nº 402 - O Dia Depois do Juízo Final



Autor: James Blish
Título original: The Day After Judgement
1ª Edição: 1972
Publicado na Colecção Argonauta em 1991
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul de Sousa Machado 

Súmula - Foi apresentada no livro nº401 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

James Blish não é apenas um dos mais profundos autores de ficção-científica: é um perito em mistérios que estão até para além dela, que reúnem a noite dos tempos com as névoas do futuro.
O Dia Depois do Juízo Final, é um dos melhores exemplos do seu estilo. Leia-se o que é dito por Baines, no seu capítulo XII, e ver-se-á como Blish sabe partir de uma muito antiga questão filosófica e apresentá-la sob múltiplos e intrigantes aspectos.  
Não se pense que O Dia Depois do Juízo Final é uma obra de completa fantasia. Os livros de magia nela citados existem, ainda que na sua maior parte como manuscritos, e os rituais e diagramas que nela figuram foram extraídos dele, ainda que não estejam completos - James Blish acredita que há coisas em que é bom não ir demasiado longe. O resto, diz ele, é pura invenção.
O Dia Depois do Juízo Final é uma obra intrigante, uma obra que faz pensar e que será impossível esquecer. Que forças dominam realmente o Mundo em que vivemos? E até onde vão as fronteiras do conhecimento humano? 

Nota do Autor:

São inúmeros os romances, poemas e peças sobre magia e feitiçaria. Todos os que me foram dados ler - a grande maioria, suponho - classificam-se sem excepção nos campos romântico ou teatral, incluindo os de Thomas Mann. Nunca vi um só que abordasse a verdadeira feitiçaria tal com ela seria se existisse, se bem que todos os pergaminhos sejam explícitos sobre o assunto. Para além de outros méritos que a presente obra possa ter, a magia não é aqui tratada como um romance nem como um jogo.
Tecnicamente, o livro assenta tão fielmente quanto possível nos escritos e manuais práticos dos mágicos da tradição cristã oriundos dos séculos XIII a XVIII, desde a "Ars Magna" de Ramon Lull até aos próprios "grimoires", passando pelas várias "Chaves" pseudo-Salomão, pseudo-Agripa, pseudo-Honório e outras que tais. Todos os livros mencionados no texto, existem na realidade; não são de forma alguma "necronomicons" ou outros escritos inventados; por outro lado, os símbolos e citações são igualmente autênticos. (Deverá no entanto acrescentar-se que a atribuição destas obras não merece qualquer confiança; como muito bem frisou C.A.E. Walte, os maiores pecados bibliográficos da magia são a imputação da autoria, os falsos locais de publicação, e os datamentos erróneos.)
Para a maior parte dos leitores, este aviso é quanto basta. Os mais conhecedores, contudo, deverão ter em conta que, apesar das citações, diagramas e rituais contidos nesta obra serem autênticos, nenhum deles é apresentado na sua globalidade. O livro que ora têm em mãos não é - ou não pretende ser - sinóptico nem enciclopédico. Não se trata de um "vade mecum", mas sim de um "cursus infamam".

Alexandria (Virgínia) - 1968                                                                                        James Blish

Nota: uma obra absolutamente perturbadora para quem gosta de assuntos ligados ao sobrenatural. É formada por dois grandes capítulos, tendo sido posteriormente um deles, a Páscoa Negra, publicado novamente mais tarde com o nº 402, penso que por lapso. 

1 comentário:

  1. Este é outro autor que aprecio. Livro inesquecível, fantástico. Gosto de imaginar a surpresa que seria, para quem não o leu, um filme nele baseado.

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