nº 133 - Patrulha Interstelar



Autor: Edmond Hamilton
Título original: Crashing Suns
1ª Edição: 1965
Publicado na Colecção Argonauta em 1968
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº132 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Romance de primeiro plano, no sector da Ficção-Científica, Patrulha Interstelar combina milagrosamente, num equilíbrio feito de talento admirável, a mais lúcida fantasia com o mais forte sentido da plausibilidade.
Não é de estranhar, por isso mesmo, que este romance de E. Hamilton tenha alcançado o mais amplo aplauso público, obtendo um sucesso excepcional.
Patrulha Interstelar adquire, por vezes, o tom de uma epopeia, culminando em rasgos surpreeendentemente emocionantes. É uma leitura que nos prende a atenção, envolvendo-a e escravizando-a, a tal ponto o leitor se sente emocionado espectador e participante desta missão que, alguns homens de coragem, levam a cabo no espaço sideral.  

Introdução:

Edmond Hamilton é um dos mais antigos e maiores nomes da Ficção-Científica. Foi um dos primeiros autores que tomou por tema a vida nos mundos apra além do sistema solar e da própria galáxia, numa época em que poucos cientistas admitiam que o Universo se estendesse para além da Via Láctea.
A ele se deve a criação do chamado "sentido da maravilha", que floresceu nos cinco anos que se seguiram ao início da publicação da primeira revista de Ficção-Científica, por Hugo Gernsback, e que se caracterizava pela descrição de estranhos mundos e de estranhas civilizações, e de aventuras épicas, ocorridas nas sete partidas do Universo. A esse período - o "período clássico" de Hamilton - seguiu-se um interregno, caracterizado pela produção de obras para a rádio - então nascente. E ainda que as aventuras do "Capitão Futuro", imaginadas por Hamilton, fossem essencialmente destinadas ao público juvenil e o houvessem afastado durante muitos anos da sua verdadeira carreira, certo é que contribuiram para chamar a atenção de muitos jovens norte-americanos para a carreira científica e para a aventura do espaço, formando a mentalidade da geração que viria a construir as  primeiras naves lunares. 
Depois da segunda guerra mundial, Edmond Hamilton iniciou uma carreira com a publicação de uma pequena novela - How Was It Like Out There? - em que, em poucas páginas, descrevia num tom profundamente humano, que viria a fazer escola, o drama de uma expedição ao planeta Marte, recordado por um dos sobreviventes, não um herói, como os do seu "período clássico", mas sim um homem como qualquer outro. E anos mais tarde, surgiria A Última Cidade na Terra (nº3), uma obra inesquecível, a que outras e outras se seguiram. Até que em 1964 a Convenção Mundial da Ficção-Científica o designou como seu convidado de honra, por ser o autor que mais influíu no progresso de tal género literário, tanto no passado como no presente.
Tal como na sua obra Luta Intergaláctica (nº92), a Patrulha Interstelar - a célebre Patrulha Interstelar da Federação dos Sóis, que tornou Edmond Hamilton no mais popular autor de Ficção-Científica durante muitos anos - pertence ao "período clássico". Os pormenores científicos, nela, têm uma importância secundária, perante a riqueza da imaginação do autor - imaginação que pode ser surpreendente, mas que, no fim, em nenhum momento é sinónimo da impossibilidade e da fantasia. Porque ninguém, ontem, hoje e talvez durante muitos e muitos séculos, poderá dizer se os mundos, as raças e os costumes descritos por Hamilton existem ou não.

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