nº 51 - A Porta do Espaço



Autor: Adrien Sobra 
Título original: Portes Sur L'Inconnu
1ª Edição: 1956
Publicado na Colecção Argonauta em 1959
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº50 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Hoc I, no planeta U 16, martelava, cantando, um grosso bloco de aço na bigorna. Era a peça final da sua máquina que, quase terminada, se erguia numa oficina ao ar livre onde se atarefavam milhares de Robots. Os Robots executavam todos os trabalhos manuais, mas Hoc I não desdenhava dar também o seu auxílio. Os seus músculos poderosos faziam cair cadenciadamente o malho sobre o bloco fulgurante, donde saltava uma nuvem de faíscas.
Hoc I era um "jovem" de 60 anos. Era jovem naquele planeta onde a idade normal era de seiscentos anos. Estava feliz. Ia provar aos Antigos que sabia fazer qualquer coisa. Havia muito tempo que a teoria da "translacção espacial" tinha sido estabelecida, mas ninguém tinha ainda conseguido pô-la em prática. Graças à sua intervenção, HocI ia abrir à curiosidade dos cientistas uma infinidade de Universos.
Quando tudo ficou acabado, Hoc I apresentou-se aos Antigos e disse-lhes: 
-  Desejo explicar-vos com que fim construí esta enorme máquina.
- Já o sabemos, meu filho - disse um dos Antigos.
- Sabem-no? - perguntou Hoc I, aterrado.
- Como não o saberíamos, se as tuas ondas de alegria são tão vigorosas que dão várias vezes a volta ao planeta e vêm também várias vezes vibrar no nosso cérebro? Quanto aos teus pensamentos, são tão violentos que não sabemos onde nos metermos para lhes escapar.
O engenheiro, confuso, baixou a cabeça como um garoto que leva uma reprimenda. Depois tornou a erguê-la, com orgulho. Hoc I era o "enfant terrible" do planeta. Nesse povo de Sábios, fazia o papel de um cachorro turbulento.
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A descoberta de Hoc I era de facto alucinante. A sua máquina abria uma porta no espaço; transladava o espaço de um Universo para outro Universo contíguo.
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E assim, Hoc I encontrou um dia a Terra. Encontrou a Terra através da sua porta, quando por ela entrou o professor Laurent, geólogo em pesquisas no Sahara.
E encontrou também a Matéria V, que tão necessária era no Universo de Hoc I e tão abundante na Terra. Como conseguir que os Terrestres cedessem essa matéria? Como chegar a um acordo para transferir os Terrestres do seu planeta natal para o outro Universo que necessitava do oxigénio e da Matéria V da Terra?
Todos estes estranhos acontecimentos nos conta, como o seu senso de humor latino, o jovem escritor de ficção-científica Adrien Sobra, no seu curiosíssimo romance.

nº 52 - Atenção aos Robots


 

Autor: Jean Gaston Vandel
Título original: Alerte Aus Robots!
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1959
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº51 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:


No ano de 3750 a humanidade dominava completamente a máquina. O próprio governo mundial é assegurado por um cérebro electrónico gigante, o Center-World-Brain que, da sua fortaleza de Joe Island, no Pacífico, assegura as ligações com todos os governos nacionais e administrações locais, elas também formadas por cérebros electrónicos. Passeios e estradas rolantes conduzem o homem, casas automáticas acolhem-no e preparam-lhe refeições e bebidas, centros Moto-Clínicos tratam-no e curam-no. O homem nada mais tem a fazer do que controlar esse mecanismo total e gozar a sua própria vida de ser pensante.
Mas eis que inesperados acidentes começam a acontecer: Moto-clínicas descontroladas que matam por excesso de raios X; portas automáticas que esmagam quem passa por elas; passeios rolantes que, num aparente ataque de loucura, deslizam numa velocidade absurda, matando e ferindo milhares de seres humanos.
O doutor Sullen e os seus técnicos da Ordem Electrónica de que ele é o chefe supremo, não conseguem compreender os acidentes e ainda menos controlá-los. Os casos fatais tornam-se mais numerosos; as bebidas dos alimentors automáticos aparecem súbitamente envenenadas. Como resolver a situação?
Nic Vicar, jovem professor de ginástica, é então convidado a entrar nessa luta contra os cérebros electrónicos em revolta, ois de revolta se trata, sem qualquer espécie de dúvida.
Os robots lançam os seus ataques, cada vez mais violentos. As fábricas de alimentos sintéticos param. Quem ordenou essa paragem? E como combatê-los?
As desordens rebentam nas várias cidades do mundo. Os homens, aterrorizados com a revolta das máquinas, tentam destruí-las, mas são aniquilados aos milhares. As cidades têm de ser abandonadas e o frio e a fome começam iguamente a fazer as suas vítimas.
A humanidade está às portas de extinção, para dar lugar ao reino das máquinas perfeitas e superiores ao Homem.
Apenas Nic Vicar e o seu grupo de comandos resistem ainda, tentando evitar a catástrofe final. Mas, cada vez se vêem mais limitados na sua acção, cercados pelas máquinas e pelos robots quase humanos transformados em assassinos profissionais e perfeitos.
Irá assim a humanidade desaparecer do globo terrestre, deixando apenas como prova da sua existência a sua realização, a MÁQUINA, que a ultrapassou em raciocínio e inteligência?
É este um dos mais conhecidos romances do famoso escritor francês Jean-Gaston Vandel, onde, a par de uma lógica científica perfeita, se encontra o suspense intenso de um bom romance de ficção-científica.

nº 53 - A Morte da Terra

 

Autor: J. H. Rosny Aîne
Título original: La Mort De La Terre
1ª Edição: 1910
Publicado na Colecção Argonauta em 1959
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº52 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:


"J. H. Rosny é o maior desconhecido do nosso tempo". Assim começa Daniel Halevy o seu posfácio à Morte da Terra.Também os conhecidos críticos e historiadores da literatura francesa Albert Thibaudet e Henry Clouard reconhecem que "cerca de 1890, era ele o homem de quem mais se esperava, o mais opulento temperamento de romancista da sua época".
Deste romancista que, mercê do seu espírito científico, foi também amigo íntimo dos Curie, dos Langevin, dos Borel e dos Perrin, se apresenta agora a tradução portuguesa do seu romance de antecipação La mort de la Terre, talvez um dos romances que, entre a sua vastíssima produção (para cima de uma centena de obras), mais caracteriza o seu pensamento e a sua forma de encarar os problemas humanos.
No declínio da Terra, milhares de anos no futuro, a população do planeta está reduzida a pequenos núcleos humanos que habitam raros oásis espalhados pela superfície do globo. 
A grande, a principal preocupação é a Água, que se tornou raríssima num planeta absolutamente seco, Água essa que adquire um valor quase místico para os homens de então, aqueles que se chamam a si mesmos os Últimos Homens.
Os grandes adversários dos homens, adversários passivos mas nem por isso menos temíveis, são os ferromagnéticos, espécie mineral em princípio de evolução para a vida animada e talvez os futuros senhores de um planeta já totamente hostil à espécie humana. Esses seres minerais vão invadindo lentamente a superfície da Terra, através de milhares de anos de uma lenta mas segura evolução e, cercando os Últimos Homens, circunscrevem-nos aos seus redutos derradeiros, os oásis onde uma técnica quase perfeita ao serviço do ser humano consegue fazer subsistir a reduzida população do globo.
E no oásis das Fontes Altas vive Targ, o jovem guarda dos Planetários, que sonha ainda com um futuro de abundância para a sua raça. Mas, para além da falta de água, a Terra recusa aos homens até o repouso e, assim, sismos constantes vão destruindo pouco a pouco o que resta da humanidade. 
Nun desses terríveis abalos, o oásis das Terras-Vermelhas é quase totalmente destruído e a tremenda convulsão faz desaparecer a água que tão preciosa era ao oásis.
Targ parte em procura do precioso líquido, como um novo cavaleiro do Graal. Será essa a única forma de fazer persistir uma humanidade moribunda. Água, a força do Homem...
"O neto de J. H. Rosny lembra-se de ter ouvido estas palavras do seu avô, pronunciadas nos seus últimos dias:
- Se pudesse, na minha obra, escolher um livro para o salvar, seria A Morte da Terra".
Asim termina o posfácio de Daniel Halevy. 
É esta obra de J. H. Rosny, um dos maiores escritores franceses do fim do passado século e dos primeiros anos deste, um escritor desconhecido do grande público mas presente na literatura francesa de sempre, que a Colecção Argonauta se honra em apresentar ao leitor português interessado.

nº 54 - Regresso a Zero


Autor: Stefan Wul
Título original: Retour à "O"
1ª Edição: 1956
Publicado na Colecção Argonauta em 1959
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Maria Adelaide Correia Freire e Raúl Correia


Súmula - foi apresentada no livro nº53 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:


"Condenado à pena capital"!
Foi essa a sentença que Jâ Benal ouviu, pronunciada pelo Juíz Supremo da Justiça Terrestre. Jà Benal, jovem e prometedor físico e matemático, era culpado de negligência, de ser o responsável da catástroffe causada pela explosão do seu laboratório, catástrofe essa que, segundo a acusação, destruíra parte da cidade de Lepolvi e causara milhares de vítimas. 
Mas a pena de morte já não existia na Terra. Fora substituída por um castigo talvez mais desumano ainda, pela deportação para toda a vida na Lua, para onde os condenados eram enviados num escafandro-foguete numa viagem que durava três dias e que, na maior parte dos casos, terminava fatalmente no espaço ou na superfície do satélite da Terra. Os sobreviventes, criminosos de direito comum e político tinham conseguido, após dezenas de anos de esforços titânicos, construir uma civilização altamente mecanizada, mercê especialmente dos cientistas deportados como criminosos de guerra e essa civilização "lunar", baseada na ciência e no ódio, detestava a Terra. 
À frente do Conselho que regia os destinos da Lua, encontrava-se o Venerável Antepassado, um dos primeiros homens a chegar à Lua como deportado e que tinha um único desejo e um único fim a alcançar: vingar-se da Terra, atacá-la e dominá-la.
O governo terrestre tinha conhecimento desses planos. Mas como saber dos meios que os "lunares" dispunham para o seu ataque, e para quando estava ele preparado?
Só havia um único sistema: enviar um espião à Lua, um espião que fosse simultâneamente um cientista precioso à técnica lunar e um fiel cidadão da Terra. Mas um espião só poderia ser enviado abertamente se fosse, aparentemente, um criminoso que merecesse a pena capital. Só assim o Conselho da Lua não suspeitaria do enviado.
...Por isso Jà Benal foi condenado à pena capital...
É este o primeiro romance de Stefan Wul, nóvel autor francês de ficção-científica considerado por Igor B. Maslovski, crítico especialista de "Fiction", como um autor que pode ombrear com a maior parte dos mestres anglo-saxónicos e americanos e até suplantá-los. Com este romance, obteve o autor o "Prémiod e Ficção-Científica de 1957".
"Livros do Brasil", sempre interessados em oferecer ao leitor o melhor em cada ramo literário, esperam continuar a apresentar na sua "Colecção Argonauta" os magníficos romances de Stefan Wul.

nº 55 - Os Frutos Dourados do Sol


Autor: Ray Bradbury
Título original: The Golden Apples of the Sun
1ª Edição: 1950
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº54 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

É este o último livro de Ray Bradbury, o autor de Crónicas Marcianas, O Homem Ilustrado e Farhenheit 451, que a Colecção Argonauta já teve o prazer de apresentar aos leitores portugueses.
Ray Bradbury é hoje, indubitávelmente, uma das figuras de proa da Ficção-Científica e até mesmo uma das mais notáveis figuras da mais recente geração literária americana. Dele disse o grande escritor inglês Angus Wilson: "é um dos mais brilhantes e fascinantes escritores que tenho conhecido"; e Christopher Isherwood afirmou: "Crónicas Marcianas é, até agora, o meu livro favorito entre todos os dos jovens escritores americanos contemporâneos".
Em Os Frutos Dourados do Sol reúnem-se doze dos mais notáveis contos em que a poesia, a crítica social, a imaginação e a realidade se combinam perfeitamente, para nos transportar a um mundo que, sendo o nosso, é igualmente um mundo mágico em que pessoas e coisas adquirem um valor particular e se transformam em seres que nos parecem existir simultâneamente em um ou vários universos diferenciados.
Desde a realidade ao mesmo tempo irónica e lírica de O Grande Incêndio até ao extraordinário conto que encerra e dá o nome ao livro, Os Frutos Dourados do Sol, onde se reencontra mais uma vez o mito de Prometheu trazendo o fogo aos homens - e, com o fogo, o conhecimento -, todos os doze contos são pequenas obras-primas de um estranho sabor que pedem, podemos dizer, paladares requintados para a sua completa apreciação.
Um homem que assassina a sua casa... um outro que insistia em passear à noite, passear apenas, quando já não havia quem passeasse... Um monstro pré-histórico que vem dos fundos do passado e dos abismos para responder ao apelo da voz que o chama, a voz de um farol... O caçador que procura, mergulhando no tempo, sensações violentas na caça ao Tiranossauro e que, por pânico, altera paradoxalmente o futuro... um homem do lixo que se recusa a limpar o liso de uma possível futura guerra atómica...
São estes outros tantos motivos para Ray Bradbury nos dar a sua visão do mundo, ora amarga, ora cheia de esperança, mas sempre pessoal, sempre feita de "um mundo de curiosa beleza, fulgurante de simpatia, atravessado pelo humor", conforme diz dele a revista Punch
São estes Frutos Dourados do Sol que a Colecção Argonauta se orgulha de apresentar no seu próximo volume. 

Contos publicados na obra:

   1 - A Sereia entre o Nevoeiro
   2 - O Homem que Passeava
   3 - O Deserto
   4 - O Criminoso
   5 - Bordado
   6 - O Grande Jogo entre Negros e Brancos
   7 - Um Som de Trovão
   8 - A Campina
   9 - O Homem do Lixo
 10 - O Grande Incêndio
 11 - Adeus e Boa Viagem
 12 - Os Frutos Dourados do Sol

Nota: o conto intitulado Um Som de Trovão, inspirou o filme com o seu título, realizado em 2005 por Peter Hyams, com Edward Burns, Ben Kingsley e Catherine McCormack nos principais papéis. O dvd, tem edição nacional.


 

nº 56 - Pré-História do Futuro



Autor: Stefan Wul
Título original: Niourk
1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº55 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:


Numa Terra devastada, seca, onde os grandes oceanos desapareceram e os seus fundos se cobriram de selvas e de pântanos, onde a enorme civilização técnica conseguida pelos homens de mihares de anos atrás desapareceu igualmente deixando apenas os vestígios arruinados das suas cidades abandonadas, os poucos homens que restam vivem em tribos, numa vida semelhante aos seus remotíssimos antepassados de uma pré-história que, afinal, voltou de novo.
Assim vive a tribo de Thôz, o Ruivo, nas suas tendas de pele de cão selvagem, entregando-se á caça e vivendo precáriamente dessa mesma caça, por vezes rara. A tribo deambula pela grande planície coberta de florestas que foi outrora o Oceano Atlântico, junto ao sopé do monte Santiag, entre as cordilheiras de Cuba e de Hait; o monte onde se ergue Santiag, a cidade dos deuses que apenas um único membro da tribo conhece: o Velho.
O Velho é, afinal, o grande senhor da tribo, acatado por todos, venerado e respeitado até por Thôz, o chefe. Quando o Velho vai a Santiag, quando ele se prepara para a grande viagem até às alturas nevadas, toda a tribo executa a dança sagrada e o Velho parte... quando volta, vem cheio de presentes dos deuses: estranhos recipientes metálicos, pedaços de vidro onde a tribo pode ver reflectir-se a cara dos seus membros, caixas com estranhas imagens estampadas, um nunca acabar de maravilhas.
Mas a tribo também tem um outro estranho membro: o rapaz negro, um garoto de quinze anos que nasceu negro entre uma tribo de louros. Esse atavismo biológico vota-o ao ostracismo. O rapaz negro é batido, é apedrejado pelas outras crianças, é desprezado pelos adultos. O Velho odeia-o e, quando parte de novo para uma visita aos deuses de Santiag, afirma que, à sua volta, o rapaz negro será morto.
Mais uma vez a tribo realiza a dança ritual e de novo o Velho segue o caminho de Santiag... mas não volta, e os guerreiros esperam-no em vão junto ao sopé do monte, entre as primeiras neves. 
E então o rapaz negro resolve fugir. Irá procurar o Velho e irá viver a sua vida de homem livre. É assim que o rapaz negro atinge Santiag, a maravilhosa cidade dos deuses e é assim também que dá o primeiro paso para a grande aventura que o levará a encontrar a amizade do urso, a descobrir o caminho dos deuses, a conduzir a tribo para além da terra dos monstros, e até mesmo encontrar os deuses, esses deuses que, afinal, partiram da Terra...
É mais um romance de Stefan Wul, o autor europeu de ficção-científica que se está a revelar um autêntico caso neste ramo da literatura e que a Colecção Argonauta apresenta no seu próximo volume.

Nota: uma excelente obra de Stephan Wul, uma grande surpresa. Cativante, envolvente, emocionante. Merecia ser adaptada para Cinema.

nº 57 - O Robot de Júpiter-9


Autor: Paul French (pseudónimo de Isaac Asimov)
Título original: Lucky Starr and The Moons of Jupiter
1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº56 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Mais uma vez, encontramos os nossos já conhecidos Lucky Starr e Bigman Jones, desta vez em Adrastea ou Júpiter-9, um dos satélites de Júpiter.
Os técnicos terrestres, instalados numa estação experimental de Júpiter-9, tinham conseguido, após demorados estudos e experiências, realizar o extraordinário motor Agrav, que podia neutralizar os efeitos gravíticos de qualquer planeta e, assim, aplicado a uma astronave, resolver os problemas de aproximação e descolagem dos planetas de alta gravidade, além de proporcionarem uma enorme economia de energia.
Dadas as relações tensas entre o governo terrestre que dominava o Sistema Solar e os planetas sírios, antigas colónias terrestres do sistema de Sírius que tinham adquirido autonomia, o motor Agrav era da maior importância numa eventual agressão ao Sistema Solar. 
Os serviços de espionagem sírios tinham, assim, organizado uma extraordinariamente eficaz rede de informações e todos os segredos de construção do Agrav chegavam infalivelmente a Sirius.
Perante tal estado de coisas, o Conselho das Ciências, responsável pelas realizações técnicas da Federação Solar e, ocultamente, a verdadeira organização directora dos destinos da Terra, resolveu investigar. Vários investigadores foram enviados a Júpiter-9, mas o mistério da fuga de informações não conseguia ser esclarecido. É então que Lucky Starr e o seu inseparável companheiro Bigman Jones entram em actividade. Enviado a Júpiter-9 para uma investigação, vêem-se imediatamente mal recebidos, desde o comandante Donahue, director da base experimental e do "projecto Agrav", até ao mais insignificante membro da equipa técnica. Qual a razão desse desagrado geral perante a presença de Lucky Starr e do seu companheiro? Qual a influência que o oculto espião de Sírius tem entre os homens de Júpiter? E como localizar o espião entre tantos homens hostis? Será Pauner, o engenheiro-chefe, cuja situação lhe permite o acesso a todos os arquivo secretos? Será Summers, o mecânico que desencadeara a hostilidade contra Lucky? Ou Norrich, o engenheiro cego, cjua cegueira lhe permitiria andar, insuspeito, por todos os laboratórios? Ou ainda o comandante Donahue, nitidamente contrário a qualquer investigação que interferisse com os seus serviços?
É nessas condições que Lucky Starr tem de agir, entre hostilidades, falta de informações e nítida má vontade.
Sigam mais esta aventura de Lucky Starr e de Bigman Jones, talvez a mais emocionante de todas, através do próximo livro da "Colecção Argonauta". É mais um livro de Isaac Asimov, sob o pseudónimo de Paul French.

nº 58 - A Raínha Rebelde



Autor: L. Sprague de Camp
Título original: Rogue Queen
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº57 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Iroedh, uma obreira-neutra do estranho e remoto planeta Ormazd, tinha muito que aprender acerca do amor!
Quando o doutor Winston Block e o seu grupo chegaram na nave espacial, o primeiro dever de Iroedh, como boa e leal obreira-neutra, seria tentar convencê-los a tomarem o partido da sua Comunidade na constante luta entre Comunidades que assolava o planeta.
Mas Iroedh estava anormalmente (e ilícitamente) apaixonada pelo zangão Antis, cuja única função era ser consorte profissional da Rainha. Desde que os homens da Terra conseguiram, devido aos seus poderes mágicos, salvar Antis da liquidação emimente, Iroedh não tinha outro caminho senão juntar-se a esses visitantes de outro planeta e tornar-se uma fora-da-lei - uma rebelde.
Foi então que aprendeu os segredos do sexo e da fertilidade e de como uma obreira-neutra se pode transformar - numa mulher fenomenal em carne e osso. E, em companhia de Antis, empreendeu a tarefa de modificar toda a estrutura social de Ormazd com o slogan:
TODA A OBREIRA É UMA RAINHA, UMA RAINHA PARA CADA ZANGÃO
Enquanto o apaixonado casal ia aprendendo tão estranhas coisas acerca de amor e vida sexual, outras aventuras lhes iam também acontecendo. E foi assim que tiveram de enfrentar Wythias, o zangão revoltado, que encontraram Gildakk, o Oráculo falante e assistiram ao duelo de morte entre as Rainhas Intar e Estir, para a conquista do trono.
Este livro é, conforme a opinião do crítico do New York Times, "engenhoso, divertido... e completamente novo dentro da literatura da ficção-científica".

nº 59 - Partida Para O Espaço


Autor: Cyril M. Kornbluth
Título original: Takeoff 
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº58 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Para os leitores da Colecção Argonauta, Cyril M. Kornbluth não é um autor desconhecido. Tiveram já ocasião de ler um dos seus mais famosos romances, O SÍNDICO, publicado no nº40 da mesma Colecção e puderam então avaliar o poder imaginativo do conhecido escritor americano de ficção-científica. Encontraram nesse romance uma curiosa América do futuro, em que o gansterismo controlava o Estado e criava uma inesperada organização social. O SÍNDICO é, sem dúvida, uma brilhante concepção da imaginação (a que poderemos chamar torrencial) do autor de PARTIDA PARA O ESPAÇO, romance que agora apresentamos. Mase se a faceta imaginativa de C. M. Kornbluth é de facto excepcional, a sua capacidade para arquitectar um romance estruturalmente baseado em factos científicos não é menor. Podemos verificar isso em PARTIDA PARA O ESPAÇO, romance cuja acção decorre num futuro bastante próximo e onde a movimentação dos acontecimentos está de facto enquadrada numa ciência que é, pode dizer-se, a dos nossos dias. E assim...
O jovem e brilhante engenheiro Michael Novak, vê-se envolvido numa história de intriga e violência ao aceitar um lugar na Sociedade Americana para o Voo Espacial. Ao aceitar esse emprego, provoca inadvertidamente uma série de acontecimentos inesperados que envolvem duas lindas raparigas, altas personalidades de Washington, espionagem e crime, acontecimentos que culminam com a primeira viagem espacial do Homem.
No deserto ao Sul de Barstow, na Califórnia, a S.A.V.A. estava a construir uma astronave com fins puramente de pesquisa científica, mas Novak, ao iniciar o seu trabalho, deparou com uma série de factos que se relacionavam estranhamente com a realização da astronave. Depressa teve a suspeita de que a construção do aparelho era subsidiada por uma potência estrangeira e confiou as suas suspeitas a um colega engenheiro. Vinte e quatro horas depois, esse colega era assassinado. 
Seguidamente, Novak acaba por desmascarar uma encantadora espia e uma cabala política. E, para finalizar, arrisca a própria vida e a da mulher que ama para assegurar ao seu país o primeiro passo nas viagens espaciais.
É esta a súmula do que os leitores da Colecção Argonauta poderão encontrar no excepcional romance de Cyril M. Kornbluth.

nº 60 - O Vagabundo das Estrelas



Autor: Stefan Wul
Título original: L'Orphelin de Perdide
1ª Edição: 1958
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº59 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

A astronave percorria o Espaço. Sobre o seu topo aparentemente imóvel, o nome brilhava à luz das estrelas: O Grande Max. Era também o nome do seu proprietário, um mulato enorme, conhecido em todos os sistemas da constelação de Lira.
O grande Max dormia na sua cabina. Completamente nú, o seu corpo musculoso jazia sobre a cama. Um braço rude pendia, com a mão roçando o solo. O outro estava sobrado sob a cabeça de cabelos azulados, por um sol desconhecido.
Era um pirata magnífico, contrabandista e grande conhecedor de mundos. Pertencia já ao folclore de Lira, como um deus do Espaço. Falava-se frequentemente das suas extravagâncias, da sua violência, do ouro que semeava às mãos cheias pelas luxuosas casas de jogo das capitais. Mas nunca a polícia conseguira reunir provas suficientes que denunciassem as suas actividades ilícitas. Escapava sempre a todas as armadilhas.
Ia de um lugar para outro, desaparecia durante anos, reaparecendo alguns meses mais velho, sempre jovem, conservado pela actividade das suas viagens. Ria na cara dos polícias, punia algum traidor, captava filhas de rei e, de um golpe, aumentava as economias para o dobro ou o triplo, nalgum negócio sensacional e inatacável... chegando a ceder de boa vontade, e sem fazer alarde disso, metade dos seus lucros a um pobre vigarista cujo rosto lhe agradasse. Dentro em pouco, cercado de lenda, tornara-se de certo modo um salteador estimado...
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É a aventura deste vagabundo das estrelas, para quem a amizade estava acima de qualquer lucro ou negócio, acima mesmo do valor da própria vida, que os leitores do próximo volume da colecção ARGONAUTA vão conhecer. Para salvar uma criança, o filho do maior amigo, o grande Max passa por cima de todos os obstáculos, abandona todas as rendosas empresas em que negoceia, e lança-se através dos Espaços.
Mais um romance de Stefan Wul, o best-seller e, sem dúvida, um dos mais notáveis escritores de ficção-científica em língua francesa.