nº 289 - O Labirinto Mágico 1



Autor: Philip José Farmer
Título original: The Magic Labyrinth
1ª Edição: 1980
Publicado na Colecção Argonauta em 1981
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº288 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O Labirinto Mágico (The Magic Labyrinth) é a quarta e última novela da célebre série do Mundo do Rio (Riverworld), de Philip José Farmer, iniciada com Mundo Sem Morte (nº263 da Colecção Argonauta); Viagem para Além da Morte (nº268) e Desígnio Negro (nº272 e nº 273).
No preâmbulo de O Labirinto Mágico, Philip José Farmer diz:

Agora termina a série do "Mundo do Rio", todas as pontas soltas atadas num nó górdio que resiste a todas as espadas, todos os mistérios humanos revelados, os milhões de quilómetros de "O Rio" e os muitos anos de buscas e de "A Busca" completados.

Eis como principia o Labirinto Mágico:

O homem conhecido de alguns como "X" ou o "Estranho Misterioso" não se amava nem se temia acima de qualquer pessoa.
Havia três pessoas que ela amava mais do que quaisquer outras.
A sua mulher, já morta, fora por ele amada, mas não tanto como as outras duas.
A sua madrasta e o Operador eram amados por ele com igual intensidade ou pelo menos ele pensara isso em tempos.
A madrasta estava a anos-luz de distância e ele não tivera ainda de a enfrentar e talvez nunca o tivesse de fazer. Se ela soubesse o que ele estava a fazer, sentir-se-ia profundamente envergonhada e preocupada. Não lhe podia explicar porque estava a fazer isso e ao justificar-se a si próprio sentia-se terrivelmente pesaroso.
Ainda amava o Operador, mas ao mesmo tempo odiava-o.
Agora X esperava, por vezes pacientemente, por vezes impaciente ou furiosamente, o fabuloso mas real barco do rio. Perdera o "Rex Grandissimus". A sua única oportunidade era o "Mark Twain".
Se ele não conseguisse embarcar... não, o pensamento era quase insuportável. Tinha de embarcar, fosse como fosse.
No entanto, quando entrasse nele, estaria perante o pior perigo que até então conhecera, menos um. Sabia que o Operador estava mais além, rio abaixo. A superfície do seu "graal" mostrara-lhe a localização do Operador. Mas fora a última informação que pudera obter do mapa. O satélite seguira o rasto do Operador e dos Éticos, excepto ele próprio, e os agentes do "Vale" de "O Rio", retransmitindo as suas mensagens até ao "graal", que era mais do que um "graal". Então o mapa desaparecera da superfície cinzenta, e "X" soubera que alguma coisa falhara no satélite. Daí em diante, podia ser surpreendido pelo Operador, pelos agentes e pelos outros Éticos.
Havia muito que "X" dispusera as coisas de modo a poder seguir todos quantos era da torre e das câmaras subterrâneas. Instalara secretamente o mecanismo no satélite. Os outros também deviam ter instalado um dispositivo para o seguir, mas o seu deformador de aura iludira o mecanismo. O deformador também lhe permitira mentir ao Conselho dos Doze.
Agora estava tão ignorante e impotente como os outros.
No entanto, se alguém naquele mundo podia ser levado para bordo por Clemens, mesmo que a tripulação estivesse completa, era o Operador Um olhar para ele e Clemens pararia o barco e metê-lo-ia a bordo.
E quando o "Mark Twain" surgisse e ele, "X", se tornasse um membro da tripulação, teria de evitar o Operador até o poder apanhar de surpresa.
O disfarce, bom para enganar qualquer outro Ético isolado, não iludiria aquela grande inteligência. Ele reconheceria "X" imediatamente depois "X" não teria oportunidade alguma. Forte e rápido como era, o Operador era ainda mais forte e mais rápido.
Além disso, o Operador disporia de uma vantagem psicológica. "X", frente a frente com a criatura que ele adorava e odiava, sentir-se-ia inibido e podia não ser capaz de atacar o Operador com a fúria e o vigor exigidos.
Covarde que fosse tal acto, detestável que fosse, teria de atacar o Operador pelas costas. Mas os seus actos detestáveis tinham sido muitos desde que se lançara contra os outros e ele era capaz de fazer aquilo. Ainda que ensinado desde a mais tenra idade a detestar a violência, também lhe tinham ensinado que a violência era justificada quando a sua vida se encontrava em perigo. A ressurreição que para todos os efeitos tornava toda a gente indestrutível no "Mundo do Rio" não entrava nisso. Apesar do que os seus mentores tinham dito, os fins justificavam os meios. Além disso, todos quantos ele matara não ficariam realmente mortos para sempre. Pelo menos fora o que ele pensara. Mas não previra aquela situação.

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Por razões técnicas, O Labirinto Mágico será dividido em três volumes.

Prefácio do autor:

Agora termina a série do "Mundo do Rio", todas as pontas soltas atadas num nó górdio que resiste a todas as espadas, todos os mistérios humanos revelados, os milhões de quilómetros de "O Rio" e os muitos anos de buscas e de "A Busca" completados.

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