nº 31 - Xadrez Cósmico


Autor: A. E. Van Vogt
Título original: The Worl of Null-A
1ª Edição: 1948
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Cândido Costa Pinto
Tradução: T. Araújo

Súmula - foi apresentada no livro nº 30 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

O não-aristotelismo era então não já uma filosofia, mas uma política. A Máquina escolhia, sem se enganar, aqueles que haviam de governar, no dia em que se realizavam os Grandes Jogos. Gilbert Grosseyn dirigiu-se também à cidade, para participar, como todos os cidadãos, no Jogo da Máquina. Mas não o pôde fazer; ele não era Gilbert Grosseyn, segundo o detector de mentiras afirmava. Nesse caso, quem era ele? Todas as suas recordações estavam certas e condiziam com a vida de um tal Gilbert Grosseyn que diziam não existir. Expulso de toda a parte, por suspeito, Gilbert viu-se envolvido na própria política da conquista do poder. Temido, sem saber porquê, foi perseguido e abatido ocmo um cão raivoso. Por que razão não morreu? Em vez disso, encontrou-se em Vénuns, possuidor do mesmo corpo que tivera, sem sinal do ataque sofrido. A luta desencadeou-se e Gilbert, sempre ignorando a verdade a seu respeito, nela teve de intervir pela própria contingência da sua ignorância. O poder do homem e o poder da máquina estavam em choque; Gilbert sabia-o. Mas por que fora ele o escolhido para intervir na luta, ele que nem sequer sabia o seu verdadeiro nome?
Segunda vez abatido, segunda vez se encontrou em Vénuns. Era a imortalidade, dádiva recebida de lugar ignoto, que nada lhe explicava, nem mesmo o facto de a possuir.
Mas os homens queriam recuperar o seu poder perdido, e um ditador apareceu mais uma vez. A Máquina, atarracada na sua própria infabilidade, distorceu a verdade, falseando as suas próprias ordens. Assim, o equilíbrio perfeito dado pela escolha infalível que da máquina surgia, foi alterado para uma situação instável onde Gilbert, sempre tentando conhecer a própria origem, era o peão de um jogo jogado para além do entendimento. Mas a sua curiosidade, a sua ânsia de conhecer a própria existência, iria ter a sua recompensa...
...e, quando tudo já parecia perdido, quando a própria Máquina pediu auxílio a um homem que tudo ignorava, Gilbert encontrou enfim, para logo o perder, o Jogador de Xadrez Cósmico, o possuidor do segredo da imortalidade e do segredo da própria existência de Grosseyn, aquele que, através da distância, conhecera os segredos do Universo e do Tempo...

nº 32 - Robinsons do Cosmos


Autor: Francis Carsac
Título original: Les Robinsons du Cosmos
1ª Edição: 1955
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Cândido Costa Pinto 
(esta é a última capa de Cândido Costa Pinto na Colecção, pelo que incluo no final um texto sobre ele, como homenagem).
Tradução: Mário Henrique Leiria

 
Súmula - foi apresentada no livro nº31 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Não farei aqui a história do cataclismo nem a da conquista de Tellus. Tudo isso pode ser encontrado, num estudo detalhado, nas obras do meu irmão. Desejo simplesmente contar a história da minha própria vida. Todos vós, que descendem de mim e dos meus companheiros e vivem neste mundo que é vosso por direito de nascimento, gostarão talvez de conhecer as impressões e as lutas de um homem, nascido num outro mundo e que para aqui foi transportado por um fenómeno sem precedentes e ainda mal explicado, e que quase desesperou, antes de compreender que magnífica aventura se lhe oferecia.
Para que escrever este livro? Poucos de entre vós, sem dúvida, o lerão. Já conhecem o essencial. Assim, é sobretudo para as épocas futuras que escrevo. Lembro-me que nessa Terra que vos é desconhecida e que jaz em qualquer ignorado canto do Espaço, a curiosidade dos historiadores se agarrava aos testemunhos dos homens dos tempos passados. Quando quinhentos ou seiscentos anos tiverem decorrido, este livro terá o interesse de ser a descrição de uma testemunha ocular do Grande Início.
Na época em que começa  a minha história, não era eu o velho curvado e um pouco tonto que hoje sou. Tinha então vinte e três anos e, depois disso, já passaram sessenta! Sessenta anos que deslizaram como rápida onda. Sei que estou a decair: os meus movimentos estão longe de ter a precisão de outrora, canso-me rápidamente e não ligo importância a muitas coisas, salvo aos meus filhos e aos meus netos e também um pouco à geologia e a aquecer-me ao Sol - ou antes, aos Sóis, visto que há dois que nos iluminam. Assim, trato de ditar aos meu neto Pierre - pois as mãos tremem-me demais para escrever - a história magnífica e única de um destino humano. Auxilio-me, para isso, com o diário que durante toda a minha vida escrevi e que destruirei, uma vez a minha tarefa acabada. Tudo o que tem importância, será dito aqui. Para o resto, não estou para entregar à curiosidade, por vezes um pouco sádica, dos historiadores, aquilo que foram as minhas humildes alegrias ou penas.
Enquanto isto, vejo pela janela o trigo ao vento, e parece-me por um momento ter voltado à minha Terra natal, até ao momento em que noto que as árvores têm duas sombras...

Com este prólogo inicia Jean Bournat o seu livro, espantosa história de um punhado de homens lançados num mundo desconhecido por um inexplicável cataclismo. As suas espantosas descobertas, o seu encontro com outros seres pensantes, habitantes desse estranho mundo baptizado Tellus, as suas lutas e progressivas explorações de um novo universo, tornam Robinsons do Cosmos um dos mais atraentes livros de ficção-científica publicados nesta colecção.


Nota sobre Cândido Costa Pinto (1911-1977):

Entre o início dos anos 20 e o início dos anos 70, Cândido Costa Pinto desenvolveu uma obra imensa explorando, com notável virtuosismo, diferentes suportes, meios e linguagens da pintura à publicidade, da caricatura à arte mural.
Nestas linhas interessa-nos recordá-lo como um dos mais importantes designers gráficos portugueses entre as décadas de 30 e 50. Nascido na Figueira da Foz, publicou a sua primeira caricatura num jornal regional, em 1923, com doze anos de idade. A tuberculose que o atacou aos dezoito anos obrigou-o a viver, durante mais de dez anos, entre sanatórios, tendo sido salvo, nas suas palavras, pela “magia da arte”, curado ao que consta pelos benefícios de um colete de zinco e cobre, revestido de símbolos gráficos de todas as religiões do mundo, adquirido a um refugiado polaco.
Entre 1941-1949 trabalhou para a Companhia Portuguesa de Higiene como designer gráfico, publicitário e director dos serviços de tipografia da companhia, destacando-se pela utilização frequente de suportes pobres (platex, contraplacado, cartão) na produção das suas obras. Em 1949 começa a colaborar com os CTT (ligação que durará até 1972) renovando a linguagem gráfica da arte postal portuguesa e educando uma nova geração de artístas (Abel Manta, José Pedro Roque Martins Barata, Sebastião Rodrigues) que se lhe seguirão. De igual modo, a Costa Pinto se deve uma importante acção da evolução gráfica ao nível editorial (magníficas as capas dos livros das colecções Vampiro e Argonauta) e do cartaz, sendo a par de Victor Palla e Fred Kradolfer um dos maiores impulsionadores da renovação gráfica portuguesa dos anos 40 e 50.
Investigador e teórico, alguns dos seus textos são exemplos excelentes de uma consistente reflexão crítica sobre a função da arte, do design e da comunicação (leia-se o actual “Sabe anunciar bem?” Diário Popular, 2 de Setembro de 1945 ou o fundamental “Surrealismo, arte e política” escrito no Brasil em 1969). Lúcido e empenhado politicamente, no catálogo da exposição de 1951 no SNI escrevia que “se o pintor tem fundamentalmente dever de pintar bem, acompanhar de perto os problemas gerais da sua geração é também da sua obrigação.”
Esquecido durante a década de 1980, a Fundação Calouste Gulbenkian dedicou-lhe uma importante exposição retrospectiva em 1995. Porém, nos últimos dez anos, Costa Pinto, “um homem complicado” (como a si próprio se retratou) e um artista gráfico notável voltou a cair num desconhecimento tão incompreensível quanto injusto.

Fonte:

http://reactor-reactor.blogspot.pt/2008/07/cndido-costa-pinto-1911-1977-entre-o.html

nº 33 - Fahrenheit 451


Autor: Ray Bradbury
Título original: Fahrenheit 451

1ª Edição: 1953
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
(iniciam-se nesta obra as capas de Lima de Freitas)
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº32 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Fahrenheit 451 - a temperatura a que um livro se inflama e consome...

O mundo está organizado e a felicidade é obrigatória. Todos possuem paredes com imagens animadas, robots domésticos, casas climatizadas e ignífugas. Os bombeiros, guardas da ordem social, nada mais têm que uma função: queimar os livros, fonte de todos os perigos e descontentamentos. Para quê livros, num mundo em que todos são felizes, para quê ler quando as paredes da sala passam o dia, ininterruptamente, a dar espectáculos a três dimensões, coloridos, devertidíssimos... para quê ler, quando basta introduzir o micro-rádio na orelha para a música, os anúncios, os discursos nos acompanharem por toda a parte...
Mas, ao encontrar Clarisse, uma estranha e misteriosa rapariga, o bombeiro Montag sente nascer em si bizarros pensamentos. Faz perguntas a si mesmo, quer saber onde estão as verdadeiras riquezas da vida. Enfim, rouba livros em vez de os queimar e começa a ler. Todas as desgraças em potência se vão abater sobre ele. O mundo da felicidade desmorona-se e o absurdo de uma existência demasiado perfeita é-lhe patenteado. Depressa vê a sua própria casa  a arder, queimada por ele mesmo, a sua mulher partir sem o olhar. Depressa se torna um assassino e um perseguido, um fora da lei fugindo, através da cidade, de um cão-polícia mecânico e infalível.

É então que encontra aqueles que ainda conservam em si o conhecimento e a sabedoria... Mas a guerra, a guerra que ninguém espera porque ninguém quer ver para além da sua felicidade em série, rebenta, explode num inesperado que tudo destrói.
E Montag segue o caminho do futuro, com aqueles que, de olhos bem abertos, se propõem, um dia, "a construir a maior pá mecânica da História, cavar o maior túmulo de todos os tempos, e enterrar a guerra"...

Esta obra foi adaptada para o Cinema em 1966, por François Truffaut:

 

nº 34 - Guerra no Tempo


Autor: Clifford D. Simak
Título original: Time and Again
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Carlos Vieira


Súmula - foi apresentada no livro nº33 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Quando Asher Sutton voltou à Terra, vinte anos depois, já os seus amigos o tinham esquecido. Ele próprio quase se esquecera de que era um homem. Até o seu chefe directo o perseguiu, fazendo tudo para evitar que ele revelasse e difundisse o conhecimento que tinha do destino, a sua capacidade de penetrar no futuro. Uma intriga se tece em torno dele, na qual participam o director da Corporação Galáctica do ano 6300 e o director da Repartição de Investigações Galácticas. Para os humanos terá de ser o domínio das galáxias!
Nesse tempo, a Humanidade - isto é, os seres pensantes ou afins - compunha-se, por uma parte, de humanos e andróides e, por outra, de inúmeras outras variedades, inclusive os autómatos. Para os andróides, Asher Sutton era como que um Deus, no que partilhavam a adoração por ele de todos os seres vivos, É que as doutrinas que Sutton se propunha ensinar davam a todos os seres os mesmos direitos. Por isso, na luta que se desenha sem tréguas, misteriosa, em múltiplos planos e zonas de vida, os andróides protegiam ciosamente Asher Sutton. 
Mas Sutton não era já ele próprio um ser humano: era um super-homem. Os seus amigos cisnienses, seres estranhíssimos da constelação do Cisne, haviam-no com efeito dotado de poderes extra-terrenos, que lhe conferiam a mais formidável capacidade de acção e previsão.
A guerra era inevitável entre humanos e andróides, estes últimos sonhando sempre com a igualdade prometida pelo grande Asher Sutton. Para evitar-se que o egoísmo dos homens transformasse o património espiritual da galáxia um tesouro  apenas reservado aos humanos, impunha-se o domínio perfeito da 4ª dimensão: o tempo!
E as peripécias sucedem-se... Sutton é o herói para quem apelam os andróides. Os homens de Trevor, o director omnipotente da Corporação Galáctica, movem-lhe uma perseguição sem tréguas, que culmina com o seu assassínio. Mas, quem possui o domínio da 4ª dimensão - do tempo! - pode escapar à morte, e pode executar os seus próprios assassinos! E assim procede Sutton: a arma no tempo, um terrível emboscada em que os apanha  e aniquila.
Lutas terriveis, perseguições no passado, no presente, no futuro, pela terra e pelos espaços infinitos, eis o quadro imenso em que se desenrola o drama extraordinário em que se vê envolvido Asher Sutton, o libertador da vida, libertador das galáxias, do universo inteiro.

nº 35 - O Homem Demolido


Autor: Alfred Bester
Título original: The Demolished Man
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Carlos Vieira


Súmula - foi apresentada no livro nº34 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

O Homem Demolido é a história de um homem contra o Universo, uma história empolgante do mundo futuro: a luta de um homem para se livrar de uma Polícia Interplanetária, cujos agentes, dotados do poder de ler o pensamento, tornavam impossível escapar à justiça.
No ano de 2301, Ben Reich, proprietário da mais poderosa organização comercial do sistema solar, atreve-se a assassinar um homem, convencido de que assim conseguirá salvar-se da ruína.
Espera-o um combate sem tréguas para ocultar dos terriveis senhores do Universo o seu crime. Esses senhores são uma estranha gente - os Telepatas - e é entre eles que Reich depara com o seu mais formidável contendor: Lincoln Powell. Powell é um chefe, e está apaixonado por uma rapariga que Reich prejudicou gravemente. Quem é essa rapariga? Precisamente a filha do homem que ele matou. Powell está profundamente convencido da culpabilidade de Reich, e inteiramente decidido a caçá-lo para salvar a ordem futura do Universo!
Powell faz todos os esforços para levar o assassino a desmascarar-se, numa sucessão de emocionantes e extraordinárias peripécias, cada qual mais surpreendente e imprevista...
...Até que, submetendo-se a uma última provação, a de ligar-se directamente a Reich, Powell o leva, por métodos puramente psicológicos, que constituem a grande surpresa da obra, a admitir a sua derrota, a conhecer-se culpado e a submeter-se... a uma terrível DEMOLIÇÃO.
Eis um dos mais absorventes romances de ficção-científica jamais escritos. É uma caçada fantástica, em pleno século XXIV, na qual é descrita a prodigiosa vida do futuro e a natureza superior de um punhado de homens e mulheres, detentores de um poder mágico que os torna guardiões do Universo. Uma obra que os leitores de ficção-científica recordarão como dos melhores que leram, completamente rendidos à sua acção vertiginosa, aterradora, magnífica.

Prefácio: (esta obra tem um pequeno prefácio, serão sempre colocados os prefácios das obras no blog, desde que existentes).

No Universo sem fim nada há que seja novo nem diferente. O que poderá parecer excepcional à minúscula mente do homem, pode ser inevitável para o infinito olhar de Deus. Esse estranho segundo numa vida, esse acontecimento extraordinário, essa fantástica coincidência de ambiente, de oportunidade, de encontro... tudo isso pode ser reproduzido muitas e muitas vezes sobre o planeta de um Sol cuja galáxia gira sobre si mesma uma vez em duzentos milhões de anos e que já girou nove vezes...
Tem havido mundos e culturas inúmeras, alimentando, cada uma delas, a ilusão de que é única no espaço e no tempo. Tem havido homens sem conta que sofrem dessa mesma megalomania; homens que se imaginam a si mesmo únicos, insubstituíveis, irreproduzíveis. E há-de haver mais, muitos mais... um infinito número deles. Esta é a história desse tempo e desse homem... o Homem Demolido.

nº 36 - Os Corsários do Espaço


Autor: Paul French - (Pseudónimo de Isaac Asimov) - O nome do pseudónimo tem todavia uma gralha no nome, que na capa corresponde ao nome da personagem do livro.
Título original: Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº35 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Quinze minutos antes da hora H, o Atlas estava pronto a partir e as linhas elegantes do navio do espaço brilhavam na luz que, vinda da Terra, inundava a Lua. Pois era de facto da Lua que o Atlas se ia lançar no espaço, da Lua, colónia terrestre...
 Os membros do Conselho das Ciências Hector Conway e Augustus Henree, acreditavam firmemente que não havia ninguém a bordo; apenas a máquina devia registar as actividades dos Corsários do Espaço, que tentavam apropriar-se do Sistema Solar. Mas o jovem Lucky Starr não concedia à ciência uma confiança completa, e tinha-se introduzido clandestinamente na astronave, a fim de verificar por si mesmo o que se estava a passar.
Assim começou para Lucky Starr uma grande, uma misteriosa e perigosíssima aventura. Auxiliado frequentemente pelo seu amigo Bigman, o inacreditável refilão marciano de um metro e sessenta centímetros de altura, Lucky introduz-se na organização dos corsários e mergulha na complicada trama das conspirações de Sirius contra a Terra. Os corsários estão perfeitamente organizados, de uma maneira que o faz suspeitar da existência de um único e poderoso chefe. Mas quem será esse "Grande Patrão", de que uma única vez ouviu falar?
E conseguirá Lucky evitar que a Terra se envolva numa longa e sangrenta guerra com Sirius, guerra essa de onde poderá sair completamente aniquilada?
Este curioso romance de ficção-científica, no estido do que na América classificam como space-opera, conserva o leitor interessado até à última página, até à solução inesperada. O seu autor é Paul French, pseudónimo de um grande romancista de ficção científica também já conhecido nesta colecção: Isaac Asimov, escritor de múltiplas qualidades e de uma inesgotável imaginação. Com este romance, pretendemos apresentar aos leitores desta colecção uma nova faceta do conhecido romancista.

nº 37 - As Cavernas de Aço


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Caves of Steel
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº36 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

As "cavernas de aço" são enormes cidades sob cúpula onde os seis biliões de habitantes da Terra levam uma existência de térmites, sem nunca verem as enormes planícies desertas do exterior nem o espaço e as suas estrelas. E, no entanto, os homens tinham, outrora, conquistado cinquenta planetas! Os descendentes desses arrojados pioneiros tinham criado uma civilização prodigiosa, graças aos seus robots. Mas eram poucos, muito poucos...

Um grupo de "Homens do Espaço" veio, pois, estabelecer-se na Terra. Instalados na sua cidade isolada de Spacetown, pouco contacto têm com a humanidade terrestre. No entanto, exercem sobre ela uma espécie de domínio benévolo. A sua ideia, é introduzir os robots na vida das "cavernas de aço" para perturbar o sistema económico e provocar, assim, uma insatisfação que leve de novo os homens a abandonar a Terra, em procura de novos mundos.
Esse plano parece não resultar. Por reacção, numerosos são aqueles que desejam uma vida mais primitiva, aquela de antes das "cavernas de aço". Assim, quando um homem influente do Espaço é assassinado, em estranhas circunstâncias - provávelmente por um desses "Medievalistas" - o caso torna-se grave.
O detective Elijah Baley é encarregado do inquérito. Deve aceitar a assistência - exigida pelos homens do Espaço - de um dos seus robots mais eficientes, o humanóide R. Daneel Olivaw. Se não conseguir descobrir o assassino, arrisca-se a perder o seu lugar de C-5 na organização quase militarizada das "cavernas de aço". E é provável que, então, os robots não tardem em eliminar os detectives humanos!... No decurso de palpitantes acontecimentos, os motivos subtis dos homens do Espaço e os temores e esperanças do "Medievalistas" desvendam-se pouco a pouco. E o próprio detective se torna o suspeito nº 1...
Não se trata, neste espantoso romance, talvez o melhor de Isaac Asimov, apenas da solução engenhosa de um enigma policial - únicamente possível num futuro distante - mas também de uma imagem poderosa e inquietante desse futuro: o choque de duas concepções sociais dramáticamente opostas...

nº 38 - A Invasão dos Marcianos


Autor: Pierre Versins
Título original: En Avant, Mars!...
1ª Edição: 1955
Publicado na Colecção Argonauta em 1957
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Álvaro de Azurara

Súmula - foi apresentada no livro nº37 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

- Os Marcianos vão invadir a Terra, já sabia?
- Outra vez?!...
- Pois claro, eles são tantos! Há os de Wells e os de Bradbury, o atrevidote de Óscar Friend e os santarrões de Lewis, o simpático Trrrrouil de Stanley Weinbaum e os horrores de Statten. Está a ver? Porque não...
Mas isto é uma outra história, que vale bem umas horas de leitura: 
Wladimir, Sashka e Malinki... e ainda uma astronave. Tudo isto irrompeu um dia em plena Praça da Concórdia. Súbitamente desceram dos céus vindos... sabe-se lá de onde? Os tanks intervieram e as chancelarias interpelaram-se. Espionagem, com certeza... espionagem, sem a menor dúvida. Os diplomatas reunem-se e discutem. As coisas azedam-se. E porue não se pergunta, afinal, aos astronautas, de onde vêm eles? Ah, sim, claro, é uma ideia... Pois é verdade, vêm de Marte e com uma notícia, mas que notícia!!! Os Marcianos vão invadir a Terra. Nada a fazer...
E a invasão dá-se. Dá-se de uma maneira estranha, inesperada, impossível de conter ou combater. A Terra cai lentamente, adormece sem querer e os Marcianos ali estão. Passeiam pelas ruas de Paris, de Londres, de Nova Iorque e de Moscovo... tomam banhos e divertem-se.
Como terminará esta invasão? Como será ela combatida? Perguntas que podem ser feitas aos astronautas e também aos Marcianos. Mas as respostas, tanto de uns como de outros, podem encontrar-se neste espantoso e irónico romance de Pierre Versins, estranhamente real e verdadeiro pela sua linguagem e pelo seu senso de humor, um humor muito francês que transformou o livro num best-seller dos últimos meses, em França. É realmente um romance latino pela sua concepção e lógica e dá-nos o aspecto de um tipo de ficção científica diametralmente oposta às características anglo-saxónicas.

nº 39 - Estrela Dupla


Autor: Robert Heinlein
Título original: Double Star
1ª Edição: 1955
Publicado na Colecção Argonauta em 1957
Capa: Lima de Freitas
Tradução: H. dos Santos Carvalho

Súmula - foi apresentada no livro nº38 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Se um homem entra, vestido como um vagabundo, e agindo como se fosse o dono da casa, é com certeza um astronauta. É uma necessidade lógica. A profissão fá-los sentir donos da Criação inteira; quando pousa o pé nesta imundíce, é como se estivesse a fazer a roda dos pobres entre os aldeões. No que respeita à sua conhecida deselegância, não se pode esperar que um homem que passa nove décimas partes do seu tempo em uniforme e está mais habituado ao espaço profundo do que à civilização, saiba como vestir-se decentemente. É uma vítima dos pseudo-alfaiates que enxameiam em redor de todos os espaçoportos, apregoando: - Vestuários de terra.
Eu podia facilmente ver que esta grande carga de ossos tinha sido vestida por Omar, o Mercador - para começar, uns enchumaços demasiado grandes nos ombros, uns calções cortados de tal maneira que cada vez que ele se sentava, lhe deixavam à mostra as coxas cobertas de pêlos, uma camisa amarrotada que talvez tivesse ficado bem a uma vaca. 
Mas guardei a minha opinião para mim mesmo, e paguei-lhe uma bebida com o meu último meio Imperial, considerando isto um emprego de capital, sendo os astronautas como são no que diz respeito ao dinheiro. - "Jactos ardentes" - disse eu tocando no seu copo. Deitou-me uma rápida olhadela. Este foi o meu primeiro erro no meu trato com Dak Broadbent. Em vez de me responder "Espaço livre" - ou - "Aterrisagem segura"  - como devia ter feito, olhou-me e disse-me brandamente: "Um belo brinde, mas engana-se no homem. Nunca estive fora.
Era outra bela ocasião para fechar o bico. Astronautas não costumam vir ao bar da Casa Manana, não é o género de hotel para eles, e está a quilómetros do espaçoporto. Quando um deles se mostra em vestuários terrenos, procura um canto escuro num bar e não quer que digam que é um astronauta, isso é lá com ele. eu próprio tinha arranjado aquele cantinho para poder ver sem ser visto - devia nessa ocasião uns dinheiros por aqui e por ali, nada de importância mas um pouco aborrecido. Devia ter compreendido que ele também teria as suas razões, e respeitá-las. Mas as minhas cordas vocais viviam a sua vida pessoal, selvagem e livre. "Deixe-se de lérias, colega" - repliquei - "Se você é uma minhoca da Terra, eu sou o Governador Civil de Tycho City. Ia apostar que você já bebeu mais copos em Marte" - acrescentei, ao ver a maneira cautelosa como ele levantava o copo, indício seguríssimo dos hábitos de baixa gravidade - "que na Terra". "Fale baixo" - interrompeu ele sem mover os lábios - "O que é que o faz estar seguro que eu sou um voyageur? Você não me conhece". "Desculpe" - disse eu - "Você pode ser aquilo que lhe apetecer. Mas eu tenho olhos. Você denunciou-se no momento em que aqui entrou". - Ele disse qualquer coisa entre os dentes - "E como?" - "Não se apoquente com isso. Duvido que seja quem for tenha dado por isso. Mas é que eu vejo coisas que outras pessoas não podem ver". - Dei-lhe o meu cartão de visita, talvez um bocado presunçosamente. - "Só há um Lorenzo Smythe, o Homem-Companhia de Teatro. Sim, eu sou o Grande Lorenzo - Estéreo, ópera gravada, clássicos - Extraordinário Artista de Pantomina e Bufonaria".

Lorenzo Smythe, aliás Lorenzo Smith, não podia saber a estranha actuação profissional que começava naquele momento. Aquele encontro num bar, com um desconhecido, ia resultar para Smythe no mais extraordinário, o mais importante, se bem que o mais perigoso papel que respresentara na sua carreira profissional.
Lorenzo não o podia saber. Estando desempregado, sem casa, estava disposto a aceitar tudo o que se lhe deparasse - tudo o que fosse honesto e profissional, claro, como ele se repetia a si próprio. Mas o que ele não podia supôr era que daquele encontro resultaria como consequência imediata a sua participação num triplo assassinato, que seria raptado e levado para Marte - ele que não podia tolerar a presença de marcianos, que lhe davam náuseas. E não sonhava também que ia ser envolvido numa história de rapto político, em que poderosos interesses estavam em jogo. E Lorenzo Smythe, encontrou-se envolvido na mais fantástica luta política do século, contra misteriosos inimigos sem escrúpulos, decididos a usar todos os meios apra alcançar os seus fins: a direcção do Império Galáctico.
Como poderia Lorenzo, que nunca se metera em políticas - como ele dizia - levar a cabo a sua tarefa: combater e vencer esses poderosos inimigos? Em primeiro lugar, ele fora contratado para um simples trabalho artístico: dobrar uma estrela do firmamento político, John Joseph Bonforte, o homem mais amado e mais odiado de todo o Sistema Solar, raptado pelos seus adversários. Mas o pior quando se tem uma gata, é que ela tem gatinhos... E Lorenzo Smythe, o actor, encontrou-se adoptado pelo Ninho Kkkah, em Marte, tornando-se assim cidadão marciano, com todas as prerrogativas e deveres que isso comportava. Depois, após uma viagem atormentada, em queda livre em pleno espaço, Lorenzo é recebido pelo próprio Imperador, e obrigado a formar governo, devido aos princípios constitucionais que regiam o Império. Vivendo em New Batávia, na Lua, a capital Imperial, Lorenzo é posto diante da necessidade de tomar a decisão mais importante da sua vida, uma decisão que tinha importância para oito biliões de seres...
"Estrela Dupla", o novo romance de Robert A. Heinlein que a Colecção Argonauta agora traz a público, é a fascinante história de um actor desconhecido que, a mercê das circunstâncias, chega a ocupar a mais elevada posição do Império: Supremo Ministro de Sua Magestade Imperial Willem, Príncipe de Orange, Duque de Nassau, Grão Duque do Luxemburgo, Cavaleiro da Comenda do Santo Império Romano, Almirante General das Forças Imperiais, Conselheiro dos Ninhos Marcianos, Protector dos Pobres e, Pela Graça de Deus, Rei das Terras Baixas e Imperador dos Planetas e dos Espaços Intermédios.
Robert A. Heinlein, cientista, engenheiro, antigo oficial da marinha, viajante, autor de argumentos cinematográficos, novelista e crítico, é um dos mais fecundos e considerados escritores de ficção científica dos Estados Unidos. "Estrela Dupla" é um romance de trama imaginosa e extraordinariamente bem urdida, com um desenho de persongens que coloca o seu autor à altura de um dos mestres da escola americana de ficção-científica. Estilo quente, um apurado sentido de humor, um romance que prende e não desilude até ao seu inesperado desfecho.

nº 40 - O Síndico


Autor: C. M. Kornbluth
Título original: The Síndic
1ª Edição: 1953
Publicado na Colecção Argonauta em 1957
Capa: Lima de Freitas
Tradução: H. dos Santos Carvalho

Súmula - foi apresentada no livro nº39 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

O Síndico, estranha personagem quase mística, organizara uma espécie de gigantesca liga protectora que incluía a zona dos que tinham sido outrora os Estados a Este do rio Mississipi.
Nunca a humanidade vivera tão bem, ou pelo menos assim parecia. O dinheiro era abundante, e a felicidade uma coisa real. As inibições morais tinham desaparecido ao mesmo tempo que os cavalos; a maior parte das raparigas eram facilmente abordáveis, e o desporto nacional, o pólo, jogava-se em "jeeps" com metralhadoras de calibre 50 para impelir a bola de aço.
O desesperado, corrupto e velho Governo Norte Americano, completamente desligado da Nação, tinha-se encaminhado literalmente para o mar, mas fazia ocasionais incursões de pirataria no continente, partindo das suas bases nas ilhas costeiras da arruinada e selvagem Europa.
A Oeste do Mississipi ficava o Território Mob, o território da populaça e dos motins, e apesar dos tratados e frequentes encontros oficiais, os governantes de Mob invejavam, temiam e odiavam a abundância e a felicidade de vida sob o governo do Síndico.
Gordo, feliz e hedonístico, o Síndico não estava preparado para encarar as realidades de um sério choque com o velho e desacreditado Governo, e só quando a vaga de crimes, sabotagens e atentados estalou em New York se decidiu, mas já tardiamente talvez, a entrar em acção.
O jovem Charles Orsino, famoso jogador de pólo motorizado e rebento de uma das famílias mais cotadas, aceitou então voluntáriamente, parte por idealismo, parte para matar o tédio, uma perigosa missão de espionagem.
Aqui começa uma das mais fantásticas aventuras que envolve ondas cerebrais, feitiçaria e morte vindas de uma conspiração que engloba membros de um rito Druida esquecido no tempo e trazido de novo à actualidade.
Eis um romance apaixonante e engenhoso do autor dessa obra-prima mundial que se chama Takeoff, que provocou uma verdadeira onda de polémicas entre os mais abalizados críticos de ficção-científica em todo o mundo. As mais desencontradas opiniões chocaram-se, mas todas elogiosass. Romance de aventuras, romance psicológico, uma obra na qual as mais penetrantes faculdades de observação são postas ao serviço da mais fecunda imaginação, ainda hoje discutido, Takeoff éf uma obra que se impõe em todas as bibliotecas de "boa" ficção-cientifica.
O Síndico, próximo livro a editar pela Colecção Argonauta, participa de todas as qualidades de Takeoff, e pode ser considerado, se bem que menos conhecido do público que este, tão empolgante, senão mais.
A imaginação de C. M. Kornbluth apraz-se a imaginar um mundo onde a Europa, completamente arruinada, nada mais serve que de base militar ao Governo dos Estados Unidos, governo fantoche, paradoxal, sem raízes no próprio país, e o seu livro mostra-nos os extremos a que pode chegar um governo que se afasta deliberadamente do seu povo, ficando assim a sua função reduzida a incursões de pirataria e destruição do próprio país que deveria representar.
Por outro lado, o governo do Síndico proporciona à população do leste do Mississipi condições de vida material sem igual. Claro que a Cultura, sob todas as suas formas, passou a plano secundário, mas isso que importância tem, num pais onde todos têm a barriga cheia, e todas as raparigas podem sonhar?!...
E há ainda o Território Mob...
E um culto pré-histórico ressuscitado...
No meio de tudo isto, Charles Orsino, nomeado agente especial do Síndico para uma misisão ainda mais especial, tenta impedir a catástrofe a que levaria o mundo, como sempre tem levado, uma guerra à escala universal.
Há ficção-científica e ficção-científica. A certa e a errada. A crível e a incrível. A "científica" e a que de "científica" nada mais tem que metado do nome, e de "ficção" muito pouco também.
Lugares comuns estafadíssimos, coitadinhos, que já não conseguem chegar ao fim do livro sem estar com três palmos de língua de fora. O "rapaz", super-herói com muitos músculos, capaz de inventar em 30 segundos a super-máquina que salvará a humanidade em geral da destruição pelos "piratas", e a ele próprio de uma situação difícil em que a sua vida está por um cabelo. E a "rapariga", pura, ingénua, valente, presa fácil no entanto de indivíduos sem escrúpulos ou de monstros vindos de outro planeta, de outro sistema, ou de outra galáxia sem se saber como, o que de resto não interessa nada à questão. Esta é a chamada ficção-científica das histórias aos quadradinhos, para miúdos, e miúdos que sejam atrasados mentais, claro. Evidentemente que não é esta a ficção-científica que o leitor prefere; se assim fosse, não estaria agora a ler este resumo, que também não o é.
O leitor prefere, é claro, a verdadeira F.C. É por isso que após nomes como Ray Bradbury, Isaac Asimov, Heinlein, Russell, e tantos outros, a Colecção Argonauta lhe vem agora oferecer mais um livro escrito por um "nome" da F.C. Fiel ao princípio que impôs a si própria, a Colecção Argonauta procura trazer ao público português os escritores já consagrados, que, pela sua seriedade científica, as suas qualidades profissionais, a sua imaginação, se impuseram há muito ao leitor estrangeiro.
Com a publicação de "O Síndico", dá-se a conhecer em Portugal mais um grande nome, o de C.M. Kornbluth, que não deixará de receber o mesmo caloroso acolhimento que recebeu em todos os países onde foi publicado. Se o leitor é apreciador de boa ficção-científica, não deve deixar de ler "O Síndico" e terá uma surpresa. O que se possa dizer sobre este livro nada faz prever do que realmente ele é. 
As peripécias sucedem-se num ritmo tão rápido que empolga o leitor até à última página, prendendo-lhe a atenção, dominando-o, subjugando-o já pelo estilo, já pelo assunto. Imagine-se o leitor num mundo onde os mais adiantados progressos técnicos, tais como a iluminação pública atómica vão de par com uma religião que exige sacrifícios de animais uma vez por mês e sacrifícios humanos duas vezes por ano, e terá uma pálida ideia do mundo onde C.M. Kornbluth o transportará.
A Colecção Argonauta orgulha-se pois, a justo título, de apresentar pela primeira vez em Portugal o nome de C.M. Kornbluth, encimando uma obra de extraordinário interesse e emoção. "O Síndico", a tal personagem de espírito prátio, que só se preocupa com o bem estar dos seus filiados, receberá sem dúvida a melhor recepção por parte do público.