nº 515 - O Mundo de Amanhã



Autor: Hunt Collins
Título original: Tomorrow's World
1ª Edição: 1956
Publicado na Colecção Argonauta em 2000
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares 

Súmula - foi apresentada no livro nº514 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":


Van Brant era o rei dos agentes literários que faziam parte do Movimento Vicariante,uma nova concepção da arte e da existência que estava a transformar a sociedade no seu todo. Os "Vics" controlavam a actividade editorial, o cinema e a televisão, e o seu slogan era: "O Faz-de Conta é melhor do que a realidade!"
O trabalho de Brant consistia em criar pequenas ilusões ao alcance de todos, fazer com que os pequenos homens de que o seu universo se povoava pudessem esquecer as suas diárias frustrações. os narcóticos, o sexo, a publicidade, eram os instrumentos de que os "Vics" se serviam para mudar a vida. E também os próprios sentidos, a visão, as cores, o som, o olfacto, o gosto e o tacto, todos postos ao serviço de uma concepção hedonista da existência.
Quando se envolveu a fundo na mais sensacional das descobertas, o cinema dos Sensores individuais, que permitia a cada pessoa, homem ou mulher, identificar-se com as sensações e os sentimentos dos heróis e das heroínas do ecrã, Brant teve consciência de estar perante um universo onírico sem rival, acessível a toda a gente a preços populares.
Era porém não contar com a reacção dos "Realistas", um grupo antagónico que costumava denunciar como degradantes as formas de vida e de diversão dos "Vics". E sobretudo era menosprezar os primeiros comentários de Dino Pelazi, líder dos "Realistas". Pouco a pouco, as ruas tornam-se palco de uma guerra sem quartel travada pelos dois grupos. E o mundo de amanhã assumiu toda a sua doentia violência.

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