nº 37 - As Cavernas de Aço


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Caves of Steel
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº36 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

As "cavernas de aço" são enormes cidades sob cúpula onde os seis biliões de habitantes da Terra levam uma existência de térmites, sem nunca verem as enormes planícies desertas do exterior nem o espaço e as suas estrelas. E, no entanto, os homens tinham, outrora, conquistado cinquenta planetas! Os descendentes desses arrojados pioneiros tinham criado uma civilização prodigiosa, graças aos seus robots. Mas eram poucos, muito poucos...

Um grupo de "Homens do Espaço" veio, pois, estabelecer-se na Terra. Instalados na sua cidade isolada de Spacetown, pouco contacto têm com a humanidade terrestre. No entanto, exercem sobre ela uma espécie de domínio benévolo. A sua ideia, é introduzir os robots na vida das "cavernas de aço" para perturbar o sistema económico e provocar, assim, uma insatisfação que leve de novo os homens a abandonar a Terra, em procura de novos mundos.
Esse plano parece não resultar. Por reacção, numerosos são aqueles que desejam uma vida mais primitiva, aquela de antes das "cavernas de aço". Assim, quando um homem influente do Espaço é assassinado, em estranhas circunstâncias - provávelmente por um desses "Medievalistas" - o caso torna-se grave.
O detective Elijah Baley é encarregado do inquérito. Deve aceitar a assistência - exigida pelos homens do Espaço - de um dos seus robots mais eficientes, o humanóide R. Daneel Olivaw. Se não conseguir descobrir o assassino, arrisca-se a perder o seu lugar de C-5 na organização quase militarizada das "cavernas de aço". E é provável que, então, os robots não tardem em eliminar os detectives humanos!... No decurso de palpitantes acontecimentos, os motivos subtis dos homens do Espaço e os temores e esperanças do "Medievalistas" desvendam-se pouco a pouco. E o próprio detective se torna o suspeito nº 1...
Não se trata, neste espantoso romance, talvez o melhor de Isaac Asimov, apenas da solução engenhosa de um enigma policial - únicamente possível num futuro distante - mas também de uma imagem poderosa e inquietante desse futuro: o choque de duas concepções sociais dramáticamente opostas...

Nota: na capa, o nome de Isaac Asimov aparece escrito com um "z". Todavia o nome dele costuma escrever-se, pelo menos na tradução feita do seu nome original russo, com um "s". Aliás na página interior, o nome do autor já aparece como "Asimov". Curiosamente, o nome dele em russo é mesmo com um "z"... (Isaak Judah Ozimov), em russo Айзек Азимов.

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