nº 131 - Viajantes no Tempo


Autor: Clifford D. Simak
Título original: Time Is The Simplest Thing
1ª Edição: 1961
Publicado na Colecção Argonauta em 1968
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº130 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Clifford D. Simak aborda nesta obra o problema do Tempo. Não o faz, porém, em termos especulativos, inacessíveis ao leitor profano. Clifford D. Simak estrutura a sua narrativa em termos de acção, porque, precisamente, o tempo exige acção e movimento.
Viajantes do Tempo é um romance sensacional, e, sem dúvida alguma, uma das mais altas e valiosas realizações de Clifford D. Simak, que, todavia, é um dos escritores norte-americanos de Ficção-Científica mais admirados em Portugal, onde a sua obra se encontra largamente difundida através da Colecção Argonauta da Editorial "Livros do Brasil".
Viajantes do Tempo, vem culminar a já longa série de lançamentos deste reputado autor e contribuir para a lista, igualmente extensa, dos best-sellers incluídos na Colecção Argonauta, na qual se encontram representados os melhores cultores deste género literário.
Se é verdade que uma obra de Clifford D. Simak é sempre uma garantia de sucesso, não será menos verdade que Viajantes do Tempo será um êxito ainda mais amplo do que é habitual. 

Introdução:

Ao princípio foi a scientification, um termo inventado por um homem chamado Hugo Gernsback, que publicara várias revistas de divulgação científica - "Modern Electrics", "Science and Invention", "Electrical Experimenter" - e que em 1926 resolveu fundar uma nova publicação, que trataria sómente de histórias curiosas em que a Ciência e a Técnica seriam o elemento principal: "Amazing Stories". Depois, e muito rápidamente, veio a verdadeira Ficção-Científica - aquela onde as situações inesperadas, impossíveis na literatura clássica, eram o principal, e a Ciência servia apenas para explicá-las. Hoje, não é a divulgação da Ciência e da Técnica nem são as situações inauditas ou imprevistas por elas explicadas que interessam os melhores autores do género. É o aspecto humano, quando não o aspecto social.
Clifford D. Simak é um dos melhores exemplos dessa tendência. Desde as suas pimeiras obras, revelou-se não só um mestre - em qualquer género de literatura -, mas também um inovador, porque, para além da Ciência e da Técnica, o fulcro das suas obras é o Homem, e a Humanidade. As consequências, nem sempre maravilhosas, do progresso. Não o progresso da máquina, mas sim a do próprio ser humano, em si e no seu conjunto.
A sua magistral "City" - "As Cidades Mortas", na tradução portuguesa (Colecção Argonauta nº117), foi celebrado como uma obra-prima, não só da ficção-científica, como da literatura em geral. Aí, talvez, o colectivo - a Humanidade e o seu destino - dominasse o indivíduo. Mas depois Simak preocupou-se com o problema do Homem - pobre, isolado, nem sequer muito inteligente, apenas normal - perante a grandeza do Universo e a pequenez e mesquinhez do seu Mundo. E assim nasceram As Flores que Pensam (nº112), a extraordinária Way Station (nº200 da Vampiro numa edição comemorativa) - e um romance que recebeu o prémio Hugo e o impressionante e vigoroso Deixêmo-los no Céu (nº128).
Viajantes do Tempo, é uma obra de nível idêntico. O seu elemento principal não é uma máquina, nem uma teoria científica. É apenas a vida de um homem no futuro. De um homem quase igual a qualquer outro. Num futuro que nem sequer é belo. Um futuro irreal, mas que ninguém poderá apontar como impossível. Porque nele o poder do espírito sobrepôr-se-á a todos os outros.

Nota: mais uma vez por parte da Colecção Argonauta é completamente omissa, também na introdução que se reproduziu acima, qualquer informação ao nº130A da Colecção, onde foi publicada também a obra mencionada como fazendo parte da Colecção Vampiro: Way Station. De qualquer modo, é mais uma obra fantástica de Clifford D. Simak, abordando um dos meus temas favoritos na ficção-científica: as viagens no Tempo!

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