nº 21 - As Correntes do Espaço


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Currents of Space
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1955
Capa: Cândido Costa Pinto
Tradução: Alfredo Margarido e Manuel de Sepúlveda

Súmula - foi apresentada no livro nº 20 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

- Uma vez disseram-me que o espaço é o vácuo. E isso quer dizer que não há lá nada. É mentira?
- Não inteiramente. Não há lá quase nada. Mas, bem vês, eu era um Analista Espacial, e isso quer dizer que andava atrás do espaço a recolher as pequeníssimas quantidades de elementos que lá existem para as analisar. Quer dizer, era eu um dos que resolvem a questão de saber que quantidade há de hidrogénio, que quantidade há de hélio e que quantidade há de outros elementos.
- Porquê?
- Bem, isso é complicado. Sabes, a distribuição dos elementos não é a mesma em todo o espaço. Numas regiões, há uma pouco mais de hélio do que o normal, noutras, há mais sódio que o normal, e assim sucessivamente. Estas regiões de especial composição estendem-se e ondulam pelo espaço como correntes. É importante saber como se distribuem estas correntes, porque isso pode vir a explicar como se formou e evolui o Universo.

...e uma transformação ameaça as correntes do espaço, a ponto de analista espacial antever a total destruição do planeta Florina e dos milhões de habitantes que nele vivem. Prevendo o perigo que todos correm, ele pretende chamar a atenção para os seus concludentes estudos, mas é capturado e submetido a uma operação que lhe rouba a memória e o torna um ser apático e desprezível; passam a chamar-lhe o "Tonto Rik". Mas há alguém que o procura salvar: uma floriana que por ele se apaixona e o ampara carinhosamente. Ela defende-o da chacota das crianças florianas, que gostam de o assustar para se divertirem com os seus choros e as suas atitudes infantis. É que, de facto, a operação a que o submeteram, uma brutal cilindragem psíquica, fá-lo regressar à primeira infância; e assim se vai arrastando nos detritos do kyrt.
E, contudo, esse detrito humano detém as possibilidades de salvação do planeta; esse "tonto" sabe da fatalidade imanente que os espera. Valona March, a floriana que dele se apaixonara, instintivamente também "sabia" que ele não era, não podia ser, o ente desprezível que aparentava. E o próprio Rik, que lentamente se ia recompondo da cilindragem a que fora submetido, recuperava, o domínio das suas faculdades mentais. Mas esta evolução cria uma série de situações que estimula a luta que os florianos sustentam contra o despótico domínio de Sark, que a todos escravizava.
E começa um duelo feroz contra uma imensa conjura galáctica, duelo onde Rik é figura central. É a sua inteligência que defronta a dos governantes do Universo, homens monstruosos que, fingindo ignorar o perigo que o planeta Florina corria, o votavam, irremediávelmente, à destruição. E o espaço vivo agita-se em lances de um vigor extraordinário, numa luta hercúlea pela sobrevivência.

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