presente, no futuro, pela terra e pelos espaços infinitos, eis o quadro imenso em que se desenrola o drama extraordinário em que se vê envolvido Asher Sutton, o libertador da vida, libertador das galáxias, do universo inteiro.

nº 42 - Mundos Simultâneos


Autor: Clifford D. Simak
Título original: Ring Around The Sun
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1957
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº41 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Qual a origem das lâminas de barbear eternas, das lâmpadas que nunca se fundiam, dos automóveis que duravam gerações, dos isqueiros que funcionavam sempre? Onde eram fabricados esse objectos que estavam a destruir totamente a Economia do Mundo? Quem manobrava as empresas distribuidoras de carbo-hidratos sintéticos que eram distribuídos gratuitamente e que salvavam da fome uma percentagem cada vez maior de desempregados?
Esses produtos existiam, mas era impossível encontrar as fábricas que os produziam. Apenas era possível encontrar as lojas de dispositivos que punham à venda por preços incrívelmente baixos todos aqueles objectos de misteriosa origem. E depois foi a vez dos fatos e das casas pré-fabricadas, cujo custo impossibilitava qualquer concorrência.
No meio de tudo isto, Jay Vichers, popular escritor, é chmado por Crawford, aparentemente o director dos Gabinetes de Estudos Norte-Americanos mas, na realidade, o todo poderoso organizador dum trust mundial de indústria, disposto a lutar de qualquer forma contra a progressiva destruição das indústrias de todo o mundo. Assim, Vichers vê-se convidado a escrever um livro que consiga demonstrar as consequências catastróficas do aparecimento dos novos produtos. Vichers recusa, sem mesmo saber a razão porque o faz, apenas movido por um pressentimento. E, de descoberta em descoberta, chega à espantosa conclusão: uma nova raça está a aparecer no mundo, uma raça de Mutantes, seres humanos, sem dúvida, mas com possibilidades físicas e psíquicas bem diferentes das do homem vulgar. Essa raça consegue transportar-se para qualquer dos mundos que precedem ou se seguem à Terra numa cadeia ininterrupta em roda do Sol. Nesses mundos, exactamente idênticos à Terra, mas onde não existe o homem e a Natureza está virgem de qualquer intervenção humana, instalam eles as suas indústrias, o seu império de máquinas e robots, com o fim de acabar com a civilização terrestre que consideram errada e cruel e formar uma nova civilização que povoará essas novas Terras, baseada no entendimento e na paz. Serão essas Terras povoadas por todos aqueles que, pobres e miseráveis na velha Terra, estão dispostos a abandoná-la para viver uma vida melhor e mais feliz. Este abandono em massa, vai enfraquecendo o poder de produção da indústria terrestre e Crawford só tem uma solução: a guerra. E a luta entre Crawford e os grandes senhores da indústria por um lado, e Vichers e os Mutantes por outro começa, violenta e terrível. 
"Mundos Simultâneos" é um estranho e perturbador livro de Clifford D. Simak, autor de esse outro alucinante livro que é "Guerra no Tempo", já publicado na Colecção Argonauta.

nº 78 - Caminhavam como Homens


Autor: Clifford D. Simak
Título original: They Walked Like Men

1ª Edição: 1962
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido


Súmula - foi apresentada no livro nº77 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Uma vez mais nos coloca Clifford D. Simak perante algumas perguntas angustiantes, não apenas no que se refere ao futuro do mundo, mas sobretudo quanto às suas relações com os habitantes de outros planetas.
Uma noite, de regresso a casa, depois de bem bebido, o jornalista Parker encontra uma armadilha montada à sua porta. Uma armadilha gigantesca, semelhante às que servem para caçar ursos. E, na esteira dessa armadilha, outras se sucedem, criadas por gente vinda de outras estrelas. Gente que não tem uma forma peculiar, antes adopta as formas que mais convêm aos seus intentos. Uma vezes são bolas de bowling, luzidiamente negras, outras pequenas bonecas que podem aumentar até se transformarem em pessoas, com os seus interesses, os seus problemas, a sua falsa existência relacionada com a existência dos homens reais.
Qual a actividade fundamental de tais estrangeiros? Como estão eles organizados? De que maneira pretendem despojar os homens de todas as suas conquistas técnicas e humanísticas? Como será possível destruí-los, impedindo que a Terra seja dominada por tais formas, que não se submetem a qualquer dado ecológico?
É a estas perguntas que vai dando resposta o jornalista Parker, que encontra um inesperado aliado nm Cao que fala, ou no que, à primeira vista, parece ser um cão que fala. Trata-se de uma forma de vida existente em outro planeta, que vive em luta cerrada com as bolas de bowling, e que não se esquiva a auxiliar os homens no seu combate aos estrangeiros que se insinuam em toda a parte.
Vão comprando, pouco a pouco, todas as fábricas, todas as casas, todos os estabelecimentos comerciais. E limitam-se a encerrá-los, criando assim um desemprego extenso, irremediável. E o homem deixa de contar com um lugar para dormir. O que tinha sido a base da sua vida, o produto de uma actividade secular, transforma-se numa casca vazia de sentido, pois o homem comum não encontra nenhuma explicação razoável pra tudo o que está a acontecer.
Torna-se necessária a insistência de Parker e da sua colega Joy, para que os dirigentes acreditem na denúncia do perigo, para que um dia chegue a ordem de evacuar a cidade. Os responsáveis pela política estado-unidense decidem-se finalmente a liquidar com a bomba atómica a cidadezinha dominada por tais seres. Preferem esta destruição ao risco da Terra ser completamente invadida pelas bolas pretas, luzidias, tilitantes, sem escrúpulos.
Eis o novelo de problemas citados por Clifford D. Simak, contados com o estilo sugestivo que é característico deste grande autor. Trata-se de um romance dentro da sua linha habitual, sem uma quebra de interesse, sem a mais leve falha na organização lógica dos problemas, pelo que não poderá deixar de provocar uma leitura atenta e, sobretudo, apaixonante.

Nota: li este livro a primeira vez quando era mesmo muito novo, teria para aí uns dez anos, para para mim foi um dos livros que mais prazer me deu ler, além de ter contribuído imenso para que Clifford D. Simak se tornasse um dos meus autores preferidos. Esta é no meu entender uma grande obra de Clifford D. Simak, um pouco arrepiante e por isso mesmo penso que, contráriamente ao que é referido na súmula, é um pouco diferente na forma como geralmente o autor conta as suas histórias. Sempre pensei que este livro daria um grande filme.

nº 105 - Engenheiros Cósmicos



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Cosmic Engineers
1ª Edição: 1950
Publicado na Colecção Argonauta em 1966
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Braga e Maria Isabel Morna Braga

Súmula - foi apresentada no livro nº104 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
Um dos romances mais célebres de Clifford D. Simak, o famoso autor norte-americano que se afirmou no campo da ficção-científic de uma forma vigorosamente pessoal, e que a Colecção Argonauta tem popularizado entre nós.
Engenheiros Cósmicos é um dos livros mais emocionantes que se têm escrito à roda do tema de uma civilização desconhecida, altamente adiantada em relação à Terra, e perdida na vastidão infinda das Galáxias.
A acção, movimentada e cheia de atractivos, principia quando dois jornalistas, vogando pelo espaço em missão profissional, encontram ma nave abandonada num recanto esquecido do sistema. Estava ali, acaso, o tema de uma reportagem verdadeiramente sensacional. Mas, o que descobrem no interior da astronave, é o princípio de muito mais que um feito jornalístico brilhantíssimo. Através de uma criatura de tranquila beleza, é uma descoberta magnífica a que realizam os dois repórteres. E assim, de descoberta em descoberta, é toda uma realidade nova, quase inverosímil e terrível, com que deparam neste universo cada vez mais cheio de surpresas.
Com Engenheiros Cósmicos, Clifford D. Simak atinge, mais uma vez, o alto plano que o seu nome significa para todos os leitores portugueses. 
A tradução deste romance sensacional é da autoria do escritor Mário Braga e de Maria Isabel Morna Braga. Que o leitor não perca, pois, ENGENHEIROS CÓSMICOS.
 

nº 112 - As Flores Que Pensam



Autor: Clifford D. Simak
Título original: All Flesh is Grass
1ª Edição: 1965
Publicado na Colecção Argonauta em 1966
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº111 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O nome de Clifford D. Simak surge mais uma vez na Colecção Argonauta, e de novo com um dos seus romances mais sensacionais, aliás o mais recente.
As Flores que Pensam, é uma das obras de FC mais perturbantes e de maior riqueza imaginativa. O estranho proceder destas flores, cria um clima de tensão e de horror que, em certos momentos, toca o insuportável. As Flores que Pensam constitui, pelo rigor e a fluência da sua construção, uma obra-prima no seu género, vindo confirmar os dotes de Clifford D. Simak, um dos autores mais largamente representados no sector da FC e na Colecção Argonauta.
Traduzido por Eurico da Fonseca, As Flores que Pensam traz-nos de novo uma criação inesquecível do grande escritor norte-americano que a Argonauta apresentou em Portugal. 

nº 117 - As Cidades Mortas



Autor: Clifford D. Simak
Título original: City
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1967
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº116 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Clifford D. Simak regressa novamente à Colecção Argonauta com uma das suas obras mais importantes e que lhe valeu um dos mais altos galardões entre os que se destinam aos romances de Ficção-Científica. Obra de excepcional valia, entretecida com uma imaginação invulgar, ela dá toda a medida do valor de Simak, do seu talento extraordinário. As Cidades Mortas, sendo embora um produto da mais liberta fantasia, nem por isso descreve menos um pesadelo plausível e possível.
Traduzido por Eurico da Fonseca, com a mestria, a fidelidade e o saber que caracterizam os seus trabalhos, As Cidades Mortas, de Clifford D. Simak, ingressam finalmente na Colecção Argonauta, que à obra deste autor tem dado um acolhimento constante, satisfazendo o desejo dos numerosos admiradores portugueses deste grande escritor norte-americano de Ficção-Científica. Ao lado de As Flores que Pensam, Guerra no Tempo, Mundos Simultâneos, Caminhavam como Homens, Engenheiros Cósmicos - romances de Cliffford D. Simak já incluídos da Colecção Argonauta -, As Cidades Mortas obterá certamente o assinalado sucesso que as suas obras anteriores já alcançaram.  

Introdução:

A presente obra, pela sua forma estranha e pelo seu tema perturbador, ocupa um lugar à parte na literatura de ficção-científica. É um dos maiores clássicos dessa literatura. O maior de todos, segundo o inquérito feito pela revista Amazing, em 1956. Dez anos depois, em novo inquérito, os leitores dessa revista - agora denominada Analog - voltaram a considerá-la como uma das dez melhores obras do género, em todos os tempos.
E isso compreende-se, porque o drama do Homem - o divórcio entre o progresso material e a maturidade espiritual - em caso algum foi estudado tão profundamente e tão longe, quanto às suas consequências. Tão longe que a existência do Homem, perdido entre o conhecimento daquilo que o cercava e o desconhecimento do que havia dentro de si, já nem sequer era uma lenda, mas sim aquilo que os cães - seus herdeiros sobre a Terra - consideravam como "um artifício de narração". 

Nota: uma das muitas obras de referência de Clifford D. Simak.

nº 123 - Deixemo-los No Céu



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Why Call Them Back From Heaven?
1ª Edição: 1967
Publicado na Colecção Argonauta em 1967
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº122 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Clifford D. Simak, um dos autores norte-americanos de Ficção-Científica que mais justa notoriedade adquiriu no seu país de além fronteiras, dá-nos com o  presente romance uma obra de forte envergadura e de ubérrima fantasia.
Imagine-se que o desenvolvimento normal de todas as potencialidades científicas e industriais do planeta levará, dentro em breve, ao apuramento de uma nova técnica de sobrevivência. O congelamento pode muito bem ser um dos aspectos dessa técnica. Quem se atreverá a negar frontamente a plausibilidade desta hipótese de Simak?
Imagine-se, por outro lado, que o mundo tradicional dos réprobos e dos eleitos se transfere para a possibilidade ou impossibilidade de gozar as vantagens do congelamento? O usufruto desse privilégio ficaria reservado, ainda por hipótese, aqueles que soubessem  merecê-lo, assegurando, mercê de sábio equilíbrio do comportamento e da opinião, entre todas augusta, de uma frigorificação redentora.
O reino inesgotável da quimera não tem fronteiras nestes dias de hoje. Clifford D. Simak soube contribuir, melhor do que ninguém, para as apagar. Deixemo-los no Céu, é uma das suas obras mais recentes, um dos seus êxitos mais retumbantes, e um dos títulos mais merecidos de glória. 

nº 130-A - Estação de Trânsito



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Way Station
1ª Edição: 1964
Publicado na Colecção Argonauta em 1968
Capa: Infante do Carmo
Tradução: Gilberto de Freitas 

Súmula - não foi apresentada qualquer súmula deste livro no livro anterior, nº 130, intitulado O Império Submarino

Notas:

É um livro de que muito poucos ouviram falar e quase todos nem sabem que existe! Este livro saíu numa edição limitada face ao habitual e nem aparece nas listas oficiais. Há alfarrabistas que ouviram falar dele mas nunca o viram. É RARÍSSIMO e dificílimo de encontrar.

Algumas pessoas fazem confusão com este título, devido ao facto da mesma obra ter sido publicada na Colecção Vampiro em 1964, numa edição comemorativa dupla (tem O Caso da Vela Torcida de Stanley Gardner, do lado inverso) com o nº 200, o que origina a que muitas pessoas pensem que é o nº 200 da Colecção Argonauta. Não é, pois o nº 200 da Colecção Argonauta intitula-se As Máquinas da Destruição, escrito por Fred Saberhagen.

Repare-se também que, estranhamente, neste livro e contrariamente ao que sucede numa longa série de anteriores, quem concebe a capa e faz a tradução não são já Lima de Freitas e Eurico da Fonseca, que no número posterior retomam todavia a realização das mesmas. Os responsáveis foram os mesmos autores que participaram na edição dupla do nº200 da Colecção Vampiro.

Como me sugeriu o amigo Denis Cnegov, talvez a publicação deste número pela Argonauta quatro anos depois se tenha devido a terem ficado com alguns excedentes, que terão decidido aproveitar. Estranho é todavia que não tenham informado os leitores e procedido como costumavam fazer relativamente a todas as outras edições. É um mistério que talvez não seja nunca desvendado, dado o número de anos que já passaram. Mas é um "segredo" que enriquece ainda mais a Colecção, na minha opinião, já que é necessário ter alguma familiariedade com ela para descobrir o livro "escondido", do qual praticamente ninguém tem conhecimento.

Há ainda outro pormenor muito curioso! No final desta obra, nº130A, está uma breve súmula do livro  nº81 (O Signo do Cão)! - que foi apresentada também com uma súmula diferente, no nº80 (Cidadão do Universo)! Ora uma vez que O Signo do Cão também foi publicada pelos "Livros do Brasil" através da Colecção Argonauta em 1964, data em que se publicou a tal edição nº200 comemorativa em volume duplo da Vampiro, estes factos parecem realmente dar a entender que a Estação de Trânsito terá estado pelo menos na calha para ter sido publicada, eventualmente como o número 80, já que tem a súmula a apresentar o nº81. Por alguma razão, terá sido na altura decidido publicá-la antes no volume comemorativo da Colecção Vampiro. E quatro anos depois, decidiram finalmente publicá-la também na Argonauta, sem qualquer explicação. E dada a raridade desta edição, tudo leva a crer ter-se tratado de uma tiragem realmente muito reduzida.

Já agora para ficarem da posse de todos os elementos, deixo-vos com a tal súmula relativa ao nº81, apresentada no final do nº130A:

O Signo do Cão, de Jean Hougron, é, como Estação de Trânsito, de Clifford D. Simak, um apaixonante romance de ficção-científica mistério. Nas galáxias distantes havia um enigma a resolver e um homem que lhe procurava a solução. Como desvenda ele esse mistério aparentemente impenetrável, e o que descobre, é narrado por Jean Hougron com um talento imcomparável, que justifica o êxito deste livro, já traduzido em quatro línguas.
Jean Hougron é um nome a reter pelos apreciadores de ficção-científica. Jean Hougron é um escritor da estirpe de Cyrano de Bergerac, Balzac, Chapek (o nome correcto é "Capek"), Asimov, Bedbury (o editor referia-se obviamente a Bradbury), Heinlein e Simak.

Independentemente de toda esta problemática e mistério, a Estação de Trânsito e O Outro Lado do Tempo (nº 227), constituem para mim as obras mais bonitas que Clifford D. Simak escreveu. Tudo o que o caracteriza como autor está reunido nestas duas obras, da melhor maneira. Belíssimas obras! Fiquem também com o vídeo, onde falo um pouco sobre este tema:

nº 131 - Viajantes no Tempo


Autor: Clifford D. Simak
Título original: Time Is The Simplest Thing
1ª Edição: 1961
Publicado na Colecção Argonauta em 1968
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº130 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Clifford D. Simak aborda nesta obra o problema do Tempo. Não o faz, porém, em termos especulativos, inacessíveis ao leitor profano. Clifford D. Simak estrutura a sua narrativa em termos de acção, porque, precisamente, o tempo exige acção e movimento.
Viajantes do Tempo é um romance sensacional, e, sem dúvida alguma, uma das mais altas e valiosas realizações de Clifford D. Simak, que, todavia, é um dos escritores norte-americanos de Ficção-Científica mais admirados em Portugal, onde a sua obra se encontra largamente difundida através da Colecção Argonauta da Editorial "Livros do Brasil".
Viajantes do Tempo, vem culminar a já longa série de lançamentos deste reputado autor e contribuir para a lista, igualmente extensa, dos best-sellers incluídos na Colecção Argonauta, na qual se encontram representados os melhores cultores deste género literário.
Se é verdade que uma obra de Clifford D. Simak é sempre uma garantia de sucesso, não será menos verdade que Viajantes do Tempo será um êxito ainda mais amplo do que é habitual. 

Introdução:

Ao princípio foi a scientification, um termo inventado por um homem chamado Hugo Gernsback, que publicara várias revistas de divulgação científica - "Modern Electrics", "Science and Invention", "Electrical Experimenter" - e que em 1926 resolveu fundar uma nova publicação, que trataria sómente de histórias curiosas em que a Ciência e a Técnica seriam o elemento principal: "Amazing Stories". Depois, e muito rápidamente, veio a verdadeira Ficção-Científica - aquela onde as situações inesperadas, impossíveis na literatura clássica, eram o principal, e a Ciência servia apenas para explicá-las. Hoje, não é a divulgação da Ciência e da Técnica nem são as situações inauditas ou imprevistas por elas explicadas que interessam os melhores autores do género. É o aspecto humano, quando não o aspecto social.
Clifford D. Simak é um dos melhores exemplos dessa tendência. Desde as suas pimeiras obras, revelou-se não só um mestre - em qualquer género de literatura -, mas também um inovador, porque, para além da Ciência e da Técnica, o fulcro das suas obras é o Homem, e a Humanidade. As consequências, nem sempre maravilhosas, do progresso. Não o progresso da máquina, mas sim a do próprio ser humano, em si e no seu conjunto.
A sua magistral "City" - "As Cidades Mortas", na tradução portuguesa (Colecção Argonauta nº117), foi celebrado como uma obra-prima, não só da ficção-científica, como da literatura em geral. Aí, talvez, o colectivo - a Humanidade e o seu destino - dominasse o indivíduo. Mas depois Simak preocupou-se com o problema do Homem - pobre, isolado, nem sequer muito inteligente, apenas normal - perante a grandeza do Universo e a pequenez e mesquinhez do seu Mundo. E assim nasceram As Flores que Pensam (nº112), a extraordinária Way Station (nº200 da Vampiro numa edição comemorativa) - e um romance que recebeu o prémio Hugo e o impressionante e vigoroso Deixêmo-los no Céu (nº128).
Viajantes do Tempo, é uma obra de nível idêntico. O seu elemento principal não é uma máquina, nem uma teoria científica. É apenas a vida de um homem no futuro. De um homem quase igual a qualquer outro. Num futuro que nem sequer é belo. Um futuro irreal, mas que ninguém poderá apontar como impossível. Porque nele o poder do espírito sobrepôr-se-á a todos os outros.

Nota: mais uma vez por parte da Colecção Argonauta é completamente omissa, também na introdução que se reproduziu acima, qualquer informação ao nº130A da Colecção, onde foi publicada também a obra mencionada como fazendo parte da Colecção Vampiro: Way Station. De qualquer modo, é mais uma obra fantástica de Clifford D. Simak, abordando um dos meus temas favoritos na ficção-científica: as viagens no Tempo!

nº 141 - Terra Insólita 1



Autor: Clifford D. Simak
Título original: The Werewolf Principle
1ª Edição: 1967
Publicado na Colecção Argonauta em 1969
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº140 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Dividido em dois volumes por motivos  técnicos, "Terra Insólita" é uma das obras mais sedutoras e acutilantes de Clifford D. Simak, o grande escritor norte-americano de ficção-científica que foi dinstinguido com dois importantes prémios: o "International Fantasy Award 1953" e o "Hugo Award 1964". No presente romance, Simak dá livre curso à sua imaginação prodigiosa, colocando-nos perante uma situação emocionante: a da presença do homem numa "terra" onde tudo é "estranho". 

Introdução:

Vencedor do Prémio Hugo, graças à sua obra Estação de Trânsito, e do Prémio internacional de Fantasia, com As Cidades Mortas, Clifford Simak não é só um grande autor de ficção-científica - senhore de um estilo raro e belo, que nada fica a dever e antes seria de desejar que fosse visto com maior frequência nas obras da literatura clássica. É também um jornalista de renome, e um educador, especializado na elaboração de programas científicos.A
As suas obras são, por isso, sempre interessantes. A Terra Insólita que ele descreve nas páginas que se seguem - e que constituem a primeira parte desta obra, dividida por razões técnicas em dois volumes - é uma Terra fantástica, mas cientificamente possível; uma Terra em qeu as casas falam e voam, e tratam dos seus habitantes como uma mãe trata de um filho. Uma Terra em que os homens podem ser construídos e fabricados, como se fossem máquinas, mas sem que por isso deixem de pensar e sentir como os outros homens, ou mesm melhor do que eles.
Terra Insólita não é apenas o último livro de Clifford D. Simak. É a previsão de um mundo estranho, incrível - mas inteiramente possível.

nº 142 - Terra Insólita 2



Autor: Clifford D. Simak
Título original: The Werewolf Principle
1ª Edição: 1967
Publicado na Colecção Argonauta em 1969
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº141 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Com este volume, concluímos este excepcional romance de Clifford D. Simak, Terra Insólita, de que damos, seguidamente, um dos seus excertos mais expressivos:

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... 

A pirâmide estava à esquerda, em frente da fila das cadeiras. Tinha um brilho mortiço, pulsva ligeiramente e desprendia-se dela uma cortina de luz.
- Não se aproxime muito - disse o Capitão. - Pode assustá-lo.
Elaine não respondeu. Fitou a pirâmide e o horror e a admiração subiram à sua garganta e sufocaram-na. 
- Pode avançar mais duas ou três filas. Mas pode ser perigoso se tentar aproximar-se demasiado. Na verdade, não sabemos.
As palavras saíram-lhe a custo: 
- Assustá-lo?
- Não sabemos - disse o capitão - É a maneira como isso actua. Como se tivesse medo de nós. ou suspeitasse de nós. Ou talvez não deseje nada connosco. Até há pouco não era assim. Não se via nada, era como um pedaço de nada, como se nada existisse lá. Criara um mundo só para si, com todas as defesas erguidas.
- E agora ele sabe que não lhe faremos mal?
- Ele... quem?
- Andrew Blake.
- Conhecia-o? Mr. Wilson disse que sim.
- Vi-o três vezes.
- O facto de nos conhecer não parece impressioná-lo. Alguns dos cientistas assim pensam. Uma porção deless tentou ajudá-lo. Mas não foram longe. Não podiam fazer muita coisa.
- Têm a certeza de que se trata de Andrew Blake?
- Veja em baixo, sob a pirâmide. Mesmo na base, do lado direito.
- O manto! - gritou ela. - Aquele que eu lhe dei.
- Sim. Aquele que vestia. Está ali no chão. Só uma ponta está de fora.
Ela deu um passo em frente, na coxia.
- Não vá muito longe - avisou o capitão. - Não se aproxime demasiado.
Ela deu outro passo e parou.
Era uma loucura. Se ele estava ali, sabia de tudo. Sabia que era ela e não estaria assustado - saberia que ela não lhe levava nada além do seu amor.
A pirâmide pulsou suavemente.
Mas talvez ele não soubesse. Talvez se tivesse fechado a si mesmo contra o mundo e, se fora isso que fizera, tivesse razões para o ter feito.
Como seria o saber-se que o nosso espírito é o de outro homem - um espírito de empréstimo porque não se tem nenhum seu, porque o engenho do homem não é suficiente para fabricar um espírito? Suficiente para fabricar ossos, carne e cérebro, mas não um espírito. E muito pior ainda o saber-se que se é uma parte de dois outros espíritos - pelo menos.
- Capitão?
- Miss Horton?
- Os cientistas sabem quantos espíritos estão ali? Serão mais do que três?
- Creio que não. Dada a situação verificada, pode não haver limite algum.
Não havia limite. Havia espaço para uma infinidade de espíritos, para todos os pensamentos do Universo. 
Estou aqui, desse ela, falando silenciosamente à criatura que fora Andrew Blake. Estou aqui. Não me reconheces? Se alguma vez necessitares de mim, se voltares a ser um homem...
Mas porque deveria ele voltar a ser homem? Talvez ele se houvesse transformado naquilo por já não ter necessidade de ser um homem. Por não ter necessidade de enfrentar uma Humanidade de que naõ podia voltar a fazer parte.
Elaine voltou-se e deu um passo hesitante na direcção da frente da capela. Depois voltou para trás, mais uma vez.
A pirâmide brilhava suavemente e parecia tão pacífica e tão sólida, ainda que alheia a tudo, que a sua garganta se apertou e os seus olhos encheram-se de lágrimas.
Não chorarei, disse ela a si própria, com ardor. Não chorarei. Por quem devia eu chorar? Andrew Blake? Eu mesma? A confundida espécie humana?
Não morrera. Mas fora talvez pior do que a morte. Se ele fosse um homem e estivesse morto, ela poderia ter-se retirado. Poderia ter-se despedido dele.  
Uma vez dirigira-se a ela, pedindo auxílio. Agora estava para além das suas possibilidades de auxílio e de todas as possibilidades humanas. Talvez se situasse para além de toda a humanidade.
Voltou-se de novo.
- Vou sair - disse ela. - Capitão, por favor, pode acompanhar-me?
Ele deu-lhe o braço e caminhou ao lado dela pela coxia fora.
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Introdução:

Andrew Blake foi encontrado numa cápsula espacial num planeta distante e trazido a uma Terra diferente da que conhecera - uma Terra insólita em que o automatismo e a biologia progrediram de uma maneira inconcebível.
Esta é a segunda parte da sua espantosa aventura. O dramatismo que Clifford D. Simak soube imprimir ao primeiro volume - cuja leitura é indispensável para a compreensão da obra - acentua-se ainda mais, ampliando-se à própria natureza das relações entre a Humanidade e o Universo, com uma nobreza e elevação poucas vezes atingidas em qualquer género literário. 

nº 148 - O Tempo dos Duendes



Autor: Clifford D. Simak
Título original: The Goblin Reservation
1ª Edição: 1968
Publicado na Colecção Argonauta em 1969
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº147 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
Clifford D. Simak dá largas, mais uma vez, à sua controlada fantasia colocando-nos hábilmente perante um tema de actualidade a que a imaginação empresta roupagens inéditas e coloridos inesperados.
O Tempo dos Duendes situa-se, por isso, entre os mais apreciados romances de Clifford D. Simak, autor já consagrado largamente na nossa Colecção, e que o público leitor português tem recebido com um entusiasmo crescente. 
Galardoado com o Prémio Hugo, um dos mais altos prémios a que pode aspirar um escritor de ficção-científica, Clifford D. Simak situa-se entre os autores de mais larga repercussão contemporânea, sendo de esperar que O Tempo dos Duendes venha a inscrever-se entre os seus êxitos mais retumbantes. 

nº 163 - Mundo Paralelo



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Out of Their Minds
1ª Edição: 1970
Publicado na Colecção Argonauta em 1971
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - foi apresentada no livro nº162 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Clifford D. Simak regressa à Colecção Argonauta através de um romance verdadeiramente apaixonante: Mundo Paralelo. Galardoado com o Prémio Hugo, uma das mais altas distinções que se reservam aos escritores deste difícil género literário, Clifford D. Simak é dos autores mais admirados em Portugal pelo nosso público.
Mundo Paralelo é uma criação deveras original, em que a imaginação mais viva e autêntica se alia com um conhecimento pormenorizado das possibilidades científicas e técnicas que o mundo contemporâneo nos depara.
Valorizado com uma capa muito sugestiva do pintor Lima de Freitas, este novo lançamento da Colecção Argonauta, tem uma tradção de Eurico da Fonseca.

nº 184 - O Deus Impassível



Autor: Clifford D. Simak
Título original: A Choice of Gods
1ª Edição: 1972
Publicado na Colecção Argonauta em 1972
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - foi apresentada no livro nº183 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

A Terra torna-se súbitamente teatro de uma experiência, dirigida pelo Princípio - e que abrange a Humanidade inteira. Imunes, os autómatos constroem um super-autómato, o Projecto, para tentar os homens. Mas o Projecto responde: "A situação nada significa para nós. Podemos auxiliar a Humanidade, mas não há razão para isso. A Humanidade é um factor de transição e não nos diz respeito".
Porque o Princípio assim o determinou. O misterioso, divino e impassível Princípio, de que os homens se recusam a conhecer a verdadeira natureza, "porque seria um sacrilégio pensar sequer nisso ". 
Eis o tema estranho mas poderoso de O DEUS IMPASSÍVEL, a vesão portuguesa de A CHOICE OF GODS, a mais recente das obras de Clifford D. Simak, um dos autores mais representados na Colecção Argonauta e um dos de maior público em todo o mundo. 

Introdução:

Que dizer de Clifford D. Simak? Que é um dos maiores autores vivos, não só de ficção-científica mas de qualquer género de literatura. Todas as suas obras, de recorte sem igual, são diferentes - umas vezes situadas no mundo de todos os dias, outas em mundos longínquos, outras ainda em mundo de fantasia, em que os velhos mitos se tornam verdadeiros e plausíveis, adquirindo uma impressionante beleza poética.
A presente obra - O Deus Impassível - é diferente. Pela primeira vez, é possível na diversidade dos temas de Simak, encontrar uma certa sequência. Há uma ligação discreta com outra obra célebre - Time is the SimpleThing - Viajantes no Tempo, na versão portuguesa, publicada na Colecção Argonauta com o nº131. Mas O Deus Impassível, ao analisar os problemas do nosso tempo e do futuro imediato de uma maneira poderosa e absolutamente original, sempre plena de poesia e amor pela Natureza, excede, se possível, todos os níveis antes atingidos por Simak. E a interrogação final que nela se contém é, talvez, a mais angustiada e terrível que qualquer autor até hoje fez.

nº 206 - O Mundo dos Túmulos



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Cemetery World
1ª Edição: 1972
Publicado na Colecção Argonauta em 1974

Capa: Lima de Freitas

Tradução: Maria Emília Ferros Moura
 
Súmula - foi apresentada no livro nº205 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":  

Volta de novo a figurar na Colecção Argonauta um dos escritores norte-americanosde categoria internacional e abundantemente representado nela: Clifford D. Simak.
O Mundo dos Túmulos, é um romance de excepcional interesse, cujo valor se impôs nos países onde foi editado. De resto, o nome de Clifford D. Simak é suficientemente conhecido do público português e por ele admirado para carecer de mais longas apresentações.
A riqueza da sua fantasia encontra-se aliada a uma capacidade excepcional para sugerir situações, dentro de uma atmosfera concebível no futuro e de acordo com as normas da plausabilidade e da verosimilhança.
O Mundo dos Túmulos vem confirmar o talento invultar de Clifford D. Simak e explicar a sua popularidade. 
Esta obra, só por si, mereceria pleno destaque, o qual ainda se torna mais devido se nos lembrarmos que faz parte de um dos mais notáveis conjuntos literários deste género moderno.

nº 210 - Os Filhos dos Nossos Filhos



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Our Children's Children
1ª Edição: 1974
Publicado na Colecção Argonauta em 1974
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº209 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
  
Milhões de visitantes que se dizem vindo de 500 anos no futuro continuaram a chegar esta tarde ao mundo presente, saíndo em filas contínuas de mais de 200 "túneis do tempo".
Tem-se notado uma relutância geral do público em aceitar a explicação que eles dão de terem vindo do futuro, mas ela começa agora a ser admitida em alguns sectores oficiais, ainda que não tanto em Washington como em algumas capitais estrangeiras. No entanto, para além da afirmação de que vêm do futuro os refugiados pouco mais acrescentam em matéria de informações. Espera-se, confiantemente, que nas próximas horas surjam mais notícias. Até agora, na confusão da situação, ninguém que possa ser classificado como um chefe ou porta-voz emergiu das hordas de pessoas que saem dos túneis. No entanto, há certas indicações de que um porta-voz tenha sido localizado agora e que a história possa bem depressa ser contada. A distribuição dos túneis estende-se por todo o mundo e está a ser comunicada de todos os continentes.
Uma estimativa não oficial estabelece que o número de pessoas que está a pasar através deles anda por perto de dois milhões por ora. A este ritmo... 

Uma notícia impossível? Um notícia possível? Quem o sabe? Nela se baseia a nova ora de Clifford D. Simak - o grande mestre da ficção-científica, tantas vezes representado na Colecção Argonauta, e que constituirá o seu número 210. 

nº 227 - O Outro Lado do Tempo



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Enchanted Pilgrimage
1ª Edição: 1975
Publicado na Colecção Argonauta em 1976
Capa: Manuel Dias

Tradução: Eurico da Fonseca 


Súmula - Foi apresentada no livro nº226 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Quem não se recorda de O Tempo dos Duendes (publicado na Colecção Argonauta com o nº148), uma das obras mais curiosas desse génio que se chama Clifford D. Simak? Enveredando mais uma vez pelo ramo da ficção-científica que alguns críticos classificam como sendo a "ficção especulativa", Simak leva-nos de novo ao mundo dos duendes - ao mundo dos seres mitológicos, daqueles seres de que todas as lendas de todos os povos falam, certamente não por acaso. Em O Outro Lado do Tempo - (Enchanted Pilgrimage), a sua mais recente obra, Simak desenvolve o tema e sugere que "há dez mil anos, qualquer coisa ou qualquer pessoa pode ter aberto uma nova probabilidade de existência para o mundo dos homens". De um lado, o mundo que conhecemos. Do outro, um mundo em que a magia e a ciência podem viver lado a lado - um mundo em que duendes, unicórnios e outros seres mágicos podem viver juntamente com autómatos, bicicletas, armas de fogo e discos voadores.
Um tema simultâneamente aliciante e difícil, que poderia resultar numa fantasia incongruente se não fosse tratado com a mestria - com a maravilhosa poesia - de um autor como Simak. Uma obra para ler e reler - e meditar.

Introdução:

Clifford D. Simak é um dos autores de ficção-científica mais traduzidos na lingua portuguesa. Detentor do International Fantasy Award, conquistado em 1953 com uma obra fundamental: City - (A Cidade dos Mortos, nº117 da Colecção Argonauta), obteve em 1964 o mais alto galardão do género: o prémio Hugo, com outro livro inesquecível: Way Station - (nº 134-A da Colecção Argonauta e nº200 da Colecção Vampiro).
Sendo o verdadeiro criador daquilo a que hoje se dá o nome de "ficção especulativa" - (Speculative Fiction), todos os seus trabalhos, nos tempos modernos, se caracterizam por uma visão muito peculiar da sociedade, voltada menos para a ciência do que para o homem e para todas as criaturas. Simak torna a lenda em realidade, a magia em saber positivo. Por vezes, parece enveredar pela fantasia - mas apenas para explorar melhor, de uma maneira infinitamente filosófica, as teses clássicas da ficção-científica: o mundo do impossível tornado possível. É o que acontece com a presente obra - Enchanted Pilgrimage - que na nossa língua tomou o título de O Outro Lado do Tempo, e que tem por base, mais uma vez, a interdependência das coisas vivas (e até das coisas que julgamos míticas), num mundo que parecerá maravilhoso a uns e que a outros parecerá de pesadelo - num mundo que todos dirão imaginário, mas que bem pode ser paralelo ao nosso.

Nota: se tivesse que escolher uma obra preferida do Clifford D. Simak, tinha várias possibilidades, mas de certeza que acabava por escolher esta... ou a Estação de Trânsito (nº130-A). Este livro para mim reúne da melhor maneira tudo aquilo que aprecio imenso nas obras deste autor. Duendes, Gnomos, Natureza, Bosques, percursos aventurosos acompanhados por seres mágicos da floresta, pântanos, bibliotecas, romance, amizade... neste livro está isso tudo. Escrito daquela maneira especial que só o Clifford conseguia escrever. Um livro mágico!

nº 233 - O Homem que Via o Futuro



Autor: Clifford D. Simak
Título original: So Bright the Vision
1ª Edição: 1968
Publicado na Colecção Argonauta em 1976
Capa: Manuel Dias
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº232 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Clifford D. Simak não é apenas o autor maravilhoso de o Tempo dos Duendes, Estação de Trânsito, As Flores que Pensam e tantos outros clássicos de ficção-científica. É um extraordinário criador de novelas curtas - igualmente clássicas, talvez ainda mais representativas do seu génio, pela originalidade, pelo estilo e pelas interrogações que despertam.
É nessas novelas - talvez ainda mais que nas obras de volumes - que Simak surge como um dos maiores escritores americanos de todos os tempos e em qualquer tipo de literatura. Essa a razão por que no próximo volume da Colecção Argonauta se conterão, sob o título geral de O Homem Que Via o Futuro, quatro dos seus trabalhos mais significativos. Todos diferentes, todos fantásticos (no estilo e no tema), todos maravilhosos. 

Introdução:

Os verdadeiros amantes da ficção-científica consideram que os trabalhos mais belos do género não se encontram nas novelas mais ou menos longas, mas sim nas novelas curtas e nos contos. O valor de Clifford D. Simak como novelista está bem estabelecido. Ninguém ignora que ele é um dos maiores novelistas do género, e que nas suas obras se combina uma poesia estranha, mágica, com a dureza da máquina, a aridez da técnica, numa mistura cheia de beleza e de humanidade.
Desconhecida é, no entanto, a personalidade de Simak como cientista. E é ela que se pretende revelar com a publicação de O Homem Que Via o Futuro, versão portuguesa da colectânea So Bright the Vision. Nela se incluem quatro dos melhores contos de Simak - quatro verdadeiras obras-primas.

Nota: os contos apresentados são os seguintes (lamentavelmente a obra não possui índice):

1 - Os Besouros de Ouro
2 - L.E. PRA:
3 - A Mais Brilhante das Visões
4 - Tesouro Galáctico

nº 238 - A Cratera da Morte


Autor: Clifford D. Simak
Título original: The Trouble with Tycho
1ª Edição: 1961
Publicado na Colecção Argonauta em 1977
Capa: Manuel Dias
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº237 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
Mais uma vez, uma obra do grande mestre que é Clifford D. Simak figurará na Colecção Argonauta. Trata-se de The Trouble with Tycho - em português A Cratera da Morte, uma novela que se afasta do universo fantástico, semilendário e semicientífico a que Simak transporta habitualmente os seus leitores, e se situa num ambiente muito mais próximo daquilo que supomos ser a realidade.
Em A Cratera da Morte, Simak traça, pela primeira vez, a sua ideia do que poderá vir a ser a Lua num futuro próximo, quando os primeiros prospectores procurarem nela minérios preciosos. Pense-se na imaginação de Simak, no seu poder descritivo, no seu sentido humano - e ter-se-á uma ideia de A CRATERA DA MORTE

Introdução:

Clifford D. Simak, um dos mais conhecidos e categorizados autores de ficção-científica, criou de si uma imagem muito peculiar pelo tratamento de temas aparentemente irreais, em ambientes da mais clássica fantasia - entre duentes e fadas, fantasmas e gnomos, autómatos e cavaleiros errantes - mas sempre como meio de discutir e aprofundar os maiores problemas da Humanidade, desde o próprio instinto de sobrevivência á ecologia, aso valores morais básicos, à evolução dos problemas económicos e sociais. Defensor da liberdade e do respeito pelos homens por si próprios, pelos seus semelhantes e pela Natureza, Simak é um escritor profundamente moral, com poderosa influência na construção de novas formas de pensar, entre os intelectuais e os jovens norte-americanos.
Entretanto, a obra que ora se apresenta, - A Cratera da Morte - (The Trouble with Tycho) - é inteiramente diferente. Simak descreve nela a Lua com uma veracidade incrível - verdadeiramente ímpar -, mas o que torna ainda mais incrível o seu trabalho é o facto de ele ter sido publicado pela primeira vez em 1961, ou seja 8 anos antes da descida dos primeiros homens na Lua, e mesmo antes que os primeiros Surveyor enviassem imagens directamente da superfície lunar. No entanto, Simak previu tudo - a ausência de cor, o contraste fulgurante entre os negros e os brancos, o solo ora de cascalho miúdo ora de poeiras, pequenas crateras abertas pelos meteoritos, os efeitos da erosão produzida pela radiação, pelos esforços térmicos e pelos próprios meteoritos. Tudo com a mesma precisão dos cientistas da NASA - quando os cientistas da NASA ainda não faziam uma ideia concreta do que se iria encontrar na Lua!
Claro que Simak juntou a essa descrição impressionante pela sua exactidão alguns toques de fantasia, imaginando seres lunares formados por cargas electroestáticas, líquenes carregados de micróbios miraculosos - e outras coisas mais complicadas. É o fantástico - mas a verdade é  os astronautas só visitaram uma pequeníssima parte do globo lunar e ninguém sabe que coisas existem na imensidade da sua superfície, tão grande como a Ásia.
A região de Tycho é exactamente uma das nunca exploradas. A cratera, situada a sul do Mar das Nuvens, a meio caminho do pólo sul, não tem um diâmetro muito grande, mas é uma das mais profundas, com 5210 metros. Dela irradiam raios muito conspícuos, que se estendem por milhares de quilómetros, e que se assemelham aos resultantes do impacto de um projéctil sobre uma couraça - ou sobre uma superfície dura. Esse foi um dos argumentos invocados desde longa data em favor da teoria que apresentava as crateras como sendo criadas pelos impactos de meteoritoss, e não por fenómenos vulcânicos - teoria essa que as explorações dos astronautas vieram a confirmar.
O que quer que tenha caído em Tycho e gerado tão profunda cratera tinha, por certo, uma massa enorme - mas um diâmetro relativamente pequeno. Terá sido um meteorito muito grande e de forma especial - um asteróide? Ou teria sido qualquer outra coisa?

Nota: lembro-me perfeitamente que este livro teve partes que me impressionaram bastante. É uma obra que diverge bastante do temas que geralmente Clifford D. Simak aborda. Aqui não há magia, nem Natureza. Apenas o Espaço puro e duro, e a Morte.

nº 242 - O Planeta de Shakespeare



Autor: Clifford D. Simak
Título original: Shakespeare's Planet
1ª Edição: 1976
Publicado na Colecção Argonauta em 1977
Capa: Manuel Dias
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº241 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Já em O Tempo dos Duendes (nº145 da Colecção Argonauta), Clifford D. Simak mostrara o seu interesse pela figura de Shakespeare. Agora, é a memória de Shakespeare que surge, dominante, num estranho mundo descoberto por um astronauta, ao fim de uma viagem de mil anos.
Como pôde Shakespeare chegar a esse planeta? Que lhe aconteceu aí? Qual é o segredo dos túneis do espaço? Qual o segredo da civilização que viveu no Planeta de Shakespeare e aí se extinguiu? Eis algumas das perguntas a que Clifford D. Simak responde em O PLANETA DE SHAKESPEARE.

Introdução:

A figura de Shakespeare, que Clifford D. Simak fizera já intervir na sua obra O Tempo dos Duendes (publicada na Colecção Argonauta com o nº148), surge agora de novo em O Planeta de Shakespeare. Dir-se-ia que Simak, que é um mestre do estilo e do espírito, se sente algo tocado pela grandeza dessa figura. Mas para além da admiração que Shakespeare possa merecer da parte de Simak (e de todos os homens), há o facto de ele ser um dos melhores símbolos da aventura e do génio humano.
Que Shakespeare possa interessar a um autor de ficção-científica - a um dos mias antigos e mais sérios autores do género - é algo que, no fim, se pode compreender. Pelo que Shakespeare representa e porque a sua vida foi e é ainda um mistério. Como explicar que um modesto actor, sem fortuna e aparentemente sem educação, pudesse ser o maior autor inglês e uma das maiores glórias das letras, em todos os tempos? Como lhe foi possível adquirir a tremenda extensão de conhecimentos, patente nas suas obras? Onde viveu Shakespeare durante os anos ignorados da sua vida?
Há mais coisas na Terra e no Céu do que o espírito humano pode imaginar - escreveu ele. E é a verdade.

Nota: a citação do editor sobre a frase de Shakespeare não está correcta e encontra-se fora de contexto. Sinto-me por vezes desolado com estes textos introdutórios, que por vezes me parecem um bocado conversa de vendedor da banha-da-cobra, quando tentam, de um modo que penso que acaba por ser redutor e retirar credibilidade ao texto, tecer considerações sobre as motivações dos autores, como se fossem donos da verdade, ou perderem-se na divagação de elogios fantasiosos que de substância realmente pouco têm. Apreciaria muito mais uma simples apresentação contextualizada da obra. De qualquer modo, e na minha opinião, esta é uma obra muitissimo original de Clifford D. Simak, da qual gostei mesmo muito e que reli imensas vezes na minha juventude.

Já agora, e relativamente ao texto do editor, a citação correcta é:

There are more things in heaven and earth, Horatio,
Than are dreamt of in your philosophy.

Hamlet, Act I, scene V