nº 197 - As Horas de Iraz



Autor: L.Sprague de Camp
Título original: The Clocks of Iraz
1ª Edição: 1971
Publicado na Colecção Argonauta em 1973
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº196 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Que significam as iniciais "S.F"? Para os cultores tradicionais da Ficção-Científica, só há uma interpretação possível: "Science-Fiction" - um género literário em que não existem limites no tempo e no espaço. Tradicionalmente, também, a "S.F." deve produzir uma explicação científica - ou aparentemente científica - das coisas e dos factos que nela se descrevem ou sugerem. Mas o que é a ciência? Como prever o desenvolvimento científico?
"Há mais coisas no céu e na Terra do que imaginamos" - disse Shakespeare. Limitar a ficção-científica ao campo da "ciência oficial" não é um processo lógico. Bem pelo contrário. Como poderia um homem do século XVI - mesmo um cientista do século XVI, mesmo um génio como Leonardo da Vinci - prever o aparecimento da fotografia, do cinema, do telefone, da rádio, da televisão, uma vez que a ciência de então era fundamentalmente mecanicista, identificando a química com a magia e considerando a electricidade como um fenómeno curioso, apenas curioso?
Poderá amanhã a magia integrar-se na ciência? Poderá o domínio das coisas da Natureza (e o seu conhecimento) seguir caminhos absolutamente diferentes dos que hoje são tidos por lógicos? Essa a interrogação a que pretende responder a nova "S.F." - a "Speculative Fiction". Alguns dirão que ela se situa muito perto da fantasia. Mas a distinção não é fácil. Os contos de fadas distraem e encantam. Não encerram mensagens. (???)
Depois das obras de Bradbury - que são pura ficção especulativa e que ninguém confundirá com simples fantasia - a Colecção Argonauta tem publicado outras, que bem ilustram os novos rumos da "S.F.": a curiosa e simbólica Estrada de Glória (nº182-183), de Robert Heinlein; a célebre Agência de Mágicos, (nº190) do mesmo autor (volume em que se inclui um texto fundamental: Waldo). E agora tem-se As Horas de Iraz, obra magnifica de um magnífico autor: L.Sprague de Camp.

Introdução: (a introdução da obra reproduz todo o texto da súmula, acrescentandto o parágrafo que transcrevo em baixo)

A ironia e o simbolismo juntam-se a cada passo de uma narrativa que decorre no mundo onde as nossas almas teriam existido, antes de descer ao mundo mecânico em que vivemos. Mas a análise crítica de Sprague de Camp, une esses dois mundos, nos seus defeitos e nas suas qualidades.

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