nº 71 - O Dia das Trífides



Autor: John Wyndham
Título original: The Day of the Triffids
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1962
Capa: Lima de Freitas
Tradução: José Manuel Calafate

Súmula - foi apresentada no livro nº70 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

O Dia das Trífides, da autoria de um dos mais consagrados autores de ficção-científica britânicos, surge agora na Colecção Argonauta, a coroar uma longa série dos melhores exemplos do que mundialmente se escreve no género.
Dificilmente John Whyndam, autor do célebre romance Village of the Cuckoos, recentemente apresentado em Portugal sob a forma cinematográfica com o título de Aldeia dos Malditos, conseguirá voltar a igualar o nível que atingiu em O Dia das Trífides, que foi um best-seller em Inglaterra e continua hoje em dia colocado no nível superior dos melhores romances de ficção-científica.
Umas estranhas plantas, cujas sementes garantem na Indústria das Oleaginosas a produção dum produto único, proliferam no Mundo. Enquanto domesticadas e podadas anualmente do seu veneno, verticilo, são completamente inofensivas. Quando deixadas em livre crescimento, são fatais para o homem. Estas misteriosas plantas, que são criadas em plantações para a extracção de óleos das suas sementes, encontram-se em todo o Mundo e têm de comum com a forma de vida animal muitas coisas: faculdade motora, "inteligência", faculdade de comunicação. As plantas andam, "pensam", "falam" umas com as outras, em termos diferentes do que essas faculdades são atribuídas ao homem. Os homens têm sobre elas a superioridade da visão, mas elas têm sobre o homem a vantagem de estarem adaptadas para viver sem a visão...
Até que um dia por acaso cósmico ou consequência da guerra fria, os seres vivos acordam cegos, com raras excepções, num mundo onde tudo fora feito com base no frágil dom da visão... Segue-se o retrocesso da História, a luta das espécies e, até, o retorno de realidades sociais que desapareceram com o condicionalismo que a gerou, mas que regressam ao encontrarem terreno propício ao seu novo florescimento. Tudo, porém, leva à morte.
Tudo? Um mundo novo exige uma sociedade nova, exige novas regras de "estar" e "pensar", exige um homem novo. Algures existe a esperança, uma comunidade organizada em termos de futuro, incipiente mas forte e prometedora. Procurá-la num mundo que tacteia é procurar não o Éden, mas a salvação. O próprio Éden não se põe sequer em termos de prazer.
É tudo isto e a intensa busca dum homem, que procura o amor e o futuro, que numa descrição magnífica e empolgante, desfila pelas páginas de O Dia das Trífides de John Wyndham, número 71 da Colecção Argonauta. 

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Nota: uma fabulosa obra de ficção-científica, que deu origem a vários filmes. Em 1962, surgia uma versão no Cinema, pela mão de Steve Sekely e cuja capa em dvd e trailer podem ser vistos aqui:






















Posteriormente, em 1981, a BBC inglesa emite, realizada por Ken Hanna, uma mini-série de 6 episódios, baseados no mesmo romance.










 












Em 2009, realizada por Nick Copus, surgia uma série composta por dois episódios televisivos, baseadas igualmente na obra de John Whyndham. Deixo igualmente a imagem da capa do dvd (que tem edição nacional), e o trailer:


 





















A obra original ainda não deixou de ser revisitada ao longo dos anos. Além de ter tido ao longo dos anos várias adaptações radiofónicas, em 2010, a Variety anunciou que Don Murphy e Michael Preger estariam a pensar produzir uma versão 3D do filme. Em termos de livros, o escritor Simon Clark, em 2001, escreveu uma sequela do romance original, narrado na primeira pessoa como David Masen, o filho da personagem principal do romance de John Wyndham.


nº 72 - Missão em Sidar


Autor: Stefan Wul
Título original: Rayons pour Sidar
1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eng. Gomes dos Santos

Súmula - foi apresentada no livro nº71 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Stefan Wul, autor francês que a Colecção Argonauta tem divulgado em Portugal com pleno êxito, dá-nos com este romance uma das suas obras mais aliciantes e significativas. 
Qual era a misteriosa missão que levava um terrestre a enfrentar tantos perigos na estranha terra de Sidar?
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Rugidos ecoavam pelas rochas, revelando a presença de feras desconhecidas. 
- Isto bom - disse o guia -, isto muito bom!
Pulava já à beira dum precipício, designando qualquer coisa lá em baixo. Lorrain avançou de joelhos e debruçou-se.
Por baixo dele, o fundo do abismo parecia coberto de neve.
- Nevou?
- Não - respondeu o guia - , isto não ser neve, isto "Krofo".
- Krofo?
O indígena de patas de avestrurz arrancou da rocha uma pequena planta que libertava ao vento flocos penugentos.
- Sim, Krofo cmo isto... mas grande, muito grande!
Lançou-se num discurso confuso. Lorrain compreendeu que a tempestade acumulara enormes quantidades de celulose no fundo da ravina.
- Nós saltar! - concluíu o Sidariano, piscando o olho -, nós ganhar dois dias!
Lorrain estremeceu.
- Saltar desta altura?
- Sim, sim, sim. Não haver perigo. Krofo muito bom. Olha!
Lorrain levantou os olhos e viu um pedaço de Krofo cair, volteando lentamente para o solo, como um floco de neve de dimensões gigantescas.
- Tu ganhar dois dias - insistiu o guia.
- Eu ganhar eternidade - ironizou Lorrain.

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A aventura de Lorrain em Sidar é uma aposta permanente entre o tudo e o nada. Essa constante suspensão, criada através de uma narrativa conduzida com rara habilidade, faz do presente romance de Stefan Wul uma bela obra de ficção-científica, um romance que o nosso público leitor vai apreciar com verdadeiro entusiasmo.

nº 73 - Operação Vénus


Autor: Leonid Onochko
Título original: Sur la Plànete Orange (Na Orenjevoy Planete/На Оранжевой Планете)
1ª Edição: 1959
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Rogério Fernandes


Súmula- foi apresentada no livro nº72 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Em Vénus, no planeta côr-de-laranja, onde ainda não haviam pousado olhos humanos, três cosmonautas russsos procedem a uma emocionante "avenusagem". Assim se abre o primeiro capítulo de uma aventura empolgante nesse novo mundo inexplorado, em que eles mergulham de alma e coração.
O desejo de conhecimento tem os seus riscos, pois a Natureza, em Vénus, não é acolhedora e hospitaleira. O perigo espreita a cada canto, e assume as formas mais diversas, por ser complexa a realidade que os três audazes pioneiros do espaço vão enfrentar.
Mas as surpresas não faltam, porque, além de uma natureza agressiva e inóspita, os três cosmonautas verificam a existência de seres inteligentes, uma civilização e uma história de séculos. Uma história cujos pontos extremos são o homem primitivo e a civilização mais requintada. Como explicar tão profundas diferenças de forma de vida entre os habitantes do mesmo espaço?
Em Vénus, as surpresas não páram de surgir. Nem sequer o amor aí falta, com as suas oscilações e os seus perigos... É, de faacto, uma viagem deslumbrante, esta viagem a que Leonid Onochko, o primeiro romancista russo de ficção-científica a ser apresentado em Portugal, nos faz assistir neste romance envolvente.

Nota: não é inteiramente correcto referir que este é o primeiro livro de um escritor russo publicado pela Colecção Argonauta. Isaac Asimov era russo de nascimento, embora mais tarde tenha pedido a nacionalidade americana. E na altura em que saíu esta "Operação Vénus" de Leonid Onochko, já tinham sido publicadas na Argonauta quatro obras de Isaac Asimov, nomeadamente "As Correntes do Espaço" (nº 21), "Futuro do Mundo" (nº 28), "As Cavernas do Aço" (nº 37) e a "Ameaça dos Robots" (nº 70).

nº 74 - Colónias no Espaço


Autor: E.C. Tubb
Título original: Alien Dust
1ª Edição: 1955
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Elisa Lopes Ribeiro
 

Súmula - foi apresentada no livro nº72 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:


Apresentado em Portugal por intermédio da Colecção Argonauta, com a publicação de O Mundo em Perigo e Geração Galáctica, E.C. Tubb tornou-se desde logo um dos autores de ficção-científica de mais larga audiência junto do público leitor português. Colónias do Espaço é um dos seus romances mais belos e envolventes. O Homem, buscando a felicidade, procura no Espaço a resolução dos seus problemas. E conseguirá construir um novo mundo de bondade na medida em que deixe intacta a beleza pura do espaço infinito, em que não perturbe a paz diáfana desse Universo imenso, de que pode tornar-se dono e senhor.
É este o sentido profundo deste romance de E.C. Tubb que a Colecção Argonauta apresentará brevemente no nosso país.

nº 75 - Plano Sete



Autor: Mordecai Roshwald
Título original: Level Seven
1ª Edição: 1959
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido


Súmula - foi apresentada no livro nº74 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Com este romance, tem a Colecção Argonauta o prazer e a honra de apresentar em Portugal um dos mais extraordinários romancistas no sector da ficção-científica: o escritor israelita Mordecai Roshwald. O presente livro é uma das suas obras mais belas.
Num país europeu, (presumivemente a Inglaterra) há uns estranhos abrigos subterrâneos destinados a servirem de refúgio a determinadas pessoas em caso de guerra termo-nuclear. O mais profundo - o sétimo - é reservado ao pessoal que desencadeará a guerra quando os políticos o determinarem...
O autor deste livro - trata-se de um diário - é um dos oficiais que se encontram nesse abrigo. Vai anotando quotidianamente os seus sentimentos e reacções nesse universo estranho, mas perfeitamente plausível onde se encontra. O horror dessa forma de existência é desctita em Plano Sete com tal densidade que o grande escritor inglês J.B. Priestley não hesitou em comprar Mordecai Roshwald ao grande Franz Kafka...
Nesse universo cego e frio, tudo vai conduzindo à catástrofe final: e os horrores de um cataclismo termo-nuclear conduzem inevitávelmente à mais espantosa devastação da História, que Roshwald descreve em termos de pavor inenarrável. Nessa catástrofe, não haveria vencedores nem vencidos...
E foi por isso que este livro, dedicado a Nikita e Ike, recebeu o aplauso público de um Bertrande Russell, de um Linus Pauling, de um Fred Hoyle, que recomendaram vivamente a leitura de PLANO SETE.

nº76 - Degelo em 2157


Autor: Stefan Wul
Título original: La Peur Géante

1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: André Varga


Súmula - foi apresentada no livro nº76 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Stefan Wul, um dos autores mais lidos e apreciados pelos leitores de FC, que se têm familiarizado com a sua obra através da Colecção Argonauta, volta a surgir por intermédio da tradução portuguesa de um dos seus romances mais curiosos e significativos: Degelo em 2157.
Quais as transformações das condições reais de existência que decorreriam de um cataclismo cósmico dessa ordem? Como reagiriam os seres vivos ao novo condicionamento da sua vida?
Perguntas perturbantes, às quais Stefan Wul responde num romance de singular originalidade, em que o imprevisto, a graça de narração e a própria intensidade do enredo conferem à leitura um interesse verdadeiramente envolvente. As qualidades que justificaram a atribuição do Grande Prémio de Ficção-Científica a Stefan Wul, manifestam-se mais uma vez em Degelo em 2157, que virá por certo robustecer e alargar a audiência de Stefan Wul junto do público leitor português. 

nº 77 - A Aldeia dos Malditos



Autor: John Wyndham
Título original: The Midwich Cuckoos

1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Álvaro Simões
(na súmula do livro anterior a tradução é apresentada como sendo de Rogério Fernandes, mas na capa da obra, está indicado Álvaro Simões)

Súmula - foi apresentada no livro nº76 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

John Wyndham foi apresentado ao público leitor português através da edição de O Dia das Trífides, romance integrado, com grande êxito, na presente Colecção.
A Aldeia dos Malditos, não vai por certo obter menos sucesso. A adaptação cinematográfica deste excelente romance de FC arrebatou as nossas plateias, pelo interesse palpitante do seu tema. A essa razão somar-se-á, agora, a mestria literária do grande escritor que é John Wyndham, patenteada na forma por que nos coloca perante as misteriosas ocorrências de qeu foi teatro a aldeia de Midwitch, no coração de Inglaterra. Que estranha doença atacou os habitantes de Midwich numa tranquila manhã? Como reagiram aos seus perturbantes efeitos? Como vão ser resolvidos os terríveis problemas que se levantam no convívio diário com os estranhos seres aparecidos em Midwich?
Eis as questões a que responderá a leitura de A ALDEIA DOS MALDITOS. 

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Nota: Tal como sucedeu com o romance deste autor O Dia das Trífides, a presente obra viria a ter várias adaptações radiofónicas e a ser igualmente transposta para o Cinema, primeiro em 1960, com a realização de Wolf Rilla:
 


E novamente mais tarde pela mão de John Carpenter, que em 1995 realizou "A Aldeia dos Malditos", com a participação, entre outros, dos actores Christopher Reeve, Kirstie Alley, Linda Kozlowky e Michael Paré, obra que se viria a tornar em mais um dos muitos filmes de culto de Carpenter.


nº 78 - Caminhavam como Homens


Autor: Clifford D. Simak
Título original: They Walked Like Men

1ª Edição: 1962
Publicado na Colecção Argonauta em 1963
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido


Súmula - foi apresentada no livro nº77 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Uma vez mais nos coloca Clifford D. Simak perante algumas perguntas angustiantes, não apenas no que se refere ao futuro do mundo, mas sobretudo quanto às suas relações com os habitantes de outros planetas.
Uma noite, de regresso a casa, depois de bem bebido, o jornalista Parker encontra uma armadilha montada à sua porta. Uma armadilha gigantesca, semelhante às que servem para caçar ursos. E, na esteira dessa armadilha, outras se sucedem, criadas por gente vinda de outras estrelas. Gente que não tem uma forma peculiar, antes adopta as formas que mais convêm aos seus intentos. Uma vezes são bolas de bowling, luzidiamente negras, outras pequenas bonecas que podem aumentar até se transformarem em pessoas, com os seus interesses, os seus problemas, a sua falsa existência relacionada com a existência dos homens reais.
Qual a actividade fundamental de tais estrangeiros? Como estão eles organizados? De que maneira pretendem despojar os homens de todas as suas conquistas técnicas e humanísticas? Como será possível destruí-los, impedindo que a Terra seja dominada por tais formas, que não se submetem a qualquer dado ecológico?
É a estas perguntas que vai dando resposta o jornalista Parker, que encontra um inesperado aliado nm Cao que fala, ou no que, à primeira vista, parece ser um cão que fala. Trata-se de uma forma de vida existente em outro planeta, que vive em luta cerrada com as bolas de bowling, e que não se esquiva a auxiliar os homens no seu combate aos estrangeiros que se insinuam em toda a parte.
Vão comprando, pouco a pouco, todas as fábricas, todas as casas, todos os estabelecimentos comerciais. E limitam-se a encerrá-los, criando assim um desemprego extenso, irremediável. E o homem deixa de contar com um lugar para dormir. O que tinha sido a base da sua vida, o produto de uma actividade secular, transforma-se numa casca vazia de sentido, pois o homem comum não encontra nenhuma explicação razoável pra tudo o que está a acontecer.
Torna-se necessária a insistência de Parker e da sua colega Joy, para que os dirigentes acreditem na denúncia do perigo, para que um dia chegue a ordem de evacuar a cidade. Os responsáveis pela política estado-unidense decidem-se finalmente a liquidar com a bomba atómica a cidadezinha dominada por tais seres. Preferem esta destruição ao risco da Terra ser completamente invadida pelas bolas pretas, luzidias, tilitantes, sem escrúpulos.
Eis o novelo de problemas citados por Clifford D. Simak, contados com o estilo sugestivo que é característico deste grande autor. Trata-se de um romance dentro da sua linha habitual, sem uma quebra de interesse, sem a mais leve falha na organização lógica dos problemas, pelo que não poderá deixar de provocar uma leitura atenta e, sobretudo, apaixonante.

Nota: li este livro a primeira vez quando era mesmo muito novo, teria para aí uns dez anos, para para mim foi um dos livros que mais prazer me deu ler, além de ter contribuído imenso para que Clifford D. Simak se tornasse um dos meus autores preferidos. Esta é no meu entender uma grande obra de Clifford D. Simak, um pouco arrepiante e por isso mesmo penso que, contráriamente ao que é referido na súmula, é um pouco diferente na forma como geralmente o autor conta as suas histórias. Sempre pensei que este livro daria um grande filme.

nº 79 - A Máquina do Poder


Autor: A. Higon
Título original: La Machine du Povoir

1ª Edição: 1960
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: André Varga
 

Súmula - foi apresentada no livro nº78 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Distinguido com o Prémio Júlio Verne em 1960, nenhum outro romance de Albert Higon poderia constituir melhor apresentação deste grande escritor francês de ficção-científica ao numeroso público da Colecção Argonauta
Este romance é uma obra de interesse invulgar, tanto pelo conteúdo que nela se exprime, como pela forma densa, altamente dramática, do que nos é transmitido. Com efeito, Albert Higon soube localizar com admirável inteligência um possível conflito no mundo do futuro e aliar a narração desse eventual conflito com as exigências de um romance de acção.
Num país imaginário do mundo do porvir, o progresso tecnológico levou à invenção e construção de uma estranha máquina, a Máquina do Poder, que exerce a suprema autoridade sobre os homens, finalmente "libertos" do fardo de se governarem. Por detrás da máquina, e em seu nome, uma casta de supertecnocratas rege uma humanidade que as técnicas separaram quase totalmente da Natureza.
Mas esta conserva, no entanto, alguns partidários que decidem não se deixarem mecanizar... e a luta principia até ao violento "ajuste de contas" final, dentro desse estranho mundo imaginado.
Romance que se lê agradávelmente, e cuja intensidade domina por completo a atenção do leitor, A Máquina do Poder, de Albert Higon, vai impôr entre nós o nome deste escritor consagrado, que se tornava urgente introduzir em Portugal.
A Colecção Argonauta, sempre atenta ao que de melhor se vai produzindo no sector da literatura de ficção-científica, e que tem trazido até nós os autores mais reputados neste novo género, tem hoje a honra de chamar a atenção para um autor, novo entre nós, mas já apreciado entusiásticamente no estrangeiro por inúmeros leitores e pela crítica especializada.
Albert Higon é um nome a reter. Este seu primeiro romance é uma obra que todo o apreciador de ficção-científica deve integrar já na sua biblioteca.

nº 80 - Cidadão do Universo


Autor: F. Carsac
Título original: Pour Patrie, l' Espace

1ª Edição: 1962
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido 


Súmula - foi apresentada no livro nº79 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

O tenente Tinkar Holroy, da Guarda estelar do Império Galáctico, é enviado a cumprir uma missão de alta responsabilidade, que consiste em convocar a sétima esquadra. Tinkar é um dos melhores pilotos da Guarda, tendo vencido várias provas muito duras, mas não consegue entregar a sua mensagem, pois a sua astronave é sabotada, o que serve para mostrar que a revolta conta também os seus apaniguados entre a Guarda, considerada fidelíssima a Sua Majestade o Imperador.
Sabotada a astronave, Tinkar Holroy despenha-se no espaço, apenas com oxigénio bastante para subsistir vinte e quatro horas, e resigna-se a morrer, embora lamente ter de  morrer tão novo e devido a razão tão estúpida. Não tinha verificado o funcionamento da sua astronave, pois considerava que pertencendo à frota da Guarda, não seria possível que se verificasse qualquer sabotagem. 
No entanto os grupos populares que se revoltaram contra o poder imperial e sa forças que o apoiam e exigem (nobreza, polícia, política, guarda estelar), contam com infiltrações em todas as classes e estão determinados a ir por diante. A revolta há muito que estava latente, mas apesar dos vários sobressaltos populares que se tinham verificado, nunca se tinha constatado qualquer possibilidade de êxito. A situação modifica-se e Tinkar Holroy despenha-se no espaço, vítima da revolta dos seus concidadãos.
Quando está prestes a perder a consciência, devido à falta de oxigénio, avista uma astronave de dimensões invulgares, que não pode pertencer ao seu próprio povo, mas que presume pertença a outros humanos. E, com efeito, uma vez recolhido, pode constatar que essa astronave é a pátria de cerca de vinte e cinco mil descendentes dos cientistas e dos peregrinos que, há alguns milhares de anos atrás, fugiram do império galáctico, para procurarem a liberdade. Liberdade em todos os sentidos: política, religiosa, de trabalho, etc.
Todas estas cidades espaciais, agora cerca de cem, estão a ser atacadas por um povo não-humano, se bem que vagamente humanóide, os Mpfifis, que utilizam técnicas de combate mais eficientes, e dispõem de um instrumento que lhes permite irromper no hiperespaço, destruindo as cidades e recusando qualquer espécie de acordo.
Tinkar Holroy pode fabricar um instrumento que permita detectar as cidades espaciais dos Mpfifis, mas uma série de equívocos, provocados por mulheres, obrigam-no a não confiar o segredo desse instrumento aos seus salvadores. O resultado é o ataque dos Mpfifis, que provoca cinco mil mortos, e que só pode ser repelido graças ao conhecimento das técnicas de combate que Tinkar holroy põe em acção. Nesse combate morre a esposa de Tinkar, uma descendente dos peregrinos.
Consegue, posteriormente, ser desembarcado numa das regiões do Império Galáctico, onde uma nova ordem política foi já estabelecida. Cedo se cansa, quando verifica que a revolução substituíu uns tiranos por outros, tendo-se modificado apenas o rótulo. E começa a ser dominado pela nostalgia das cidades espaciais, onde a vida dispõe de uma organização mais coerente, mais perfeita, finalmente mais humana. 
Só tarde Tinkar consegue comprender quais as intenções dos habitantes das cidades espaciais. Constata que eles acreditam no Homem, ou antes na inteligência, pois existem raças humanas, diferentes dos homens pelo aspecto morfológico, mas que são apesar de tudo humanos, no sentido que lhe dão os habitantes do espaço. Acreditam sobretudo no homem, num homem que não era possível existir na Terra, pois no Império Galáctico acreditava-se sobretudo na força, diminuindo-se o alcance e a importância da inteligência.
Decerto o império novo que está em via de crescimento é ainda reduzido, ocupa uns poucos planetas, que foram destroçados por várias guerras, mas os teknores (os dirigentes técnicos das várias cidades espaciais), consideram inevitável o momento em que se há-de verificar uma transformação radical das forças do mundo. Ou seja, entrevêm o mometo em que será possível classificar os indivíduos, seja qual for a côr da sua epiderme, ou a sua constituição morfológica, apenas pela inteligência que demonstrem.
Quanto mais inteligente é um ser, mais profundamente vê o que há de absurdo no mal e, por consequência, mais apto está a transformar o mundo. As aventuras de Tinkar Holroy, desde o império galáctico, até à sua transformação em cidaão esteleano, sofre vários sobressaltos, a que não são alheias algumas mulheres muito belas, e por vezes muito generosas. Mas, para além de tais aventuras, há um objectivo mais importante a atingir, que é o fundamento da acção do próprio homem. 
Um guarda estelar conhece as misérias e as grandezas do Império, mas está destinado a esmagar o povo. Holroy acaba por descobrir o sentido da liberdade e, graças ao seu casamento com a bela ruiva Anaena, transforma-se num homem novo, que tem como pátria o Universo.

nº 81 - O Signo do Cão


Autor: Jean Hougron
Título original: Le Signe de Chien

1ª Edição: 1961
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: André Varga


Súmula - foi apresentada no livro nº80 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Jean Hougron é um dos nomes mais ilustre do romance francês contemporâneo. A ficção-científica seduziu-o. Resolveu abordá-la num romance. O Signo do Cão é o resultado desse desafio, e a resposta brilhante que o insigne escritor encontrou para a fascinação que sobre ele exercia um novo género literário.
Trata-se de uma obra de plena maturidade, realizada com incomparável mestria. Respeitando escrupulosamente as regras fundamentais da ficção-científica é, além disso, um romance em que o poder evocativo, a força da narração, a capacidade de sugestão excedem, muitíssimo, a medida comum.
O Signo no Cão vem apresentar ao público português mais um "grande" da ficção-científica. Este romance obterá, segundo prevemos, o aplauso do público leitor em geral, mas, muito em especial, do leitor esclarecido. Romance imbuído de poesia, inteligentemente construído, admirávemente narrado, constitui um verdadeiro triunfo. Por isso, a sua fama já ultrapassou as fronteiras de França, estando traduzido em vários países da Europa, nos quais está a obter a merecida consagração.
É, pois, com plena certeza de trazer até nós um escritor de primeira grandeza que a Colecção Argonauta apresenta este romance, colocando-o a par com os melhores autores contemporâneos de ficção-científica. É com absouta confiança que recomendamos a leitura deste romance, que não hesitamos em denominar obra-prima dentro do seu género.

nº 82 - Emissários do Futuro



Autor: Gérard Klein
Título original: Le Temps n'a pas d'Odeur

1ª Edição: 1963
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Rogério Fernandes


Súmula - foi apresentada no livro nº81 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Gérard Klein, um dos mais reputados escritores franceses de ficção-científica, é apresentado no próximo volume da Colecção Argonauta através de um dos seus mais belos e originais romances: Emissários do Futuro
Obra de acção e aventura, Emissários do Futuro narra-nos a estranha história de sete homens enviados pela omnipotente Federação Conquistadora a um pequeno planeta da galáxia. Ignone - assim se chamava esse astro que ameaçava o futuro da Federação. Esse grupo de sete homens devia alterar, em Ignone, o curso da História. 
Esperava-os, no entanto, uma cruel derrota. Não porque fosse belicoso o ânimo dos habitantes de Ignone. No meio da paz é que o grupo de sete homens foi vencido, ou antes: que se venceu a si próprio...
Agora cabe ao leitor descobrir por si como decorreu essa aventura, lendo EMISSÁRIOS DO FUTURO.

nº 83 - O Satélite Sombrio


Autor: Jérome Sériel
Título original: Le Satellite Sombre

1ª Edição: 1962
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eng. Gomes dos Santos

Súmula - foi apresentada no livro nº82 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Foi com este romance que Jérome Sériel obteve, em 1961, o Prémio Jules Verne, o mais importante galardão francês destinado a distinguir romances de ficção-científica. Atenta aos valores mais representativos deste novo género literário, a Colecção Argonauta não podia deixar de incluir este autor entre aqueles cuja obra tem vindo a apresentar ao público leitor português.
Em O Satélite Sombrio, Jérome Sériel narra, com assinalada intensidade, a aventura de Bob Allinquay, enredado na complicada teia de uma questão de espionagem no ano de 2148. romance de um ritmo alucinante, de variada contextura, O Satélite Sombrio vem revelar um dos melhores valores da literatura de ficção-científica, em que a aventura, o risco, o perigo se conjugam, numa narrativa que prende e escraviza a atenção do leitor mais experimentado.
Lídimo representante de uma das tendências mais importantes da literatura de ficção-científica, Jérome Sériel é um nome que já se impôs e ao qual está por certo reservada uma carreira brilhante. Nesse ponto são perfeitamente coincidentes os juízos do público e da crítica, que saudaram calorosamente este romance, transformando-o num êxito completo.


nº 84 - A Nuvem Negra



Autor: Fred Hoyle
Título original: The Black Cloud

1ª Edição: 1959
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Artur Portela Filho

Súmula - foi apresentada no livro nº83 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Com a publicação de A Nuvem Negra, romance já traduzido em dez línguas, a editorial "Livros do Brasil" tem a honra de apresentar em Portugal um dos mais célebres - e mais - belos romances de ficção-científica. 
Fred Hoyle, que além de romancista, é um dos mais notáveis astrónomos do nosso tempo, alia a uma excepcional competência científica uma imaginação verdadeiramente fértil, factores que o colocam ao nível de um Orwell, de um Wells ou de um Huxley. Mas, o que mais surpreenderá o leitor há-de ser, por certo, o alto poder satírico de Fred Hoyle e as consequências a que esse poder satírico o conduz. "Com uma imaginação organizada sobre uma sólida estrutura científica, uma inteligência liberta e altamente crítica, um poder de sátira que atinge a coragem e trata com admirável desenvoltura temas actuais, projectando-os num futuro próximo e intensificando-os no clima de emergência resultante da crise, - escreveu Artur Portela Filho a propósito de A Nuvem Negra - faz, sobretudo, o processo do embate entre o avanço e o ritmo da tecnologia e a fase em que se encontram as estruturas sociasi, estabelece um diálogo entre o que define como mentalidade literária e a mentalidade matemática, entre o que situa no mundo das palavras e no mundo dos números." E, mais adiante, Artur Portela Filho acrescenta: "A Nuvem Negra é um livro orgulhoso como afirmação dos espantosos recursos científicos, técnicos e morais do Homem, e humilde, como reconhecimento da possibilidade de outras formas de vida, inteligência e sensibilidade."
Romance excepcional, A Nuvem Negra vai constituir certamente mais uma obra que os nossos leitores vão ler com o máximo interesse. 

nº 85 - O Templo do Passado



Autor: Stefan Wul
Título original: Le Temple du Passé

1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: André Varga

Súmula - foi apresentada no livro nº84 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

A Colecção Argonauta vem apresentar agora ao leitor português mais um romance de Stefan Wul, autor francês de ficção-científica cuja obra é das mais conhecidas e apreciadas em Portugal.
Escritor de vastor recursos, os seus romances interessam e encantam pela diversidade de situaçãoes e peripécias que entrecortam a narrativa e nos mantêm numa permanente suspensão, bem como pela fluência da linguagem e sua força sugestiva. O Templo do Passado, como os demais romances de Stefan Wul que a Colecção Argonauta já publicou, exemplifica todas estas característica e reforçaria, se necessário, o vasto prestígio de que o autor já goza em Portugal.

nº 86 - Fundação e Império



Autor: Isaac Asimov
Título original: Foundation and Empire
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido


Súmula - foi apresentada no livro nº85 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

A ciência deixou de existir num Império destruído e que perdeu os seus cientistas que fundaram dois mundos novos: a primeira Fundação - especialmente encarregada de redigir a Enciclopédia Galáctica - e a segunda Fundação, cuja localização é desconhecida, e cuja actividade é também um mistério.
O velho Império continua a descair, pois que os seus reis ou são fracos, e portanto logo substituídos por generais ou favoritos fortes, ou são fortes e, nesse caso, destroem todos os indivíduos que aparecem dispondo de algumas possibilidades de se lhes oporem.
Este choque contínuo que se mantém durante séculos, entre os reis fracos e as personalidades imperiais de grande poder de decisão e de acção, mais não faz do que apressar uma queda prevista inevitávelmente pelas leis da psico-história de Harri Seldon (o fundador das Fundações, destinadas a defender as conquistas científicas e técnicas do Império).
Bel Riose, o general que pretende alargar o domínio do Império pela conquista dos mundos que a Fundação controla, procura em Siwenna um velho Patrício. Quer descobrir o rasto dos mágicos, ou seja dos cientistas que podem produzie e controlar a força atómica. Mas as leis da psico-história condenam a sua tentativa e, embora avisado de que a mão morta de Harri Seldon o condena, decide-se a sustentar a batalha, e perde.
A sua morte, confirmando as leis de Seldon, confirma também a imutabilidade das força que se concentram numa determinada zona do espaço; forças económicas e políticas, e também psicológicas, como o demonstra a longa explicação do patrício darwiniano Ducem Barr a respeito da posição que os reis fortes assumem perante os generais fortes, e da que os generais fortes assumem perante os reis fracos.
Se a primeira parte trata do conjunto da Galáxia visto pela óptica do Império, a segunda introduz-nos num mundo completamente novo: a Fundação. Vamos, portanto, encarar os problemas através de uma vida nova, a dos Comerciantes.
Estes comeciantes são, com efeito, os descendentes dos cientistas que criaram a Fundação. O seu primeiro objectivo, que fora redigir e publicar a Enciclopédia Galáctica, passa para segundo plano, e criam uma economia comercial que lhes permite negociar com instrumentos atómicos e descobrir também as técnicas da guerra económica.
Esta primeira Fundação, levou duzentos anos a tornar-se o Estado mais poderoso da Galáxia, mas os seus tiranos, os seus governadores impotentes, não tardam a criar uma situação difícil, que se repercute no aparecimento dos Mundos Comerciais Independentes, que se recusam a pagar impostos aos tiranos e sanguessugas da Fundação e procuram estabelecer uma frente única com os elementos do subterrâneo, agrupamento da luta clandestina contra a ausência de liberdade da Fundação.
Num mundo pertencente aos Mundos Comerciantes Independentes, Haven, uma anã vermelha, desembarca um dia um casal constituído por Toran, comerciante nascido naquele mundo, e Bayta, uma rapariga oriunda da Fundação. O casamento é censurado pelo pai de Toran, pois está fora dos costumes dos comerciantes, mas é defendido pelo tio Randu, que mostra que se trata de um uso tradicional entre os oriundos da Fundação.
A situação revela-se catastrófica e os comerciantes mostram-se impotentes para a resolver com os meios tradicionais; que de resto se limitam à recusa de pagamento dos impostos e à liquidação sumária de todos os cobradores que a Fundação remete para Haven. Toran mostra que, na verdade, não se pode esperar uma solução quando se opera com actividades tão dispersas, tão pouco organizadas e, sobretudo, tão ineficientes.
É nesta altura que surge pela primeira vez o nome do Mula, um desconhecido, cuja origem é duvidosa, cuja educação e instrução parecem ser muito parcas. Randu, chefe de um agrupamento de resistência de Haven, em ligação com agrupamentos semelhantes nos restantes Mundos Comerciais Independentes, pensa que uma aliança com o Mula lhe permitirá derrubar os tiranos e sanguessugas que os dominam e restaurar as liberdades democráticas, consideradas essenciais para governar a Galáxia com eficiência.
Toran e Bayta aceitam a missão de procurarem identificar o Mula e de estabelecer com ele um primeiro contacto, para que as organizações conhecidas de Randu possam estudar um plano de acção conjunta e eficiente. Todavia, quando Toran e Bayta já se encontram em Kalgan, surge a primeira revelação de que será difícil trabalhar ao lado do Mula, pois que ele não é um ser humano. Trata-se de um Mutante, e esta palavra cheia de implicações lança o alarme, acompanhado de grande perturbação, entre os habitantes da Fundação.
É possível derrubar os senhores da guerra da Fundação, como o prova com terrivel eficiência o Mula, mas a troca, como diz um dos comerciantes independentes, não oferece qualquer vantagem. Sendo assim, procura-se identificar esse Mula para o eliminar, ou pelo menos estabelecer acordos.
Toran e Bayta transportam na nave um palhaço de físico ingrato, que diz ter trabalhado para o Mula. Percorrem o espaço em todas as direcções, procurando afincadamente a segunda Fundação que permitiria, possivelmente, resistir ao impulso dinâmico do Mula. Nessa busca, participa também o psicólogo Ebling Mis, sábio à velha maneira, rabugento e despreendido, que há-de morrer às mãos de Bayta para que não revele o lugar onde está localizada a segunda Fundação.
Isto porque, entretanto, Bayta conseguiu descobrir a verdadeira identidade do Mula, que Isaac Asimov só desvenda nas últimas páginas, depois de nos conduzir através de miríades de estrelas que estão acima de nós e serão, amanhã, o lugar onde onde o Homem há-de viver as suas aventuras, com amor e morte, com ódio e perdão, com calor e frio, com trabalhos e lazer. E é essa identidade que, aliada aos elementos sedutores da imaginação de Asimov, manterão o leitor permanentemente preso à leitura de FUNDAÇÃO E IMPÉRIO. 
                                       
 Nota: estranhamente, os responsáveis editoriais da Colecção Argonauta na altura, optaram por não contextualizar na súmula a célebre Trilogia da Fundação de Isaac Asimov, uma das suas obras mais famosas, absolutamente monumental, que aqui conhece a sua edição portuguesa únicamente a partir daquele que seria o seu segundo volume. Dois números mais tarde, a Argonauta publicaria depois aquele que seria o 3º volume da Trilogia, a obra denominada como Segunda Fundação (nº 89).                                                              
                                                          
Deixo abaixo descrito o contexto relacionado com a monumental obra Fundação, segundo a Wikipedia:

                                                                             * * *

Fundação era originalmente uma série de oito pequenas histórias publicadas na Astounding Magazine entre Maio de 1942 e Janeiro de 1950. De acordo com Asimov, a premissa foi baseada em ideias colocadas pelo livro de Edward Gibbon, "História do Declínio e Queda do Império Romano", e foi inventada espontaneamente no caminho para um encontro com o editor John W. Campbell, com quem ele desenvolveu o conceito.
As primeira quatro histórias foram reunidas, junto a uma outra história tomando lugar antes das outras, em um volume único publicado pela Gnome Press nos Estados Unidos em 1951 como Fundação. O resto das histórias foram publicadas em pares pela Gnome como Fundação e Império (1952) e Segunda Fundação (1953), resultando na "Trilogia da Fundação", como a série ficou conhecida por décadas.
Em 1981, após a série ter sido considerada um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus escritores a escrever um quarto livro, que se tornou Limites da Fundação (1982).
Quatro anos depois, Asimov continuou com outra sequência, Fundação e Terra (1986), que mais tarde foi acompanhada por dois livros cronologicamente anteriores à trilogia, Prelúdio para a Fundação (1988) e Crônicas da Fundação (1983). Durante o hiato entre escrever as sequências, Asimov interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado. Um elo básico é mencionado pela primeira vez em Limites da Fundação: uma história obscura a respeito de uma primeira onda de colonização com robôs e mais tarde uma segunda sem eles.

Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rie_da_Funda%C3%A7%C3%A3o

nº 87 - A Astronave da Esperança



Autor: Edmund Cooper
Título original: Seed of Light
1ª Edição: 1959
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues 


Súmula - foi apresentada no livro nº86 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Edmund Cooper é o nome de mais um astro da ficção-científica moderna que a Colecção Argonauta, da editorial "Livros do Brasil", tem o prazer de apresentar aos seus numerosos leitores.
Em cada volume uma descoberta - assim se reclama a Colecção. Os oitenta e sete títulos já publicados confirmam a veracidade dessa frase-promessa. Descobrir um Bradbury, um Asimov, um Simak, um John Wyndham, um Carsac, um Roshwald, ou, como aconteceu mais recentemente, um Fred Hoyle, tem sido o palmarés desta colecção de Ficção-Científica que a "Livros do Brasil" regularmente publica. Estes autores, grandes em qualquer género literário, introduzem o leitor em novos universos que a fantasia e o conhecimento científico inculcam como reais. As aventuras inimagináveis, os problemas sociais e éticos mais insuspeitados, caracaterizam esse mundo futuro e com eles se defrontam os homens que nele vivem ou viverão. A Ficção-Científica coloca, pois, o leitor diante de novos horizontes, que alguns se inclinarão a considerar longínquos. Os avanços prodigiosos, e quotidianos, da ciência e da técnica não os tornarão porventura acessíveis aos homens do nosso tempo e quem sabe se a nós próprios?
Se a visão que muitos escritores de FC nos apresentam do futuro incorpora a antevisão de novas lutas e confrontações sangrentas, a verdade é que outros escritores nos descrevem o porvir em termos tranquilizadores, embora nada simplistas.
É justamente essa feição que encontramos em A Astronave da Esperança, o primeiro romance de Edmund Cooper a ser apresentado em Portugal. É um livro em que, a par de uma leitura envolvente e apaixonante, o leitor encontra o sugestivo quadro de um mundo possível, em que é igualmente possível a felicidade. A Colecção Argonauta, trazendo até nós este grande escritor, vem apresentar, do mesmo passo, um romance inestimável.

Nota: um livro muito interessante, que me prendeu a atenção por completo e que reli algumas vezes, sempre com a mesma sensação de encantamento. Uma excelente obra de ficção-científica.

nº 88 - A Era dos Biocibs



Autor: Jimmy Guieu
Título original: L'Ere des Byocibs
1ª Edição: 1960
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eng. Gomes dos Santos


Súmula - foi apresentada no livro nº87 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Mais um romance de Jimmy Guieu. Desta vez, um romance de ficção-científica que o suspense de romance policial torna ainda mais atraente. Nenhum leitor que aprecie ambos os géneros deixará de admirar esta curiosa simbiose, visto que dela resultou um romance cuja leitura nos intriga, diverte e, por vezes nos mergulha numa atmosfera de franco pavor.
A Era dos Biocibs, poderá ser muito mais do que uma invenção do Jimmy Guieu. Quem sabe se não representará a antevisão de um perigo futuro para a humanidade inteira? Entre as formas mais subtis de invasão do nosso mundo, o expediente que vemos utilizado em A Era dos Biocibs é seguramente o mais eficaz e o menos detectável.
A riqueza de imaginação, a audácia na estruturação do enredo, o miraculoso equilíbrio entre o terror e o humor de que dá provas este romance, faz de A Era dos Biocibs uma das obras mais lidas e apreciadas de Jimmy Guieu, um autor abundantemente traduzido em várias línguas e já apresentado em Portugal através da Colecção Argonauta. Não deixe, pois, de ler A ERA DOS BIOCIBS.  

Nota: Um livro perturbador e original. Curiosamente, estive sempre do lado dos Biocibs, considerados os "maus".

nº 89 - Segunda Fundação


Autor: Isaac Asimov
Título original: Second Foundation
1ª Edição: 1953
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Sousa Victorino


Súmula - foi apresentada no livro nº88 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Na sequência de Fundação e Império, lança a Colecção Argonauta o romance com que se completa uma das mais apreciadas realizações de Isaac Asimov no sector da ficção-científica. Segunda Fundação, descreve-nos o desenvolvimento final de um conflito em que várias forças se degladiam. Os numerosos leitores de Fundação e Império, vão agora poder determinar para que lado pendeu o prato da balança, onde ficaram os vencedores e onde ficaram os vencidos. Obra empolgante, Segunda Fundação é certamente mais um êxito e mais uma razão de prestígio de que Isaac Asimov goza entre o público leitor português.

Nota: A terceira parte (inicialmente, visto que depois houve mais obras), da Trilogia da Fundação, uma das criações mais famosas de Isaac Asimov.

nº 90 - Armadilha em Zarkass


Autor: Stefan Wul
Título original: Piège sur Zarkass
1ª Edição: 1958
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Álvaro Simões


Súmula - foi apresentada no livro nº89 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Stefan Wul dá-nos no presente romance uma obra cheia de movimento e acção, em que a atenção do leitor é mantida em suspenso desde o princípio ao fim da narrativa. Armadilha em Zarkass, é mais uma manifestação de talento de Stefan Wul, cuja obra tem sido largamente divulgada entre nós pela Colecção Argonauta. À riqueza de imaginação, o autor sabe aliar o sentido da aventura em romances que envolvem a atenção do leitor e que são verdadeiros best-sellers.