nº 473 - Estranhos Inimigos 1



Autor: Robert Asprin
Título original: The Bug Wars
1ª Edição: 1979
Publicado na Colecção Argonauta em 1996
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - Foi apresentada no livro nº472 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Robert (Linn) Asprin é um autor novo na Colecção Argonauta, mas está longe de ser um desconhecido no campo da ficção-científica e ainda menos nos domínios da literatura fantástica, como as séries Myth e Thieves, as quais contam com mais de duas dezenas de títulos. 
Estranhos Inimigos - versão portuguesa de The Bug Wars - apresenta um tema deveras invulgarmente desenvolvido. Tudo decorre num planeta hostil em que os Tzen têm de combater um inimigo duro, incansável e impiedoso que os ataca em verdadeiros enxames. 

Robert Asprin é um autor famoso no campo dos temas fantásticos, em particular pela série Myth, que conta já com nove obras que foram outros tantos êxitos. Não menor, foi o sucesso dos onze volumes da série Thieves' Worlds, escrita em colaboração com Lynn Abbey. Mas a ficção-científica não lhe é estranha e The Bug Wars é a sua sexta novela, que recebeu o título de Estranhos Inimigos na versão portuguesa, a qual, dada a sua extensão, teve de ser dividida em dois volumes.
Descrever as características físicas de um ser extraterrestre sem perda de credibilidade é uma das tarefas mais difíceis para os autores de ficção-científica e há que confessar que poucos conseguem esse objectivo. Poder-se-ia pensar que Robert Asprin, com a sua experiência do fantástico, recorresse a esta para superar esse obstáculo, mas não é assim. As personagens de Estranhos Inimigos parecem perfeitamente reais, ainda que muito diferentes de nós, até porque o seu criador foi muito além do usual e enveredou também pela caracterização psicológica, com igual sucesso.
Para além disso, há uma pergunta subjacente à obra de Asprin que poucos autores têm focado e em que importa meditar. Se existem outros mundos habitados, os seres que os povoam serão de algum modo semelhantes a nós? Ou será a espécie humana apenas uma entre muitas, e nem sequer a mais importante? 

                                                                                                                            Eurico da Fonseca

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