nº 322 - A Conquista de Marte 2



Autor:William Rollo
Título original: The Olimpus Gambit
1ª Edição: 1983
Publicado na Colecção Argonauta em 1984
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº321 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O segundo volume de A Conquista de Marte, ou seja The Olympus Gambit, de William Rollo, mantém o nível de estilo e de precisão técnica da primeira. Tem, no entanto, um aliciante suplementar: um final absolutamente inesperado, mas terrivelmente lógico. De uma lógica sem par, na história da ficção-científica.
Eis como se inicia a maravilhosa aventura:

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No dia quarenta e quatro, Sylvester cometeu o seu erro de programação.
Ao fim de seis semanas de missão os delgados crescentes da Terra e da Lua tinham diminuído de tal modo que a olho nú não eram mais do que pontos de luz - a Lua muito fraca. Além disso, estavam a entrar lentamente na inobservável influência do Sol. Eris - ou Athene como por convenção se gostava de dizer - estava verdadeiramente sózinha no sistema solar. Já não fazia parte de qualquer planeta. Na sua longa transferência orbital, o director fizera-a avançar lentamente em torno do Sol até que o seu propulsor iónico a começou a retardar par a levar à órbita menos rápida de Marte. Marte agora não parecia maior do que a Terra porque a sua face iluminada estava virada para a Athene e mostrava-se como um ponto salmão-rosado entre as estrelas - uma cabeça de alfinete entre outras cabeças de alfinete.
Gabrielle videofonou a Cavendish de manhã. Quando ele a viu no monitor soube que a estava a ver como ela fora dois minutos antes. Qualquer pergunta que agora fosse feita, iria ser sujeita a um hiato de quatro minutos na conversação.
- Thomas, não gosto desta maneira de telefonar. Não fazia ideia de que esta coisa da demora fosse tão má. Pensei que poderiamos falar - isto é: falar devidamente. E não podemos. É pior do que escrever cartas. Há coisas que eu gostaria de dizer, e pensei dizê-las, mas agora não posso.
Estava desanimada e apressou-se. Ele quis interrompê-la, obrigá-la a ser mais lenta e perguntar-lhe o que ela queria dizer. Mas esse era o problema. A interrupção era impossível.
Não te quis dizer, mas durante todo este tempo tenho estado preocupado contigo. Não é muito profissional da minha parte dizer-te isso. Devia mostrar-te confiança e animar-te. Mas por favor toma muito cuidado. Não te intrometas em nada, mas vigia toda a gente - para teu próprio bem.
Ela estava a falar de um gabinete que ele não conhecia. Atrás de uma divisória de vidro, pessoas bem vestidas e com aspecto eficiente moviam-se atarefadas com maços de papel de computador ou conferenciavam em grupos ardorosos que se formavam e dispersavam. Havia um ar de presa, ou mesmo de caos.
Gabrielle olhou apressadamente por cima do ombro. Não estava a mostrar o seu habitual domínio sobre si própria.
- Não sei até que ponto posso falar. Nem mesmos sei o que quer dizer ou o que está a acontecer. E não sei de ninguém que o saiba.
Há muita actividade entre o FOE e o executivo. Estão a falar de mudança de chefia no Kremlin e creio que se trata de uma mudança radical. Romanov desapareceu ou talvez esteja morto e parece que nada conseguimos com Petrovski. Isto faz parte de um verdadeiro saco de problemas que se aceleraram nos últimos dias. Parecem não estar relacionados. É difícil ver o panorama completo a menos que se esteja ao nível de chefe de departamento.
O tráfego diplomático entre Moscovo e Pequim tem aumentado. E há qualquer coisa que eu não sei o que seja, prestes a estoirar no Sudoeste Asiático. Mas já muitos jogos de computador sem acção e os cenários fazem as pessoas dar pulos. Há crise. O FOE acabou agora mesmo de rever os dados sobre a missão a Marte, mas não faço ideia de qual o aspecto que lhes interessa.

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Introdução:

Eis o segundo volume de A Conquista de Marte, a versão portuguesa de The Olympus Gambit, de William Rollo, uma obra invulgar porque nela se encontra uma descrição primorosa, científica e técnicamente correcta do que poderá ser o envio da primeira expedição humana ao planeta Marte.
Uma advertência se faz ao leitor: por favor, não corra a ler as últimas páginas. Aguarde calmamente a evolução do tema. Porque o final é dos mais surpreendentes - ainda que dos mais lógicos - que alguma vez surgiram numa obra de ficção-científica.  

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