nº 260 - A Última Cidade de Marte



Autor: Ray Bradbury
Título original: I Sing the Body Electric
1ª Edição: 1969
Publicado na Colecção Argonauta em 1979
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº259 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Diz-se muitas vezes que Ray Bradbury é o maior escritor de ficção-científica. Mas não é. Ray Bradbury não é, sequer, um escritor de ficção-científica. Pode ser que tal afirmação pese a muitos dos seus admiradores. No entanto, essa é a verdade.
Ray Bradbury é um poeta. O facto de ele escrever em prosa a maior parta das suas obras, é apenas um pormenor sem importância. Ray Bradbury é um poeta. E um filósofo. Um filósofo de cuja grandeza só os amantes da ficção-científica podem hoje aperceber-se. Um filósofo que não se server de teorias obstrusas, mas sim de parábolas - como os grandes filósofos de outrora - para dar uma ideia das novas dimensões que se abrem para o homem. Das dimensões que o progresso tecnológico lhe traz e que o homem mal consegue avaliar.
Por isso, quando o Autor fala de Marte, não se trata necessariamente deste planeta do sistema solar.
No campo da imaginação, o ambiente de aventura e especulação científica pode situar-se em qualquer outro mundo de uma muito mais distante galáxia.
Ao preferir-se a designação marciana, apenas se pretendeu aproximar, no Espaço, a acção temática - decerto porque esse planeta se nos torna mais familiar na vastidão cósmica a que o olhar humano tem acesso. 
Para além da dissecação da Ciência exacta - em perpétua evolução, consoante o homem vai progredindo na investigação técnica - deve prevalecer a manifestação criadora, o génio inventivo, a divagação poética.
Ray Bradbury é o poeta. Ray Bradbury é o filósofo. Do futuro presente. Do futuro futuro. Do "hoje" que está a ser, mas ninguém quer ver. Do "amanhã" que vem aí, mas ninguém vê. O poeta-filósofo que criou "The Martian Chronicles - (O Mundo Marciano, nº6 da Colecção Argonauta), um poeta-filósofo para quem a ficção-científica não é um fim, mas um meio. Um poeta-filósofo para quem Marte é um símbolo. 
Assim, Livros do Brasil orgulham-se de apresentar mais uma obra do magistral Autor: A ÚLTIMA CIDADE DE MARTE.

Índice dos contos:

1 - Eu Canto o Corpo Eléctrico
2 - O Dia dos Túmulos
3 - Todos os Amigos de Nicholas Nickleby são Meus Amigos
4 - Forte
5 - O Homem com a Camisa Rorschach
6 - Henrique o Nono
7 - A Última Cidade de Marte
8  - Cristo Apolo

Nota: Esta obra é a segunda parte de uma antologia de contos referente à obra de Ray Bradbury intitulada I Sing the Body Electric, publicada na Colecção Argonauta em dois volumes. O primeiro é o nº254, publicado com o nome As Vozes de Marte. Este conjunto de obras, corresponde a uma excelente colectânea de contos do Poeta da Ficção Científica. Li este livro em várias férias grandes imensas vezes.
 Deixo o link que fala mais sobre o original: I Sing the Body Electric

2 comentários:

  1. Caro João, julgo que a data original é de 1969. Já agora este livro juntamente com o Nº 254 (As vozes de Marte) correspondem ao livro original I Sing the Body Electric (a Livros do Brasil publicou os contos desse livro em dois volumes). Julgo que a menção "I Sing the Body Electric, Part II" pode ser enganadora pois, tanto quanto sei, não existe nenhum livro original com este nome.
    Cumprimentos,

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    1. Caro Miguel,
      Muito obrigado por mais esta nota e desculpe só agora ter reparado o lapso. Retirei o "Part II" que me deve ter parecido uma boa ideia na altura, e acrescentei uma nota sobre a obra original no final dos dois tópicos (nº254 e nº260).
      Grato e um abraço.

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