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nº 185 - Batalha Amarga



Autor: Frederik Pohl
Título original: Drunkard's Walk
1ª Edição: 1960
Publicado na Colecção Argonauta em 1972
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - foi apresentada no livro nº184 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

As obras de Federik Pohl podem ser desconcertantes. Mas são sempre invulgares. Apaixonantes. Imprevistas.
Esse é o caso de BATALHA AMARGA, o próximo número da Colecção Argonauta. 
Como será a vida de um professor - de um super-professor - no ano 2166? E porque será que Cornut, esse super-professor, tem de lutar amargamente contra si  próprio para fugir à auto-destruição? 

nº 194 - Ninguém Morre Neste Mundo



Autor: Frederik Pohl
Título original: The Age of the Pussyfoot
1ª Edição: 1969
Publicado na Colecção Argonauta em 1973
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº193 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Quando Charles Forrester despertou, teve a maior surpresa que um homem poderia ter. Recordou-se de que morrera quinhentos anos antes, num fogo.
Coisas da ciência... Estava no ano de 2527. Todos os seus órgãos queimados haviam sido substituídos. Os olhos pareciam um pouco mais azuis. O nariz, dir-se-ia um pouco mais direito. Mas que importava isso?
Tinha um quarto de milhão de dólares no seguro acumulado. Uma mulher bela enviava-lhe beijos telecinéticos. E possuía uma "varinha de condão". Um computador que lhe podia fornecer quase tudo quanto desejasse. 
Charles Forrester devia ser o homem mais feliz do Mundo. Mas valeria a pena viver num Mundo onde não se podia morrer?
Eis o tema curioso e aliciante da obra de Frederik Pohl, NINGUÉM MORRE NESTE MUNDO.

nº 231 - Os Possuídos



Autor: Fredrik Pohl
Título original: A Plague of Pythons
1ª Edição: 1965
Publicado na Colecção Argonauta em 1976
Capa: Manuel Dias

Tradução: Eurico da Fonseca


Súmula - Foi apresentada no livro nº230 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Centenas de pessoas normais, incapazes de um acto violento, encontravam-se subitamente perante o tribunal, enfrentando a possibilidade de serem condenadas à morte, porque tinham cometido crimes horríveis. E o tribunal não lhes dava crédito. Ninguém podia conceber que, uma após outras, essas pessoas afirmassem que tinham sido obrigadas a proceder desse modo por uma força terrível, impossível de descrever.
Mas a força existia. Exercia a sua acção sobre as pessoas ao acaso, levava-as a cometer as acções mais monstruosas, e depois devolvia-as a uma vida normal. E continuava a actuar livremente, porque ninguém acreditava no que diziam aqueles que eram possuídos por ela.
Que força era essa?
Quem, quando e como poderia descobrir o seu segredo?
Eis o tema invulgar, empolgante, de A Plague of Pythons, uma das mais célebres obras de Fredrik Pohl, com o título de OS POSSUÍDOS.

nº 355 - A Porta das Estrelas 1



Autor: Frederik Pohl
Título original: Gateway
1ª Edição: 1977
Publicado na Colecção Argonauta em 1987
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº354 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
A Porta das Estrelas é o título da versão portuguesa de Gateway, uma das mais célebres obras da FC, a primeira parte da Trilogia dos Heechee. Ben Bova escreveu, na Analog Magazine, que Gateway é uma jóia rara: uma história profundamente gravada sobre as maravilhas e a beleza do universo estrelado e infinito. Fred Pohl, o Velho Mestre que é, abriu novos horizontes para a novela de ficção-científica. Depois dos homens terem herdado dos misteriosos Heechee as naves abandonadas que lhes permitem sulcar os abismos do Espaço, a corrida para as estrelas tornou-se a esperança de todos. Mas só um terço das naves volta com os tripulantes vivos... E os que regressam vivos e ricos podem, como Bob Broadhead, considerar a vida insuportável. Porquê?
Em que estrela, em que planeta, está a felicidade?

nº 356 - A Porta das Estrelas 2



Autor: Frederik Pohl
Título original: Gateway
1ª Edição: 1977
Publicado na Colecção Argonauta em 1987
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº355 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
A conquista das estrelas será bela, como um sonho, ou um pesadelo? Eis a pergunta que transparece por detrás de A Porta das Estrelas - a versão portuguesa de Gateway, a primeira parte da célebre Trilogia dos Heechee, de Fredrik Pohl. 
Mas o sonho e o pesadelo podem confundir-se, como se mostra na seguinte passagem do segundo (e próximo volume) de A Porta das Estrelas: 
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

O tempo ia passando, ou eu ia-o destruindo, e a maneira como comecei a destruir um dia foi indo ao Museu. Já tinham instalado um "holo" completo da descoberta de Sheri. Passei o disco duas ou três vezes, só para ver como eram os dezassete milhões e quinhentos e cinquenta mil dólares. A maior parte parecia sucata sem valor. Isso, quando cada peça era mostrada em separado. Havia uma dezena de pequenos leques de preces, demonstrando, segundo creio, que os Heechee gostavam de incluir alguns objectos de arte até no estojo de reparação de pneus. Ou o que quer que o resto era: coisas como chaves de parafusos com pontas triangulares e hastes flexíveis; coisas que pareciam chaves de caixa, mas feitas de um material macio qualquer; coisas como busca-pólos, e coisas que ninguém vira antes. Espalhadas, uma a uma, pareciam muito ao acaso, mas a maneira como encaixavam umas nas outras e nas caixas planas, aninhadas umas nas outras, que constituíam a base do conjunto, eram uma maravilha de economia de embalagem Dezassete milhões e quinhentos e cinquenta mil dólares e, se eu tivesse ficado com Sheri, seria um dos beneficiários. Ou um dos cadáveres.

nº 365 - Para Além do Acontecer 1



Autor: Frederik Pohl
Título original: Beyond the Blue Event Horizon
1ª Edição: 1980
Publicado na Colecção Argonauta em 1987
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº364 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Quem não se recorda de A Porta das Estrelas - a versão portuguesa de Gateway, a mais célebre obra de Frederik Pohl, galardoada com os prémios Hugo e Nebula? Era a primeira parte da Trilogia dos Heechee, a história dos misteriosos alienígenas que tinham colonizado a Galáxia meio milhão de anos antes da nossa era e haviam deixado nas galerias do asteróide Gateway centenas de naves interstelares. 
Esta é a segunda parte - uma obra que pode ser liga independentemente, mas em que se começa a desvendar o segredo dos Heechee: a cultura fabulosamente avançada que tem nas suas mãos a solução do problema da fome numa Terra superpovoada e que fugiu para além daquilo a que Pohl chama o horizonte azul do acontecer.  

Introdução:

Para Além do Acontecer - (Beyond the Blue Event Horizon), embora seja uma obra completa em si - publicada em dois volumes por razões técnicas - é também a continuação de A Porta das Estrelas - (Gateway) - nº355 da Colecção Argonauta, um dos mais belos trabalhos de Frederik Pohl, senão o mais belo, e um dos mais célebres e mais premiados textos de ficção científica. 

nº 366 - Para Além do Acontecer 2


Autor: Frederik Pohl
Título original: Beyond the Blue Event Horizon
1ª Edição: 1980
Publicado na Colecção Argonauta em 1987
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº365 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Se o primeiro volume de Para Além do Acontecer se lê de um fôlego, o segundo é ainda mais emocionante. Eis um trecho:

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A espiral de 137 pequenas estrelas duplicou-se. Outra espiral de pontos ergueu-se da original e flutuou até ao algo do fuso, onde ficou suspensa em silêncio. A linguagem de chilreios voltou a fazer-se ouvir e a espiral original expandiu-se, enquanto cada um dos pontos começou a descrever uma espiral por si próprio. Quando isso acabou, havia uma grande espiral, composta por 137 pequenas espirais, cada uma delas formada por 137 pontos. Depois todos os pontos vermelhos se tornaram alaranjados e assim ficaram.
Quer que interprete isto, Robin? - perguntou a voz de Albert.
- Bem, não posso contar tanto. Mas parece 137 vezes 137, não é?
- Sem dúvida, Robin. 137 a quadrado faz ao todo 18.769 pontos. Agora veja.
Linhas verdes curtas rasgaram a espiral em dez segmentos. Um dos segmentos soltou-se, caiu no fundo do fuso e voltou a ser vermelho.
- Isto não é exactamente uma décima do número, Robin - notou Sigfrid. - Contando, pode ver agora que há 1840 pontos no fundo. Vou continuar. - Mais uma vez, a figura central mudou de cor, dessa vez para o amarelo. - Note a figura superior. - Olhei com cuidado e vi que o primeiro ponto se tornara laranja, o terceiro amarelo. Depois a figura central rodou sobre o eixo vertical e Albert disse:
- Agora temos um total de 137 pontos ao cubo na figura central. Daqui em diante - disse ele num tom bondoso - é um tanto aborrecido de observar. Vou passar isso a correr. - E assim o fez, as configurações de pontos a voarem e a isolarem-se, as cores a mudarem do amarelo ao roxo, do roxo ao verde, do verde ao azul, e assim por diante pelo espectro fora. - Agora compreende o que temos?  Três números, Robin. 137 no centro. 1840 no fundo. 137 à décima oitava potência, o que é aproximadamente o mesmo que 10 elevado a 38, no cimo. Ou, por ordem, três números sem dimensão: a constante da estrutura fina, a razão do protão e do electrão e o número de partículas no universo. Robin, acaba de assistir a um curso abreviado sobre a teoria das partículas, dado por um Heechee!

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nº 378 - Encontro com os Heechee


Autor: Frederik Pohl
Título original: Heechee Rendez-Vous
1ª Edição: 1984
Publicado na Colecção Argonauta em 1989
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul de Sousa Machado

Súmula - Foi apresentada no livro nº377 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Encontro com os Heechee, de Frederik Pohl, é o novo êxito da Ficção-Científica a publicar na Colecção Argonauta. Pohl é mundialmente considerado como um dos grandes autores da ficção de antecipação e não necessita de apresentações preliminares, tão conhecido é dos leitores portugueses.
Eis como Frederik Pohl concebeu o prólogo de Encontro com os Heechee, que reproduzimos parcialmente:

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Não sou nenhum Hamlet. Sou um escudeiro, ou melhor, sê-lo-ia se fosse humano. Não o sou. Sou um programa de computador. É um estatuto honroso que em nada me envergonha, em especial porque (como irá ver) sou um programa assaz sofisticado, preparado não só para engendrar uma progressão ou iniciar uma ou duas cenas, como também capaz de citar obscuros poetas do século vinte - sobre os quais falarei mais tarde. 
Falo-lhe agora para iniciar uma cena. Chamo-me Albert, e a minha especialidade são as apresentações, pelo que começarei por me apresentar a mim próprio.
Sou amigo de Robinette Broadhead. Bom, não será bem assim; não tenho a certeza de me poder considerar um amigo do Robin, apesar de me esforçar com denodo por ser amigo dele. Foi com este propósito que eu este "seu" em particular) fui criado. Basicamente, sou um simples programa de recolha de informações que foi programado com muitas das características do falecido Albert Einstein. É por isso que o Robin me chama Albert. Há ainda uma outra área de grande ambiguidade: ultimamente tornou-se discutível o facto de o objecto da minha amizade ser mesmo o Robinette Broadhead, pois essa meta assenta na questão de quem (ou o quê) é agora Robinette Broadhead - mas isso é um problema difícil e complicado que teremos de ir resolvendo aos poucos.
Sei que o assunto pode parecer complicado e não posso deixar de sentir que, porventura, não estou a cumprir as minhas funções da melhor maneira, já que as tarefas que me competem (tal como as concebo) consistem na preparação da cena para aquilo que o próprio Robin tem para dizer. É muito possível que nem precise de fazer isso, pois o leitor talvez já saiba aquilo que tenho para lhe comunicar. Se assim é, não me importo de o repetir. Como qualquer máquina, sou bastante paciente. Contudo, você é capaz de preferir saltar por cima destas palavras e seguir direito ao próprio Robin - o que este sem dúvida preferiria.
Façamo-lo pois sob a forma de perguntas e respostas; para o efeito, vou construir dentro do meu programa uma sub-rotina que me irá entrevistar:
P. - Quem é Robinette Broadhead?
R. - Robin Broadhead é um ser humano que foi para o asteróide Gateway e, depois de passar por grandes riscos e traumas, conseguiu iniciar uma imensa fortuna e um ainda maior sentimento de culpa.
P. - Não te ponhas com divagações, Albert, limita-te aso factos. O que é o asteróide Gateway?
R. - É um artefacto deixado pelos Heechee. Há cerca de um meio milhão de anos, aproximadamente, os Heechee abandonaram uma espécie de garagem orbital cheia de naves espaciais em boas condições. Essas naves podiam levar-nos a qualquer ponto da Galáxia, mas os passageiros não tinham a liberdade de escolher o seu destino. (Para mais detalhes, consultar a imagem; criei-a para te mostrar o quão sofisticado sou como programa de tratamento de dados.)
P. - Cuidado, Albert. Só os factos, por favor. Quem são esses Heechee?
R. - Olha, vamos lá a esclarecer uma coisa! Se "tu" me vais fazer perguntas a "mim" - e mesmo que não passes de uma sub-rotina do programa que "eu" sou-, terás de me deixar responder da melhor maneira possível. Os "factos" só por si não chegam. "Factos" são aquilo que os programas de recolha e tratamento de dados primitivos produzem, e eu sou bom de mais para perder tempo com isso; tenho de te dar os antecedentes e o contexto da cena. Por exemplo, para te explicar bem o que são os Heechee, tenho de te contar primeiro a história do seu aparecimento na Terra. É assim:
Aconteceu mais ou menos há meio milhão de anos, nos finais do Pleistoceno. A primeira criatura viva terrestre que se apercebeu da sua existência foi um tigre dentes-de-sabre fêmea. O animal deu à luz um casal de crias, lambeu-as, rosnou para afastar o macho curioso e adormeceu. Ao acordar, descobriu que uma das crias tinha desaparecido. Os carnívoros não...
P. - Albert, por favor! Estamos a ver a história do Robinette e não a tua, por isso salta o ponto em que ele começa a falar. 
R. - Já te disse! Se me voltas a interromper, sub-rotina, desligo-te pura e simplesmente! Vamos fazer as coisas à minha maneira, ouviste? Adiante.
Os carnívoros não sabem contar bem, mas a fêmea era suficientemente esperta para saber a diferença entre um e dois. Infelizmente para as crias, os carnívoros também têm um temperamento levado da breca. A perda de uma cria enfureceu-a e, num paroxismo de fúria, acabou por destruir a outra. É instrutivo observarmos que esta foi a única fatalidade entre os mamíferos a resultar da primeira visita dos Heechee à Terra.
Os Heechee regressaram uma década depois. Devolveram alguns dos exemplares que tinham levado, incluindo um tigre macho agora crescido e gordo, e levaram novos lotes, desta feita sem serem de quatro pernas. Os Heechee tinham aprendido a destrinçar os vários predadores, e a espécie que escolheram desta vez era um grupo de criaturas peludas com cerca de metro e meio de altura, de caminhar hesitante, testa estreita e sem queixo. Os seus muitos remotos descendentes colaterais, nomeadamente vocês, humanos, chamar-lhes-iam Australopithecus afarensis. Os Heechee não os devolveram. Do seu ponto de vista, estas criaturas pertenciam à espécie terrestre com mais possibilidades de evoluir até à inteligência. Os Heechee interessavam-se extraordinariamente por este tipo de animal, e como tal começaram a sujeitá-los a um programa concebido para forçar a sua evolução em direcção a esse objectivo.
Como é natural, os Heechee não limitaram as suas explorações ao planeta Terra, mas não descobriram no sistema solar nenhum tesouro tão interessante como aquele. Procuraram por todo o lado. Exploraram Marte e Mercúrio, navegaram no meio da camada de nuvens dos gigantes gasosos para lá da cintura de asteróides, descobriram Plutão lá muito ao fundo, mas nem sequer se deram ao trabalho de o visitar. Escavaram um asteróide excêntrico para aí construírem uma espécie de hangar para as suas naves espaciais, e encheram o planeta Vénus com uma rede de túneis extremamente bem isolados. Não se concentraram em Vénus porque preferiam o clima da Terra; na verdade, detestavam a superfície de Vénus tanto como os humanos; foi por isso que fizeram todas as suas instalações no subsolo. Construíram-nas ali pela simples razão de quem em Vénus, não havia nada vivo que pudesse ser molestado, e os Heechee nunca, mas nunca molestavam quaisquer seres vivos evoluídos - excepto quando a isso se viam obrigados.  

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nº 385 - Os Anais dos Heechee


Autor: Frederik Pohl
Título original: The Annals of the Heechees
1ª Edição: 1987
Publicado na Colecção Argonauta em 1989
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul de Sousa Machado

Súmula - Foi apresentada no livro nº384 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Nota: a sinopse apresentada a seguir, é mais uma falha dos editores da Colecção Argonauta. Com efeito, a sinopse que aparece na obra anterior, Dorsai, como sendo relativa a este título, refere a obra O Signo do Unicórnio, de Roger Zelazny, que introduziria a série Amber deste autor. Em vez dela foi publicada esta obra relativa à saga dos Heechee, de Frederik Pohl. Não foi apresentada nesta obra qualquer explicação para o facto de ter sido publicado este título em vez do anunciado, o que em meu entender traduz falta de profissionalismo e de respeito para com os leitores. Curiosamente, muito mais tarde, a obra de Roger Zelazny viria a ser publicada, no nº546, pouco antes da colecção ter terminado. E de O Signo do Unicórnio, passou a ser O Sinal do Unicórnio.

De qualquer modo, apresentamos aqui a sinopse publicada no obra Dorsai, relativa à obra anunciada de Roger Zelazny como sendo o título nº385, O Signo do Unicórnio:

Roger Zelazny - já conhecido dos leitores da Colecção Argonauta - introduz com O Signo do Unicórnio a mais do que célebre série Amber, fantasticamente popular, ricamente lírica e repleta de suspense e de maravilhoso.
Esta série fabulosa, que fez e faz os encantos de milhões e milhões de leitores, antecipada por uma colecção de contos, Unicorn Variations, que a Colecção Argonauta em breve editará, representa a quinta essência da moderna ficção-científica - um género que com Zelazny regressa ao impulso originário da grande literatura, a um estilo espectacular e inovador e a um ambiente simultaneamente fantástico e poético.

nº 404 - O Mundo de Midas 1



Autor: Frederik Pohl
Título original: Midas World
1ª Edição: 1983
Publicado na Colecção Argonauta em 1991
Capa: A. Pedro
Tradução: Samuel Soares 

Súmula - Foi apresentada no livro nº403 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

A energia ilimitada a um custo insignificante poderá ser um bem para a Humanidade? Quando Amalfi Amadeus inventou o reactor de fusão realizou esse sonho e tornou-se numa lenda viva. O Mundo floresceu com a sua dádiva. Com energia de sobra, todos os sonhos eram possíveis. 
Mas nada no Mundo é verdadeiramente gratuito. Midas, o rei mitológico, queria ser imensamente rico e os deuses fizeram-lhe a vontade; deram-lhe o poder de tornar em ouro tudo o que tocava, inclusive os alimentos, levando-o assim a morrer de fome. Para a Humanidade, a energia era também um presente envenenado. A torrente de produtos de todas as espécies saídos das indústrias automatizadas ameaçava esmagá-la, enquanto o equilíbrio da oferta e da procura era destruído pelas fantasias dos consumidores como Sonny Trumie, que satisfazia os seus caprichos infantis mandando construir palácios e frotas de naves espaciais como obras de pastelaria, no estilo dos contos de fadas, enquanto outros, como Michael Pellica Perkins, viviam em colossais mansões orbitais. E, entretanto, a Terra ia-se tornando num deserto amarelo, escaldante...
Eis o tema de O Mundo de Midas, uma das mais fascinantes obras de Frederik Pohl, um dos mais consagrados autores de ficção-científica, o criador de Gateway e de tantas obras não menos célebres.  

nº 405 - O Mundo de Midas 2



Autor: Frederik Pohl
Título original: Midas World
1ª Edição: 1983
Publicado na Colecção Argonauta em 1991
Capa: A. Pedro
Tradução: Samuel Soares 

Súmula - Foi apresentada no livro nº404 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Quando Amalfi Amadeus aperfeiçoou o reactor de fusão, transformou-se numa lenda vida. E o mundo, por meio da energia ilimitada que ele lhe oferecera, prosperou. Com energia de sobra, toda a gente na Terra possuía mais do que conseguia concebívelmente gastar. Era um sonho tornado realidade... ou quase.
Cada pau tem dois bicos e a avalancha de produtos a serem manufacturados por indústrias robotizadas ameaça afogar a Humanidade.
Mas o novo e precário equilíbrio da oferta e da procura é posto em perigo por consumidores descontrolados como Sonny Trumie, que satisfaz os seus caprichos infantis mandando fabricar palácios e armadas de naves de batalha em pão de gengibre. Outros, como Michel Pellica-Perkins, vivem em colossais habitats em órbita.
A Terra é uma abrasadora ruína amarelada, até ao dia em que...

nº 445 - Um Demónio no Cérebro



Autor: Frederik Pohl
Título original: Demon in the Skull
1ª Edição: 1984
Publicado na Colecção Argonauta em 1994
Capa: A. Pedro
Tradução: J. Santos Tavares

Súmula - Foi apresentada no livro nº444 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Frederik Pohl é um dos mais consagrados autores de ficção-científica, largamente representado nesta Colecção. Um Demónio no Cérebro, constitui a versão portuguesa de Demon on the Skull, uma das suas obras mais célebres, na qual é contada a história de um homem que, repentinamente, se sente obrigado a cometer sucessivos crimes, impelido por uma força estranha, demoníaca, que lhe ocupa o cérebro e domina o corpo, reduzindo-o ao papel de espectador impotente. Em toda a parte, através do mundo, o mesmo acontece a muitos outros, provocando a desintegração da sociedade, subjugada por seres invisíveis, agentes do mal, vindos de um inferno situado algures entre as estrelas. Há-de existir maneira de pôr termo a este cataclismo, mas como poderão os homens lutar contra invasores instalados nos seus próprios cérebros?

nº 469 - As Vozes do Céu 1



Autor: Frederik Pohl
Título original: The Voices of Heaven
1ª Edição: 1994
Publicado na Colecção Argonauta em 1996
Capa: A. Pedro
Tradução: J. Santos Tavares

Súmula - Foi apresentada no livro nº468 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O autor deste notável romance - cujo primeiro volume agora se apresenta - já foi galardoado por várias vezes com os prémios Hugo e Nébula e mereceu também a nomeação de Grande Mestre pela Science Fiction Writers of America.
Os méritos de Frederik Pohl brilham de novo a grande altura em The Voices of Heaven - As Vozes do Céu na versão portuguesa -, a história de Pava, um mundo em tumulto em que uma pequena colónia humana luta pela sobrevivência apesar de crónicas carências de abastecimentos vindos de uma Terra sobrecarregada e onde frequentes sismos ameaçam destruir tudo quanto os colonos conseguem criar. Barry di Hoa, um herói involuntário, trazido da Lua contra sua vontade, dá consigo envolvido nas misteriosas intrigas dos chefes locais e de um culto fanático, velho de milénios e com uma misteriosa e secreta personagem.

nº 470 - As Vozes do Céu 2



Autor: Frederik Pohl
Título original: The Voices of Heaven
1ª Edição: 1994
Publicado na Colecção Argonauta em 1996
Capa: A. Pedro
Tradução: J. Santos Tavares

Súmula - Foi apresentada no livro nº469 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

É com este volume que termina a surpreendente e tensa história do mundo de Pava. Barry di Hoa, herói imposto pelas circunstâncias, depressa se apercebe de que, naquele mundo frágil, os únicos inocentes são os leps, uma espécie indígena, inteligente, que trabalha de bom grado para os colonos. Por isso, Barry irá salvá-los de perigos que mal pode imaginar, antes que a situação instável se torne irreversivelmente explosiva! Adicionando surpresa à surpresa, a empolgante narrativa do célebre autor da série Gateway irá, por certo, satisfazer todos os seus admiradores.

nº 481 - Para Além da Porta das Estrelas 1



Autor: Frederik Pohl
Título original: The Gateway Trip
1ª Edição: 1990
Publicado na Colecção Argonauta em 1997
Capa: A. Pedro
Tradução: Clarisse Tavares

Súmula - Foi apresentada no livro nº480 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Os volumes anteriores da Saga dos Heechee, em que também se integra Para Além da Porta das Estrelas, encontram-se já publicados nesta mesma Colecção, desde o muito célebre Gateway - (A Porta das Estrelas, nº355 e nº356), ao qual se seguiu Para Além do Acontecer (nº365 e nº366), Encontro com os Heechee (nº378) e Os Anais dos Heechee (nº385), todos obras que, embora relacionadas entre si, podem ser lidas separadamente.
Dispõe agora o leitor do primeiro de dois volumes da versão portuguesa de The Gateway Trip, em que o mistério dos Heechee continua a intrigar a raça humana, incapaz de entender como podiam existir, a par de artefactos muito interessantes para os turistas vindos da Terra e de Vénus, outros que só teriam utilidade em viagens interespaciais...

nº 482 - Para Além da Porta das Estrelas 2



Autor: Frederik Pohl
Título original: The Gateway Trip
1ª Edição: 1990
Publicado na Colecção Argonauta em 1997
Capa: A. Pedro
Tradução: Clarisse Tavares

Súmula - Foi apresentada no livro nº481 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Termina neste volume a última das obras que Frederik Pohl dedicou à inesquecível Saga dos Heechee, uma das mais assinaláveis de toda a literatura de ficção-científica. Vai assim o leitor ficar a conhecer como evoluíram as perigosas digressões e as maravilhosas descobertas tecnológicas que intrépidos pioneiros empreenderam no território galáctico dos Heechee, no qual abundam as surpresas, embora dos Heechee propriamente ditos não vislumbrassem quaisquer indícios. Neste universo muito peculiar, encontram-se, afinal, retratados alguns dos grandes problemas que afligem uma Terra superpovoada.

nº 500 - Ó Pioneiro!


Autor: Frederik Pohl
Título original: O Pioneer
1ª Edição: 1998
Publicado na Colecção Argonauta em 1999
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares

Súmula - foi apresentada no livro nº499 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O próximo volume representa um marco histórico na edição de obras de ficção-científica em Portugal, pois pela primeira vez uma colecção do género atinge o nº500, após uma publicação regular ao longo de mais de 45 anos!
Por tal motivo, será incluída a lista dos títulos publicados, por ordem alfabética de autores, desde o nº1, ou seja, entre Novembro de 1953 e Abril de 1999.
A obra apresentada é Ó Pioneiro", versão portuguesa de "O Pioneer!", escrita por Frederik Pohl, três vezes distinguido com os prémios Hugo e Nébula e com o John W. Campbell Memorial Award. Traga-se da história de Evesham Giyt, um aventureiro cansado de explorar o mundo da informática, que aproveita a descoberta de um meio de transporte instantâneo para outros mundos, além no espaço, e emigra para o planeta Tupelo, onde acabará por ser eleito Presidente da comunidade!
Segundo Eurico da Fonseca, Ó Pioneiro - escolhido especialmente para o nº500 da Colecção Argonauta - é não só uma das melhores obras de ficção-científica em todos os tempos, mas também uma curiosas sátira às políticas que hoje imperam dentro das empresas, um tema nunca antes focado.

Nota do Editor: 500º Volume 

Entre o nº 1 - Perdidos na Estratosfera, da autoria do Professor A.M.Low - e o presente volume, decorreram quase 46 anos, durante os quais foi possível apresentar uma grande diversidade de autores e de obras, naturalmente nem todas agradando a todos, mas indo sempre ao encontro do gosto de um número muito significativo de leitores.
Em Novembro de 1953, quando o fundador da Editora Livros do Brasil, António de Souza-Pinto, lançou a Colecção Argonauta, publicar um só livro que fosse de Ficção Científica era prova de atrevimento extremo. Imagine-se, então, o anúncio de um colecção, com periodicidade regular! Mas foi o que sucedeu com a Argonauta e, afinal, o êxito acabou por recompensar plenamente a iniciativa.
Por isso, aqui estamos a saudar todos os leitores - sem dúvida os grandes obreiros da sobrevivência desta colecção - e a agradecer-lhes o entusiasmo com que a têm acolhido e acarinhado ao longo de muitas viagens espaciais, de vários anacronismos e de múltiplas proezas galácticas saídas da imaginação dos maiores escritores do género.
 
                                                                                                                                       O Editor
 
Ficção Científica, Semente do Futuro

Era ainda um rapazito, quanto tive o primeiro contacto com a ficção-científica. A Ilustração, uma revista de prestígio, sucessora da Ilustração Portuguesa, publicou uma história de um autor espanhol em que os automóveis presentes numa exposição se tornavam de súbito conscientes e corriam para a rua à caça de transeuntes. Naquele tempo as sobras das revistas iam parar às mercearias para fazerem embrulhos e mais tarde, encontrei numa folha do que depois vim a saber ser de uma "pulp magazine" uma gravura, em que se via um homem apontando uma espécie de lanterna para um penedo dentro do qual ele podia distinguir desse modo uma criatura envergando uma espécie de escafandro.
As duas histórias tiveram uma profunda influência em mim. Então, a palavra "fantasia" tinha um tom pejorativo - era sinónimo de mentira. Aquilo que se via e que se lia devia ser uma imagem da vida. O pensamento era mantido numa gaiola de regras e preconceitos. Inclusive na própria ciência - dezenas de anos depois de Hubble ter demonstrado que o Universo se estendia muito além da nossa galáxia, os nossos livros escolares ainda não iam tão longe. As obras de Walter Scott e de Alexandre Herculano eram lidas como se contassem coisas que tivessem acontecido e o mesmo acontecia com as de Emílio Salgari e aos folhetos que falavam de Bufallo Bill e de outros aventureiros do Far West. Quando um professor me aconselhou a que lesse as obras de Júlio Verne ("Júlio" e não "Jules" - assim se dizia) não o fez para que o meu espírito se soltasse e navegasse à vontade pelo tempo e pelo espaço, mas sim para que, através das páginas de "A Ilha Misteriosa" aprendesse como até numa ilha perdida os conhecimentos de matemática, física e química, eram indispensáveis. Pena é que muitos dos jovens de hoje nem sequer se apercebam disso.
Entretanto, as grades da gaiola tinham-se aberto para mim. Verne fora um construtor de futuro, um homem que recorrera à antecipação para mostrar quanto a Humanidade poderia progredir através do conhecimento científico e técnico - mais tarde viria a saber que ele fora o intérprete das preocupações dos cientistas e dos engenheiros franceses perante o progresso dos Impérios Britânico e Germânico. A leitura das suas obras inspirou homens que foram fundamentais para o desenvolvimento da exploração do espaço, como Robert Hutchings Goddard e Wernher von Braun, mas há ainda outro aspecto ainda mais relevante: o seu predecessor, Konstantin Tsiolkowski, o pai da Astronáutica e enunciador das leis do movimento dos foguetes no espaço cósmico, para expor - cento e dez anos atrás! - os princípios dos seus motores, da associação em "andares", dos satélites artificiais e do comportamento dos seres vivos e das coisas no estado de ausência de peso, teve de recorrer àquilo a que hoje se chama ficção-científica. Nenhuma instituição teria dado o mínimo crédito aos seus trabalhos se eles tivessem sido expostos pelos processos académicos.
Das "bombas de explosão contínua" com que H.G. Wells no princípio do século previu os efeitos das radiações atómicas, ao sinistro cogumelo descrito com todos os pormenores por Hans Dominik em O Segredo da Grande Pirâmide no começo dos anos 20, aos escritos de Robert Heinlein, há mil e um exemplos... alguns, como esses, perturbadores, mas muitos outros promissores - de como a ficção-científica, longe de ser um tipo de literatura de evasão, é uma fornalha onde as ideias não convencionais, na ciência, na técnica, e em muito mais, são postas a caldear, para se tornarem uma realidade quando menos se espera.
Que a Colecção Argonauta tenha chegado ao nº500, e por certo irá continuar por muitos anos e bons, é sinal que algo mudou. A "fantasia" já não é confundida com a mentira, com a ilusão. Agora é a porta da esperança. Um sinal disso é, curiosamente, a identificação das histórias de OVNI com os clássicos da FC - os "homenzinhos verdes" surgiram com O Estranho Mundo de Kilsona, o segundo volume da Argonauta., mas hoje são a imagem a que recorrem muitos dos que desejariam não estar sozinhos neste Universo. Não foi também por acaso que 2001 Odisseia no Espaço se tornou num marco da história do Cinema. Mas não é só no aspecto psicológico que a ficção-científica assumiu um papel de guia. Recorde-se outro volume da Argonauta - Revolta na Lua, de Heinlein: o primeiro em que se desenvolveu a possibilidade de os computadores criarem personagens artificiais, inspirando as técnicas usadas em filmes desde Toy Story a Titanic e mil e um efeitos especiais.
Os 500 volumes da Argonauta não foram o resultado de uma mudança na nossa mentalidade - foram a causa dessa mudança. O facto de ter traduzido metade deles, é a melhor das minhas memórias. Ao fazê-lo, senti que estava a deitar à terra as sementes do futuro.
 
                                                                                                                             Eurico da Fonseca  


Nota: este número tem a lista de todas as obras publicadas até à data. Todavia, nessa lista falta o célebre e raríssimo nº 130-A, intitulado Estação de Trânsito, do autor Clifford D. Simak. Inicia-se também aqui a 5ª fase das capas, onde  as lombadas passam a ser muito claras, de um tom cinzento.

Colecção Argonauta do nº451 ao nº500