nº 208 - O Amanhã Está Muito Longe



Autor: James White
Título original: Tomorrow Is Too Far
1ª Edição: 1971
Publicado na Colecção Argonauta em 1974
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº207 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":  

James White afirma-se nesta obra como um romancista de ficção-científica de primeiro plano.
As suas qualidades invulgares impõem-no não só no país onde nasceu como em Portugal. Imaginação, sentido romanesco, capacidade de efabulação, tudo se conjuga para fazer de James White um caso excepcional.
Em O Amanhã Está Muito Longe, James White quase chegou a entrar no domínio da profecia. O leitor ficará por mais de uma vez surpreendido com a riqueza extraordinária deste romance e com o emocionante interesse que desperta.
Raramente se encontra uma obra da envergadura da de James White. É indispensável lê-la, pois será um romance inesquecível. 

Introdução:

Aparentemente, O Amanhã Está Muito Longe é apenas uma história de espionagem. É o que deixam entender as suas primeiras páginas, A surpresa surge depois - com a força de uma explosão surda, que aumenta constantemente de intensidade até se tornar atordoante. E então surge outra semelhança com as histórias de mistério: só nas últimas páginas - exactamente nas últimas palavras - todo o enigma se desvenda. Um enigma que não tem por base espiões nem polícias, nem artifícios científicos ou técnicos, porque se situra num plano filosófico - e importa não apenas a um homem ou a um grupo de homens ou a um país, mas a toda a Humanidade.
Um aviso apenas: apesar de, como se disse, o enigma só se desvendar nas últimas páginas, nas últimas palavras, de nada servirá começar a leitura por elas. James White é um dos melhores autores americanos - e não só de ficção-científica. É um escritor que não cuida apenas do estilo e das ideias - porque escreve com arte.

Nota: um livro com um tema muito inspirado, que surpreende pela originalidade brutal e por uma sensação de tristeza que é transversal a toda a leitura.

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