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nº 297 - O Planeta dos Dragões 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonflight
1ª Edição: 1968
Publicado na Colecção Argonauta em 1982
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº296 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Durante milénios, os magníficos Dragões de Pern tinham-se dado com orgulho ao serviço da humanidade. E os homens que os montavam eram literalmente de uma espécie à parte, com capacidades telepáticas especiais desenvolvidas através de longos séculos para os unir com os Dragões na defesa do planeta contra os temidos Fios de Prata que periodicamente flutuavam, vindos do Espaço. Os Homens dos Dragões, não menos, que os gloriosos animais que eles cavalgavam através dos céus, eram o escol de Pern, orgulhosos herdeiros do direito de proteger o seu planeta.
Mas passara-se muito tempo desde que Pern necessitara alguma defesa e as memórias dos pagadores de dízimos e dos tradicionalistas eram curtas. O Estábulo dos Dragões era miserável, os seus recursos pobres e, pior que tudo, a força de Dragões de combate reduzira-se a meia dúzia de esquadrões, lamentavelmente inadequada à defesa de um planeta inteiro quando os Fios viessem.
E um dia eles viriam...
Eis o resumo de O Planeta dos Dragões, versão portuguesa da cèlebre série The Dragonriders of Pern, de Anne McCaffrey, que será publicada nos próximos 3 volumes da Colecção Argonauta.

Nota do Editor

Anne McCaffrey é um dos poucos autores de ficção-científica que receberam os dois maiores prémios literários do género: o Hugo e o Nebula.
A obra que celebrizou Anne McCaffrey tem o título original de The Dragonriders of Pern e é uma das mais célebres da ficção-científica. Dividida originalmente em duas partes, - Dragonflight e Dragonquest - será na versão portuguesa, por razões técnicas, publicada em três volumes.

Dedicatória:

Querido Deus

Sim, aqui está uma Virgínia que
me ajudou a criar este planeta e
as maravilhas nele. E pelas quais vos
estou grata.

AMJ

nº 298 - O Planeta dos Dragões 2


Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonflight and Dragonquest 
1ª Edição: 1968
Publicado na Colecção Argonauta em 1982
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº297 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Os Fios - as estranhas formas de vida do planeta errante a que os habitantes de Pern chamam a - Estrela Vermelha - começam a cair. E só há uma defesa contra eles: os Dragões de Pern e os seus cavaleiros.
O que se diria uma história de pura fantasia é, na verdade, uma das melhores obras de ficção-científica até hoje escritas. Lendo-a,  comprende-se que a sua autora, Anne McCaffrey, seja um dos poucos laureados com os Prémios Hugo e Nebula.

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No segundo volume de O Planeta dos Dragões, a obra-prima de Anne McCaffrey, o interesse não diminui. A estranha mas empolgante história de Pern, o planeta esquecido, cortado de todo o contacto com os outros mundos desde tempos imemoriais, vivendo sob o perigo constante e único dos Fios de Prata, que descem sobre eles de séculos a séculos vindos da Estrela Vermelha - outro planeta, vindo dos confins do espaço e entrado numa órbita irregular - continua com a aproximação dos tempos de perigo que a maioria dos habitantes do planeta persiste em ignorar, e que só os cavaleiros dos Ninhos, com os seus fabulosos Dragões (que se diriam arrancados das páginas de uma novela fantástica, mas na verdade são um prodígio da engenharia genética) conseguem enfrentar, através de uma luta portentosa.
O Planeta dos Dragões, no original dividido em duas partes - Dragonflight e Dragonquest - é publicado no nosso país em três volumes, por razões técnicas.  

Introdução:

A introdução repete o texto apresentado na súmula da edição.

nº 299 - O Planeta dos Dragões 3


Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonquest 
1ª Edição: 1968
Publicado na Colecção Argonauta em 1982
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº298 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

A célebre obra de Anne McCaffrey The Dragonriders of Pern, é constituída no original por dois livros: Dragonflight e Dragonquest. Na versão portuguesa, em que recebeu o título de O Planeta dos Dragões, o texto teve que ser dividido em três volumes, por razões técnicas.
Eis o início do Terceiro Volume de O Planeta dos Dragões:

Quente, cheia de areia e pegajosa, com suor e sal, o triunfo fez esquecer todas as irritações menores quando Kylara olhou para baixo, para a ninhada que desenterrara.
- Eles podem ter sete - murmurou ela, olhando para o nordeste e para o Ninho. - Tenho uma ninhada inteira. E outra dourada.
Soltou uma gargalhada rouca. Quando Meron de Nabol visse aquelas belezas... Não tinha dúvidas de que o Senhor odiava os cavaleiros porque invejava os seus dragões. Muitas vezes ele lamentava-se de que as Impressões não deviam ser monopolizadas. Pois bem, ver-se-ia se o poderoso Meron seria capaz de Impressionar um lagarto de fogo. Não tinha a certeza daquilo que a ela daria maior prazer: que ele fosse capaz disso ou não fosse. Tanto lhe fazia. Mas se ele pudesse Impressionar um lagarto de fogo, um bronze, por exemplo, e ela tivesse uma rainha no pulso, e os dois acasalassem... Podia não ser tão espectacular como nos grandes animais, mas perante os dons naturais de Meron... Kylara sorriu com uma antecipação sensual.
- Será melhor que tenham o valor que suponho - disse ela, olhando para os ovos.
Pôs os trinta e quatro ovos endurecidos sobre a espessura de vários sacos de pedras-de-fogo que trouxera. Enrolou a trouxa em peles de "wher" e depois na sua espessa capa de lã. Fora Mulher-de-Ninho o tempo bastante para saber que um ovo subitamente arrefecido nunca mais chocava. E aqueles estavam muito perto de abrir. 
Portanto muito melhor.
Prideth tolerara a preocupação da sua cavaleira com os ovos dos lagartos de fogo. No entanto protestou quando Kyalara lhe deu as coordenadas do Baluarte de Nabol, e não as do Ninho do Sul. 
Começava a amanhecer em Nabol quando a chegada de Kylara levou o "wher" de vigia a correr, uivando, para o seu covil. A guarda conhecia demasiado bem a Mulher-do-Ninho do Sul para protestar contra a sua entrada e um pobre diabo qualquer foi mandado acordar o Senhor. Kylara ignorou a testa franzida de Meron quando ele apareceu nas escadas do Baluarte Interior.
- Tenho ovos de lagarto de fogo para ti, Senhor Meron de Nabol - gritou ela, apontando para a trouxa que um homem carregara - Quero vasilhas com areia quente para não os perdermos. 
"Será que ele tem outra na sua cama?" - pensou Kylara, quase disposta a pegar no seu tesouro e desaparecer.
- Sim, parvo. Tenho uma ninhada de lagartos de fogo prestes a nascer. A oportunidade da nossa vida. - Kylara voltou-se imperiosamente para a governanta de Meron que entrava, meio vestida. - Deita água quente sobre toda a areia quente que tiveres e trá-la imediatamente.
- Ovos de lagarto de fogo? - perguntou Meron. - De que estás a falar, mulher?
- São impressionáveis. Adquirem os seus espíritos ao saírem da casca, tal como os dragões. Se os alimentarmos até ficarem estúpidos, são nossos para toda a vida. - Kylara estava  a colocar os ovos cuidadosamente sobre as pedras quentes da grande lareira. - E trouxe-os aqui exactamente a tempo - acrescentou ela, triunfante. - Juntem os vossos homens rapidamente. Queremos Impressionar tantos quantos forem possíveis.
Meron, rangendo os dentes enquanto observava o seu comportamento com algum cepticismo e muita malícia, confessou:
- Estou a tentar saber como isso poderá beneficiar alguém.
- Usa a tua cabeça, homem - respondeu Kylara, ignorando a reacção amarga do Senhor à sua imperiosidade. - Os lagartos de fogo são os antepassados dos Dragões e "têm todas as suas capacidades!"
Meron só precisou de um instante para compreender o significado daquilo. Enquanto gritava ordens para que os seus homens fossem despertados, colocou-se ao lado de Kylara, ajudando-a a colocar os ovos em frente ao lume.
- Vão ao "entre?" Podem comunicar com os seus proprietários?
- Sim. Sim.
- Esse ovo é de ouro - gritou Meron, estendendo a mão para ele, os olhos pequeninos a refulgirem de cupidez.
Ela deu-lhe uma palmada na mão. 
- O dourado é para mim. O de bronze é teu. Tenho a certeza que este... não, este... é um bronze.
As areias quentes foram trazidas e deitadas sobre a pedra da lareira. Os homens de Meron desceram as escadas, vindos do Baluarte Interior, preparados para a Queda dos Fios. Peremptoriamente, Kylara ordenou-lhes que pusessem de parte a sua parafernália e começou a instruí-los sobre a maneira de Impressionarem lagartos de fogo.
- Ninguém pode apanhar um lagarto de fogo - murmurou alguém, bem no fundo das fileiras.
- Tenho-os aqui, mas duvido que alguma vez tenhas um, sejas tu quem fores - afirmou Kylara.
Sem dúvida os Velhos tinham alguma razão: os homens dos Baluartes estavam a tornar-se demasiado arrogantes e agressivos. Ninguém se atreveria a falar no Baluarte do pai dela, quando ele estava a dar ordens. E ninguém nos Ninhos interrompia uma Mulher-dos-Ninho.
Terão que ser rápidos - observou ela - Saem da casca cheios de fome e comem tudo quanto está ao seu alcance. Tornam-se canibais se não os detêm. 
- Quero segurar o meu até que ele saia da casca - disse Meron a Kylara, em voz baixa. Estava a acariciar os três ovos cujas cascas sarapintadas ele supunha serem de bronzes.

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Nota: pergunto-me sinceramente, se James Cameron não terá lido e apreciado bastante a obra de Anne McCaffrey, e se esta não lhe terá nalgumas partes servido de inspiração. A Impressão dos Dragões, fez-me imediatamente lembrar do filme Avatar.

nº 314 - O Dragão Branco 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: The White Dragon
1ª Edição: 1978
Publicado na Colecção Argonauta em 1983
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº313 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Nos números 297, 298 e 299 da Colecção Argonauta, foram incluídos sob o título O Planeta dos Dragões, as duas primeiras partes de The Dragonriders of Pern, a obra-prima de Anne McCaffrey, que no original tiveram respectivamente os nomes de Dragonfly e Dragonquest. Agora surgiu a terceira parte, The White Dragon, a história do jovem e aventuroso Senhor Jaxom e do seu extraordinário dragão branco, Ruth, que à nascença parecera degenerado e enfezado, mas que, com os seus muitos talentos e uma incrível agilidade, viria a ser mais importante para Pern e para os seus habitantes do que se poderia imaginar.
Se algo se pode dizer desta terceira parte da obra de Anne McCaffrey - que por razões técnicas será dividida em dois volumes - é que as qualidades da autora, a sua prosa magnífica, a arte com que cria a curiosa atmosfera de Pern, com os seus dragões inteligentes, a sua sociedade retornada aos tempos medievais, descobrindo de novo as ciências e as técnicas sob a ameaça terrível dos Fios de Prata qe caem dos céus e tudo queimam, surgem agora ainda mais refinadas.
Por certo que O Dragão Branco irá ser recordado como uma das mais belas obras da ficção-científica, em todos os tempos.

Introdução:

A introdução repete integralmente o texto da súmula. 

nº 315 - O Dragão Branco 2



Autor: Anne McCaffrey
Título original: The White Dragon
1ª Edição: 1978
Publicado na Colecção Argonauta em 1983
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº314 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

A continuação de O Dragão Branco - a última parte da célebre trilogia The Dragonriders of Pern, que entre nós foi editada sob o título de O Planeta dos Dragões (nº 297, nº 298 e nº 299 da Colecção Argonauta) - tem, pelo engenho e arte de Anne McCaffrey, um encaminhamento e um ritmo completamente diferente dos iniciais. para se avaliar da sua intensidade e do seu interesse, bastará reproduzir a seguinte passagem:

Muito encorajados, os lagartos-de-fogo juntaram-se a Canth e aos cavaleiros, e a terra voou por toda a parte. Quando a abertura estava quase livre, descobriram também o bordo de ataque arrendondado de uma das asas curtas que, como o Harpista se apressou a observar, provavam que os animais se recordavam precisamente do que os seus antepassados tinham visto. Quando se conseguia fazê-los recordar...
Quando a porta ficou completamente livre, os trabalhadores afastaram-se para que o Harpista se aproximasse e os examinasse. 
- Creio que será melhor entrar agora em contacto com F'lar e Lessa. E seria extremamente incorrecto excluir Mestre Farandel. Eel até nos poderá talvez dizer de que foi que eles construíram esta nave!

A descoberta das naves em que um dia os homens chegaram a Pern é somente o princípio de uma nova epopeia. Porque lá em cima, no céu, estão três estrelas - as Irmãs do Dia. Serão mesmo estrelas?  

Introdução:

O Dragão Branco é a última parte da célebre trilogia The Draongriders of Pern, de Anne McCaffrey, publicada nos números 297, 298 e 299 da Colecção Argonauta sob o título O Planeta dos Dragões.
Por razões técnicas, O Dragão Branco teve de ser dividido em dois volumes, sendo este o segundo.

nº 347 - Moreta de Pern 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Moreta, Dragonlady of Pern
1ª Edição: 1969
Publicado na Colecção Argonauta em 1983
Capa: A. Pedro
Tradução: Eduardo Saló

Súmula - Foi apresentada no livro nº346 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Depois de O Planeta dos Dragões e O Dragão Branco, eis o primeiro volume de mais uma das maravilhosas obras de Anne McCaffrey sobre a epopeia de Pern, o mundo dos dragões, em que os homens têm de lutar contra os terríveis Fios, que de longos em longos Turnos descem da Estrela Vermelha em busca de tudo quanto é orgânico - de tudo quanto vive ali.
Moreta de Pern situa-se numa época ainda mais primitiva, durante a Sexta Passagem da Estrela Vermelha, mil e quatrocentos Turnos depois de as primeiras naves terem chegado a Pern. É a história de Moreta, a Mulher do Ninho de Fort, e da sua rainha de dragões, Orlith
Oito Turnos antes da Passagem tudo parece correr bem em Pern - mas então os animais que no planeta substituem os cavalos e os bois começam a morrer. Pern está perante um perigo mortal - e Moreta tem nas mãos o futuro do planeta.  

nº 348 - Moreta de Pern 2















Autor: Anne McCaffrey
Título original: Moreta, Dragonlady of Pern
1ª Edição: 1983
Publicado na Colecção Argonauta em 1986
Capa: A. Pedro
Tradução: Eduardo Saló

Súmula - Foi apresentada no livro nº347 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Eis o segundo e último volume da obra magistral de Anne McCaffrey, considerada pela crítica mundial como sendo uma das mais notáveis criadoras de ficção-científica, não só no âmbito da tónica, mas também, na extasiante concepção do maravilhoso
Após O Planeta dos Dragões - com que a Colecção Argonauta apresentou a autora ao público português - e o sequente Dragão Branco, o presente romance Moreta de Pern vem confirmar o inesgotável poder imaginativo desta famosa irlandesa.  
Num planeta, ameaçado pelos pavorosos Fios, Moreta, a Mulher do Ninho do Forte, terá de lutar pela salvação desse mundo ameaçado de extinção.
Com efeito, declara-se uma epidemia cujo tratamento é totalmente desconhecido para aquele povo munido recursos assaz modestos par enfrentar semelhante flagelo. Após consulta persistente aos Registos-documentos em que figuram os conhecimentos deixados pelo Antigos desde a Travessia -, o Curador-chefe descobre uma maneira de produzir soro imunizante capaz de pôr termo à devastação provocada pela doença. 
No entanto, a sua distribuição à escala planetária, que necessita de ser urgente, revela-se praticamente impossível dentro do tempo disponível. É então que Moreta decide utilizar um meio que só um grupo restrito de pessoas conhece bem para superar o obstáculo aparentemente intransponível.

nº 458 - A Canção dos Dragões



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonsong
1ª Edição: 1976
Publicado na Colecção Argonauta em 1995
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul Gonçalves

Súmula - Foi apresentada no livro nº457 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

A série de obras sobre o planeta dos Dragões trouxe à autora os Prémios Hugo e Nebula, transformando-se num dos maiores sucessos de todos os tempos nos domínios da ficção-científica. 
Foram já incluídas na Colecção Argonauta três dessas obras: O Planeta dos Dragões (nº289, nº290 e nº291), O Dragão Branco (nº314 e nº315) e Moreta de Pern (nº347 e nº348), todas elas caracterizadas pela invulgaridade das histórias, por um surpreendente humanismo e pela fascinante descrição das relações entre os pioneiros - perdidos num mundo em que todos os seres vivos estão sujeitos a uma ameaça terrível que desce dos céus - e os dragões, que são os únicos que podem ajudá-los a combatê-la. 
Agora, em A Canção dos Dragões, é apresentada a história de Menolly, a Dama da Música, que ensinou nove dragões a cantar e nunca mais pôde viver sozinha.

nº 467 - A Cantora dos Dragões 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonsinger
1ª Edição: 1977
Publicado na Colecção Argonauta em 1996
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul Gonçalves

Súmula - Foi apresentada no livro nº466 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Em A Canção dos Dragões - volume nº458 desta mesma Colecção - surgiu Menolly, a Dama da Música, que ensinou nove dragões a cantar e nunca mais pôde viver sozinha.
Agora, Menolly encontra-se na Casa das Harpistas, montada no seu Dragão de Bronze depois de ter escapado aos terríveis Fios, impressionado nove Dragões de Fogo e escrito canções que agradaram ao Mestre Harpista de Pern.
Mas qual poderá ser o seu futuro na Casa dos Harpistas e, sobretudo, como poderá ela viver como os outros e encontrar o merecido lugar no futuro de Pern?

nº 468 - A Cantora dos Dragões 2



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonsinger
1ª Edição: 1977
Publicado na Colecção Argonauta em 1996
Capa: A. Pedro
Tradução: Raul Gonçalves

Súmula - Foi apresentada no livro nº467 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Iniciado no volume anterior, termina agora mais um romance integrado na famosa série dos Dragões, que consagrou definitivamente Anne McCaffrey como uma das mais importantes personalidades da ficção-científica.
O estilo do texto, a combinação da fantasia com a poesia e a forma discreta e curiosa como a ciência é inserida não têm par, mas acima de tudo é o desenho das personagens que encanta, mais parecendo de seres vivos.
Uma das mais belas é, precisamente Menolly, que em A Canção dos Dragões (nº458 da Colecção Argonauta), quando já nada havia que a afastasse das suas melodias e dos seus bem-amados Dragões de Fogo, tem de encontrar o seu caminho no futuro de Pern, e passar a viver com os outros.

nº 476 - Os Tambores dos Dragões



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragondrums
1ª Edição: 1979
Publicado na Colecção Argonauta em 1997
Capa: A. Pedro
Tradução: Eduardo Saló

Súmula - Foi apresentada no livro nº475 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O mundo de Pern em que os descendentes dos colonos terrestres conseguiram sobreviver à ameaça de uma estranha forma de vida graças a uma simbiose com animais inteligentes, semelhantes aos dragões míticos e regressaram a uma sociedade medieval, é o tema que tem alimentado a longa série do Planeta dos Dragões, de Anne McCaffrey, um dos maiores sucessos de ficção-científica. Os seus consecutivos volumes têm sido publicados na Colecção Argonauta e a eles se junta agora Os Tambores dos Dragões, a história de Piemur, o jovem que sonhava com os dragões de fogo e que depois de a mudança de voz ter posto fim à sua bela carreira de cantor se tornara num aprendiz de tambor. Quando o seu mundo é de novo ameaçado pelo inimigo alienígena, Piemur vê-se encarregado de uma missão perigosa: a de partir para as terras do Sul, com um pequeno lagarto de fogo, para convencer os rebeldes ali exilados a tomar parte na luta contra a terrível ameaça.Assim principia este novo romance de Anne McCaffrey:  

O rufar surdo dos grandes tambores em resposta a uma mensagem do leste acordou Piemur. Nos seus cinco Turnos no Salão de Ofícios do Harpista, nunca se habituara àquele ruído que fazia vibrar os ossos. Enquanto se voltava, ensonado, reflectia que, se os tambores rufassem todas as alvoradas, ou na mesma sequência, se acostumaria o suficiente para não o acordar. No entanto, duvidava. Tinha, naturalmente, o sono leve, talento que adquirira quando era pastor e precisava de manter os ouvidos atentos aos alarmes nocturnos entre os animais corredores. A facilidade redundara com frequência em vantagem, porque os outros aprendizes do seu dormitório não podiam atacar com a vingança em mente. E era acordado com frequência por visitantes discretos transportados em dragões para se avistarem com o Harpista-Chefe de Pern, ou pelas chegadas e partidas do próprio Chefe Robinton, pois tratava-se indiscutivelmente de um dos homens mais importantes daquele universo, quase tão influente como F'lar e Lessa, Chefes do Ninho de Benden. Além disso, ocasionalmente, nas noites quentes de Verão, quando os estores do salão principal ficavam levantados e os chefes e os assalariados supunham todos os aprendizes a dormir, ouvia conversas fascinantes e desinibidas que pairavam na atmosfera. Uma criatura pequena como ele tinha de se manter à frente de todos os outros, e o facto de escutar com frequência indicava-lhe como devia proceder.  
Enquanto tentava dormir mais um pouco na alvorada cinzenta, a sequência do rufar ecoava-lhe no espírito. A mensagem provinha do harpista do Baluarte de Ista, pois captara o sinal identificativo. Mas não tinha a certeza do resto - qualquer coisa referente a um navio. Talvez devesse aprender os batimentos das mensagens rufadas. Em todo o caso, não surgiam com grande frequência, agora que cada vez mais pessoas possuíam pequenos lagartos de fogo para as fazer chegar aos vários pontos de Pern.
Perguntava-se quando lhe iria parar às mãos um ovo de lagarto de fogo. Menolly prometera oferecer-lhe um, quando a sua rainha, Beldade, acasalasse. Era, sem dúvida, uma ideia atraente, admitia ele, realisticamente consciente de que ela talvez não pudesse distribuir os ovos como desejasse. O Chefe Robinton decerto os quereria destinar da maneira mais vantajosa para o Salão do Harpista. E Piemur não o podia desapontar. Em todo o caso, um dia teria o seu lagarto de fogo. Uma rainha ou, pelo menos, um bronzeado. 
Uniu as mãos atrás da cabeça, enquanto ponderava a deliciosa perspectiva. Como ajudara Menolly a alimentar os seus nove, familiarizara-se um pouco com os hábitos, mais do que algumas pessoas que tinham lagartos de fogo, as mesmas que há Turnos proclamavam que a posse de semelhantes criatura correspondia ao sonho de todos os rapazes. Isto, pelo menos, até que F'nor, cavaleiro do castanho Canth, impressionara uma pequena rainha numa praia do continente austral. Depois, Menolly, a meio caminho de Pern, salvara os ovos de um lagarto de fogo de se perderem durante as marés invulgarmente grandes daquele Turno. Agora, toda a gente queria um lagarto de fogo, e ele admitiu que deviam ser minúsculos primos dos enormes dragões de Pern.  

nº 501 - A História de Nerilka



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Nerilka's Story
1ª Edição: 1989
Publicado na Colecção Argonauta em 1999
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares

Súmula - foi apresentada no livro nº500 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Neste novo volume da apreciada série do Planeta dos Dragões, o mundo de Pern sofre as consequências de uma epidemia devastadora que, no entanto, gerará um elevado espírito de entreajuda, do qual apenas se alheou o pai de Nerilka, que se recusou a partilhar o Forte Hold com os outros Holds.
Desiludida com o comportamento da família, e desejosa de colaborar no socorro dos necessitados, Nerilka resolve partir, a fim de desempenhar esta missão humanitária. E é assim que vai ter a Ruatha Hold, onde Lorde Alessan prepara o soro capaz de combater a terrível praga.
O que Nerilka nunca imaginou, porém, foi que este novo caminho iria alterar o curso da sua vida.

nº 530 - A Reinvenção dos Dragões 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonsdawn
1ª Edição: 1988
Publicado na Colecção Argonauta em Outubro de 2001
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº529 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":  

O deslumbrante planeta Pern parecia um verdadeiro paraíso para os seus novos colonizadores - até que um terror inimaginável o transformou em inferno. De súbito, uma chuva de esporos mortais começou a cair do céu como se de fios de prata se tratasse, e esses esporos devoravam tudo - e todos - à sua passagem. Então todos se convenceram de que a colónia, isolada da Terra como estava e carente dos recursos necessários para enfrentar aquela ameaça, estava condenada. 
Foi nessa altura que alguns dos colonos notaram que os pequenos lagartos-dragões que habitavam o planeta se tinham juntado à luta contra o inimigo, incendiando-o com o seu bafo e teleportando-se depois, rapidamente, para lugar seguro. Lembraram-se então de que o ideal seria que esses dragõezinhos crescessem o suficiente para poderem ser montados por homens e se tornassem suficientemente inteligentes para trabalharem em equipa com os seus cavaleiros.
E assim, pediram à mais talentosa das suas geneticistas que tentasse criar o tipo de criaturas de que o planeta Pern tão desesperadamente necessitava - os Dragões!

nº 531 - A Reinvenção dos Dragões 2



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dragonsdawn
1ª Edição: 1988
Publicado na Colecção Argonauta em Novembro de 2001
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº530 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":  

O seu olhar susteve o de Nora Sejby. Ela não era certamente o tipo de pessoa que ele teria achado indicada para impressionar um dragão, mas Tenneth tinha-a escolhido, e teriam de se aguentar. Nora era propensa a acidentes e Tenneth tinha já arrastado a sua colega para fora da terra e impedido que esta caísse nos buracos e fendas que existiam nos montes em volta das Cavernas de Catherine. Por outro lado, Nora tinha navegado pela Baía do Mónaco desde que tinha tido forças para lidar com a cana do leme e tinha-se especializado tanto em deslizadores como em barcos. 
- Para já, temos o ar em nosso redor. Se cairmos, caímos numa superfície dura e que nos irá ferir - Sean fez os gestos, apropriados, batendo com uma mão na palma da outra, sobressaltando Nora com o ruído. 
- E então? - disse Peter Semling. - Usamos uma sela.
- As costas dos dragões têm asas - replicou secamente Sorka.
- Montamos à frente, sentando-nos na parte côncava entre as duas cristas - prosseguiu Sean, pegando numa folha de película opaca e num marcador. Fez um esboço rápido do pescoço e ombros do dragão, e da disposição das duas faixas. - O cavaleiro tem de usar um cinto robusto, amplo como um cinto de ferramentas. Prendemo-nos de ambos os lados, e o cinto de segurança passa sobre as nossas coxas como medida extra de apoio. E iremos precisar de arreios de voo especiais e óculos protectores - o vento fez com que eu ficasse com os olhos cheios de lágrimas, e nem sequer estive no ar assim tanto tempo.
- Como é que foi realmente, Sean? - perguntou Catherine Radelin, com os olhos a brilharem de entusiasmo.
Sean sorriu.
- Foi a sensação mais incrível que jamais tive. É melhor do que voar numa nave completamente mecânica, quero dizer... - Ergueu os punhos, retesando os braços para o peito e impulsionando as mãos para cima, numa expressão de experiência indescritível. - É... é algo entre nós e o nosso dragão, e... - Estendeu os braços - E todo o raio do mundo.
Fez uma apresentação menos dramática na reunião improvisada quando lhe pediram para contar como tinha sido tal experiência. Sean teria preferido ter falado do assunto em particular, talvez com o Almirante Brenden, Pol, ou Red, mas deu consigo a enfrentar toda a assembleia. 
- Escute, Red, o risco foi justificado - disse, olhando rapidamente para o almirante e depois para Red Hanrahan. O seu sogro tinha ficado furioso e magoado como que ele considerara uma traição. Sean não tinha esperado aquilo. - Estávamos quase no cume quando soube subitamente que tinha de provar que os dragões nos podiam levar. Senhor almirante, por vezes, nem todos os planos do mundo nos levam ao ponto certo na altura certa.
O almirante acenou sabiamente com a cabeça, mas a expressão surpreendida do rosto de Jim Tillek e a atenção súbita de Ongola indicaram a Sean que tinha dito algo errado. 
- Eu podia arriscar o meu próprio pescoço, mas não o de outros - prosseguiu ele - de forma que temos de levar algum tempo para conseguirmos preparar outros cavaleiros para voar. Eu próprio já cavalguei muito e dirigi deslizadores, mas voar num dragão não é a mesma coisa, e não irei tentá-lo novamente até que Carenath tenha alguns cintos de segurança para pôr. E em mim.  

nº 533 - Os Renegados de Pern 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: The Renegades of Pern
1ª Edição: 1989
Publicado na Colecção Argonauta em Dezembro de 2001
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº532 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":  

Tanto quanto a memória do povo de Pern lhe permitia recordar-se do passado, os Senhores sempre o haviam protegido dos terríveis microorganismos que caíam do céu como se de fios de prata se tratasse, e destruíam tudo aquilo em que tocavam. Em troca da protecção que os Senhores lhe concediam nas suas enormes fortalezas de pedra, o povo pagava-lhes tributo, o qual, por sua vez, servia para pagar os domínios onde permaneciam os dragões, a mais poderosa arma defensiva de Pern.
Nem todos, porém, no planeta se integravam nesse sistema mútuo de protecção e segurança. Muitos havia que, por excessiva pobreza ou em retaliação por qualquer crime, tinham perdido os seus haveres, ou haviam sido forçados a abandonar a terra de um Senhor, que era também o lugar onde desde sempre tinham habitado. Havia além disso aqueles que, como sucedia com o clã dos comerciantes a que pertencia Jayge, preferiam a liberdade dos caminhos à segurança de um domínio. Para todos eles, a vida tornara-se uma luta constante pela sobrevivência. 
Foi assim que inesperadamente, de entre a massa daqueles que a sociedade banira, se formou um bando de renegados, conduzidos pela hábil e ambiciosa Thella. Um bando de cujas malfeitorias ninguém parece estar a salvo.  

nº 534 - Os Renegados de Pern 2



Autor: Anne McCaffrey
Título original: The Renegades of Pern
1ª Edição: 1989
Publicado na Colecção Argonauta em Dezembro de 2001
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Santos Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº533 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Quando finalmente se torna claro que Thella pretende apoderar-se de Aramina, uma jovem que é suposta manter uma forma de ligação telepática com os dragões, e sobretudo após os ataques que os bandidos lançaram contra os seus amigos e familiares, Jayge decide que não descansará enquanto a não derrotar.
É verdade que Thella se encontra agora em fuga, juntamente com alguns dos seus amigos mais fiéis, seguidores. E ninguém sabe para onde tentará dirigir-se, se para aquilo que alguns pensam ser um vastíssimo continente e outros apenas uma ilha ligeiramente maior do que Ista, se para as águas escaldantes dos mares do Sul.
No final, endurecido pelos perigos e pelo carácter implacável da luta, Jayge correrá o risco de se tornar igual, em frieza e em crueldade, à própria líder dos renegados de Pern...

nº 537 - Uma Nova Esperança em Pern 1



Autor: Anne McCaffrey
Título original: All The Weyrs of Pern
1ª Edição: 1991
Publicado na Colecção Argonauta em Julho de 2002
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Rolão Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº536 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Geração após geração, os cavaleiros dos dragões tinham dedicado a sua vida a combater os terríveis microorganismos que caíam do céu, como se de fios de prata se tratasse, e destruíam tudo aquilo em que tocavam. Cavalgando os seus magníficos dragões telepáticos, voavam através dos céus de Pern para darem batalha a esse inimigo amaldiçoado, antes que ele chegasse à superfície do planeta. Mas o maior sonho dos cavaleiros era encontrar um modo de erradicar definitivamente aquela ameaça, de modo a que nunca mais Pern corresse perigo de destruição.
Ora, pela primeira vez, tal sonho está prestes a realizar-se. Porque quando o povo de Pern, liderado por Masterharper Robinton e F'lar e Lessa, Weyrleader e Weywoman de Benden Weyr, realiza algumas escavações nas zonas onde os primeiros colonos do planeta se haviam primitivamente instalado, é descoberto o sistema de inteligência artificial desses colonos - que por sorte ainda funciona! E o computador tem extraordinárias notícias para eles: há possibilidade - real possibilidade - de poderem finalmente derrotar o seu inimigo de sempre!

nº 538 - Uma Nova Esperança em Pern 2



Autor: Anne McCaffrey
Título original: Dreaming in Smoke
1ª Edição: 1991
Publicado na Colecção Argonauta em Outubro de 2002
Capa: António Pedro
Tradução: Alexandra Rolão Tavares
Revisão: Dália Moniz 

Súmula - foi apresentada no livro nº537 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O dia estava inadequadamente belo quando o Mestre Harpista, envolto num manto com o azul dos Harpistas, foi sepultado nas aprazíveis águas azuis-esverdeadas do seu amado Baluarte da Enseada. O Mestre Idarolan tinha enviado o seu navio mais rápido e tinha vindo num dragão para o comandar ele próprio. O Mestre Alemi, com a sua corveta do Rio do Paraíso, e os pequenos "caiques" que pescavam na Baía do Mónaco, reuniram-se para receber as muitas pessoas que iriam escoltar o Mestre Robinton até ao seu local de repouso. 
Todos os Weyrs de Pern pairavam no céu e enquanto os lagartos-de-fogo circulavam tristemente em volta deles, o navio partiu do Baluarte da Enseada. Os Senhores Proprietários e os Mestres de Ofícios enchiam as cobertas entre os harpistas de todos os níveis.
Sebell e Menolly cantavam todas as canções que tinham tornado o Mestre Harpista tão amado por toda a gente, e Menolly recordou o dia em que ela tinha cantado na despedida do seu pai, Petiron, o dia que tinha dado início à maior alteração da sua vida.
E à medida que o navio se dirigia para a Corrente, os grupos de golfinhos lideravam o caminho, a deslizarem, mergulharem e a planarem, emergindo por entre as ondas do navio. 
Quando o seu corpo foi depositado no mar, os dragões fizeram soar uma última nota pelo Mestre Harpista Robinton.
Jaxom, no céu com Ruth, observou a ondulação a expandir-se e a misturar-se com as ondas. Após uma noite angustiada, tinha conseguido suplantar o seu desgosto em relação ao Mestre Robinton e a sua ideia aleatória de que Ruth e ele tinham podido ou deviam ter evitado aquela morte pacífica. 
Mas não tinha conseguido ainda suplantar o golpe amargo de perder o Svidia. Jaxom sentia que tinha sido abandonado precisamente quando tinha uma dolorosa necessidade de sabedoria e do apoio do Svidia. Não tinha ele feito tudo aquilo que o Svidia desejara? Colocar-se a si próprio e a Ruth em perigo para realizar o raio das prioridades da ingrata máquina?
"Compreendo o teu desgosto, Jaxom" - disse calmamente Ruth, cujo olhar, como o de qualquer outro dragão, observava a cena abaixo de si enquanto os barcos mudavam de rota para regressarem ao Baluarte da Enseada. - "Porque albergas tanta raiva e ressentimento?"
- Ele deixou-nos, e sem o Mestre Robinton, precisamos dele mais do que nunca.
- "Nós não; tu. Mas essa é uma forma errada de pensar nas coisas. O Svidia deixou todas as informações de que necessitas, e apenas tens que ir buscá-las para resolveres os problemas agora."  
Pela primeira vez na sua longa amizade, Jaxom ficou ressentido com as palavras de Ruth.
- "Provavelmente" - disse Ruth jocosamente - "não sabes que eu tenho razão. Acho que o Svidia estava tão cansado como o Harpista, tendo tido de espera todas aquelas longas Voltas para terminar as suas tarefas e manter a fé nos seus criadores."
Embora Jaxom estivesse a tentar resistir àquela ideia, as palavras da última mensagem do Svidia ecoaram na sua mente. Como Robinton tinha apreciado o Svidia! Teria o Svidia terminado a sua existência antes ou depois do Mestre Robinton ter fechado os olhos?
Sem dúvida que se o Svidia se tivesse apercebido do estado de Robinton, teria pedido ajuda. Aquela opções tinham ocupado toda a gente no dia anterior. Mas todos tinham estado de acordo com D'ram em que o Svidia tinha alcançado aquelas antigas prioridades - com grande honra. 
"Então, dá ao Svidia a honra que lhe é devida, Jaxom. A raiva e o ressentimento estão a ofuscar a tua mente e o teu coração."
Jaxom suspirou, e aceitou a repreensão suave do seu dragão branco. 
- Não tenho estado a pensar como devia, pois não?
- "Pensa no que fizemos juntos, tu e eu, para mostrarmos ao Svidia que podíamos fazê-lo. Fizemos o impossível porque eu sabia onde e quando o fazer. Ainda bem que rachaste o meu ovo naquele Dia de Eclosão, Jaxom, ou onde estaria Pern agora?"
Jaxom desatou a rir-se, provocado pela adulação maliciosa do seu dragão. Mas a lógica desse seu dragão tinha-o feito sair da depressão. 
- E que haja uma altura para cada objectivo sob os céus! - gritou para o ar que os envolvia. O que Ruth dizia era verdade: apenas ele, Jaxom, Senhor do Baluarte de Ruatha, e Ruth, o dragão branco, podiam ter feito o que tinha de ser feito para libertar Pern para sempre dos Fios, servindo o seu mundo como apenas um dragão e o seu cavaleiro podiam, unidos na mente e no coração na realização de um objectivo.
Jaxom e Ruth regressaram então ao Baluarte da Enseada, prontos para examinar o legado de conhecimento que o Svidia lhes tinha deixado.