nº 225 - Em Busca do Futuro



Autor: A.E. Van Vogt
Título original: Quest for the Future
1ª Edição: 1970
Publicado na Colecção Argonauta em 1976
Capa: Manuel Dias

Tradução: Eurico da Fonseca 


Súmula - Foi apresentada no livro nº224 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Eram filmes simples, educativos. Tratavam dos alimentos, de motores diesel, de aviários, de tratamento de árvores de fruto e de outras coisas úteis e vulgares. Pelo menos, os nomes indicados nas caixas assim o diziam. E a verdade é que milhares de pessoas tinham visto filmes e não tinham encontrado neles outra coisa, se não o que os títulos diziam. Até que alguém reclamou, porque vira "uma coisa sem pés nem cabeça". Uma reclamação muito estranha, que exigia uma investigação.
E o filme que não tinha pés nem cabeça foi projectatdo, para se averiguar de como e porquê poderia ter desagradado a alguém. Era um filme simples, educativo. Tratava da "Magia dos Alimentos". No nome, mas não de facto. O facto era que ele mostrava sons e imagens que não tinham nada que ver com o mundo presenet. E o mesmo acontecia com outro filme: em vez de motores diesel, falava-se nele de propulsores espaciais, anti-gravitacionais. E ainda o mesmo com outro filme - com todos os filmes.
Uma brincadeira de mau gosto? Por certo que não. Quem dispenderia tanto dinheiro, tanto trabalho, para se rir à custa de quem. Os filmes simples, educativos, do presente, tinham sido substituídos por filmes do futuro. Como e porquê?
Eis o tema apaixonante de  EM BUSCA DO FUTURO, obra de Van Vogt - um dos autores da ficção-científica mais conhecidos do nosso público, e também um dos que mais tem figurado na Colecção Argonauta. 

Prólogo:

O tempo é a grande constante, mas a constância não é uma relação simples. O tempo está onde estamos. Nunca é o mesmo em toda a parte. A luz de uma estrela penetra a atmosfera. Traz consigo uma imagem vinda de sete mil anos no passado. Um electrão descreve uma trajectória de lux através de uma câmara de nuvens. Traz consigo uma imagem de cinquenta, cem ou mais anos no futuro. As estrelas, o mundo do finitamente grande, estão sempre no passado. O mundo do imenso, mas sempre finitamente pequeno, está sempre no futuro. 
Esse é o rigor do universo. Esse é o segredo do tempo. 

Nota: começa com este livro a 3ª série de capas da Colecção Argonauta, a das capas prateadas.

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