nº 229 - A Batalha da Eternidade



Autor: A.E. Van Vogt
Título original: The Battle of Forever
1ª Edição: 1971
Publicado na Colecção Argonauta em 1976
Capa: Manuel Dias

Tradução: Eurico da Fonseca


Súmula - Foi apresentada no livro nº228 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O volume nº229 da Colecção Argonauta é constituído, mais uma vez, por uma obra de A.E. (Alfred Elton) Van Vogt - um dos grandes mestres da ficção-científica e um dos autores com maior audiência junto do nosso público. Trata-se de A Batalha da Eternidade - (The Battle of Forever), e será interessante citar o que dela disse Jacques Sadoul, na sua Histoire da La Science-Fiction Moderne:
Em 1971, tivemos a surpresa de encontrar de novo Alfred E. Van Vogt na primeira fila dos romancistas desse ano. Durante o Simpósio Internacional de Ficção Científica que se realizou em Março de 1969, no Rio de Janeiro, e no qual eu representava a S.F. francesa, Van Vogt confidenciou-me que tinha recuperado inteiramente a faculdade de escrever, faculdade que o abandonara durante quinze anos. Efectivamente, entre os princípios de 1970 e o fim de 1973, apareceram seis novos romances de Van Vogt, e só um, Quest for the Future - (Em Busca do Futuro, nº235 desta Colecção), utilizou um tema anteriormente publicado. Em 1971 publicou The Battle of Forever, que é muito bom. A acção desenvolve-se num futuro longínquo, em que os homens abandonaram todas as actividades e reduziram o seu número a mil, para viverem numa cidade fechada. Os seus corpos estão atrofiados, as cabeças aumentaram de tamanho, e eles existem únicamente no universo do pensamento e da abstracção. Na Terra, são os animais que representam a civilização. Os animais, dos quais os homens modificaram os genes de modo a dotá-los de palavra, de mãos preênseis e de postura vertical. Os homens decidem então tentar uma experiência, enviando um deles, dotado de um corpo de forma normal, para o exterior da sua cidadela, a fim de saberem com evoluem as coisas. É Modyun quem aceita realizar a experiência, e encontra-se assim no mundo estranho dos homens-animais. Estes julgam-no uma variedade de macaco, desconhecida, e aceitam-no sem dificuldades. Não acontece o mesmo com os computadores que regem toda a vida e o identificam imediatamente como um ser não classificado. O seu caso é assinalado e Modyun não tarda a ver-se em confrontação com um dos senhores do planeta. Sabe, com profunda estupefacção, que a Terra foi conquistada por extraterrestres, sem derramamento da menor gota de sangue, porque os homens se tinham retirado para o seu isolamento. Com a ajuda de quatro homens-animais, Modyun resolver tentar expulsar os invasores extraterrestres e fazer regressar os homens ao seu estado anterior. 
Para Van Vogt, este romance é o do homem não violento por excelência, que, vendo a violência exercer-se à sua volta, estima ter o direito moral de fazer por sua vez uso dela, para que o bem triunfe. 

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