nº 94 - SOS Lua



Autor: Arthur C. Clarke
Título original: A Fall of Moondust
1ª Edição: 1961
Publicado na Colecção Argonauta em 1965
Capa: Lima de Freitas (uma das capas mais bonitas da Colecção, na minha opinião)
Tradução: Jorge Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº93 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Arthur C. Clarke, é um cientista de alto renome e um autor de ficção-científica de primeiro plano no panorama das letras mundiais. A sua obra, das mais populares entre os apreciadores do género, foi recentemente distinguida como o Prémio Kalinga
A Idade do Ouro, foi o seu primeiro romance apresentado na Colecção Argonauta, na qual vai sair brevemente S.O.S. Lua, uma das obras fundamentais de Arthur C. Clarke.
Toda a intriga principia quando Pat Harris, capitão da nave espacial Selénio, a única nave que alguma vez foi à Lua, assistia, pelo espelho retrovisor, à entrada dos passageiros que pretendiam obter os bons lugares junto da janela. Miss Wilkins, elegante hospedeira de bordo, no seu lindo uniforme azul do Comité Turístico Lunar, recebia amigávelmente os viajantes. E Pat Harris não sentia decerto sem emoção que, em serviço, Miss Wilkins não era "Susan", a Susan das horas de intimidade e paixão.
E assim começa essa aventura empolgante: a bordo de uma nave espacial turística, no início de mais um cruzeiro maravilhoso, Pat Harris contempla os rostos dos turistas que partiam, em visita a um mundo que, outrora, nos anos longínquos (1964 ou 1965?), não fora senão o símbolo de lugares eternamente inacessíveis. 
Entre as pessoas que se instalavam a bordo, Pat Harris não reconhecia nenhum rosto familiar. Na maior parte, tratava-se de turistas típicos, pessoas de uma certa idade, que faziam a viagem maravilhosa da sua vida... Sómente quatro ou cinco passageiros não haviam atingido ainda os trinta anos. Era, provávelmente, técnicos em férias, que prestavam serviço numa das diversas bases lunares. 
E Pat dá-se conta de um facto perturbador. Descobrira que, de um modo geral, as pessoas que já não eram novas vinham da Terra, ao passo que as outras tinham a sua residência da própria Lua. Mas, para todos eles, o Mar da Sede contituía uma novidade.    
Pelas escotilhas do Selénio, avistava-se a sua superfície poeirenta e gris, que se alargava, ao que parecia, infinita, até às estrelas. Por cima dela, figurava-se, suspenso, o crescente da Terra - no seu declínio - num ponto do céu que era sempre o mesmo e que se mantinha havia vários anos. A luz brilhante, azul e verde ao mesmo tempo, do planeta-mãe, desdobrava sobre esta paisagem estranha a sua radiação fria - e mesmo muito fria, na verdade: talvez duzentos graus abaixo de zero, à superfície.
É neste estranho ambiente, de uma precisão de desenho invulgar, que se inicia o espantoso romance de Arthur C. Clarke e que a Colecção Argonauta tem a honra e o prazer de lançar no próximo mês.

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