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nº 87 - A Astronave da Esperança



Autor: Edmund Cooper
Título original: Seed of Light
1ª Edição: 1959
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues 


Súmula - foi apresentada no livro nº86 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

Edmund Cooper é o nome de mais um astro da ficção-científica moderna que a Colecção Argonauta, da editorial "Livros do Brasil", tem o prazer de apresentar aos seus numerosos leitores.
Em cada volume uma descoberta - assim se reclama a Colecção. Os oitenta e sete títulos já publicados confirmam a veracidade dessa frase-promessa. Descobrir um Bradbury, um Asimov, um Simak, um John Wyndham, um Carsac, um Roshwald, ou, como aconteceu mais recentemente, um Fred Hoyle, tem sido o palmarés desta colecção de Ficção-Científica que a "Livros do Brasil" regularmente publica. Estes autores, grandes em qualquer género literário, introduzem o leitor em novos universos que a fantasia e o conhecimento científico inculcam como reais. As aventuras inimagináveis, os problemas sociais e éticos mais insuspeitados, caracaterizam esse mundo futuro e com eles se defrontam os homens que nele vivem ou viverão. A Ficção-Científica coloca, pois, o leitor diante de novos horizontes, que alguns se inclinarão a considerar longínquos. Os avanços prodigiosos, e quotidianos, da ciência e da técnica não os tornarão porventura acessíveis aos homens do nosso tempo e quem sabe se a nós próprios?
Se a visão que muitos escritores de FC nos apresentam do futuro incorpora a antevisão de novas lutas e confrontações sangrentas, a verdade é que outros escritores nos descrevem o porvir em termos tranquilizadores, embora nada simplistas.
É justamente essa feição que encontramos em A Astronave da Esperança, o primeiro romance de Edmund Cooper a ser apresentado em Portugal. É um livro em que, a par de uma leitura envolvente e apaixonante, o leitor encontra o sugestivo quadro de um mundo possível, em que é igualmente possível a felicidade. A Colecção Argonauta, trazendo até nós este grande escritor, vem apresentar, do mesmo passo, um romance inestimável.

Nota: um livro muito interessante, que me prendeu a atenção por completo e que reli algumas vezes, sempre com a mesma sensação de encantamento. Uma excelente obra de ficção-científica.

nº 122 - Bandeirantes Num Novo Mundo


Autor: Edmund Cooper
Título original: Transit
1ª Edição: 1964
Publicado na Colecção Argonauta em 1967
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº121 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

O mito de Robinson Crusoe, continua habitando o coração dos homens. Anelo paradoxal, na época em que as criações humanas desmentem, a cada passo, a solidão. Cidades tentaculares, grande vaga demográfica, avião supersónico, a solidão é um paraíso perdido ou, quando muito, uma nostalgia. Ao mesmo tempo não se ouve, porventura, o lamento dos que a sofrem como um destino cruel e frequentemente insuportável?
Até para gozar da própria solidão o Homem necessita do Homem. Num universo em que a solidão não tivesse remédio, sentiriamos, cedo ou tarde, a aridez do deserto. O homem necessita do homem para sobreviver. Robinson sem Sexta-Feira, não era Robinson.
Bandeirantes num Novo Mundo de Edmund Cooper, soube restituir-nos, em novo contexto, o prestígio do mito e o sentido profundo da sua significação. No século XX, a ilha deserta transforma-se, todavia, em planeta, astro errante num céu que, de tão imenso, quase perdeu a dimensão redutível à escala humana. Evolados, súbitamente, do cenário habitual das suas vidas, algumas criaturas vêem-se lançada num mundo novo, onde terão que subsistir. É um mundo a descobrir e a entender, numa viagem de pioneiros em que o mais importante é o que os homens descobrem neles próprios: em que os enigmas mais significativos dizem respeito às suas vidas, reacções, comportamento; em que a lição mais autêntica é o aprendizado de uma nova inocência e de uma nova sabedoria.

nº 136 - Ave Marciana



Autor: Edmund Cooper
Título original: A Far Sunset
1ª Edição: 1967
Publicado na Colecção Argonauta em 1968
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca

Súmula - foi apresentada no livro nº135 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Edmund Cooper volta a figurar na Colecção Argonauta com um dos seus romances mais brilhantes: Ave Marciana. A invulgar qualidade do seu estilo e da sua imaginação, fazem desta obra uma das mais sensacionais que entre nós se publicaram. As suas primeiras páginas introduzem-nos, desde logo, no clima de uma narração que, até ao fim, não mais deixará de nos prender:

A nave interstelar explodiu em glória, como os três sabiam que aconteceria, no trigésimo quinto dia da sua detenção nas masmorras de Baya Nor. Se eles compartilhassem da mesma cela, teriam podido ajudar-se uns aos outros, mas desde o dia da sua captura que haviam sido mantidos separados. Os seus únicos contactos eram a "noia" que vivia com cada um deles e os guardas que lhes traziam a comida.
A explosão foi como um tremor de terra. Abalou as próprias fundações de Baya Nor. O deus-rei consultou o seu conselho, o conselho consultou o oráculo; e o oráculo consultou os ossos sagrados, tremeu, entrou em transe e mergiu dele passado um tempo considerável, para anunciar que aquilo era o sinal de Oruri, que Oruri designara Baya Nor para a grandeza e que a chegada dos estranhos era um presságio favorável.
Os estranhos, no entanto, nada souberam dessas deliberações. Estavam encarcerados com as suas "noias" até que fossem suficientemente racionais - o que queria dizer: até que aprendessem a linguagem - para serem admitidos à presença do deus-rei.
Infelizmente o deus-rei, Enka-Ne, o 609º, não estava destinado a conhecê-los a todos por que a destruição da nave interstelar foi uma experiência muito traumática. Todos os estranhos possuíam um relógio electrónic; por isso, tinham podido contar os dias com a maior precisão. E todos eles sabiam qual o minuto em que o computador principal confessaria finalmente a si próprio que a tripulação ou abandonara a nave ou não podia voltar a ela. O computador principal - por razões óbvias às pessoas que haviam construído a nave - estava programado para para nesse momento programar a destruição. O que significava simplesmente que os comandos eram retirados do gerador nuclear. O resto aconteceria por si mesmo.
Cada um dos estranhos, no seu cárcere, começara a fazer uma contagem particular, aguardando simultâneamente que um ou mais dos outros nove membros da tripulação voltassem a tempo. Nenhum voltara. E assim a nave interstelar transformou-se numa nuvem em forma de cogumelo, um círculo de fogo ardeu até se extinguir nas florestas ao norte de Baya Nor, e uma pequena cratera de paredes vítreas ficou ali para recordar o acontecimento.
Nas masmorras de Baya Nor, o segundo-engenheiro enlouqueceu. Enrolou-se sobre si próprio como um feto. Mas como não se encontrava dentro de um útero e como não havia um cordão umbilical para lhe fornecer o sustento, e como a "noia", que era a sua única companhia, nada sabia sobre a alimentação intravenosa, acabou por morrer de fome.
O navegador-chefe reagiu com violência. Estrangulou a sua "noia" e depois conseguiu enforcar-se.
Por estranho que parecesse, o único membro da tripulação que conseguiu manter-se são de espírito e sobreviver, foi o psiquiatra da nave. Sendo por temperamento inclinado ao pessimismo, passara os últimos quinze dias do seu cativeiro a condicionar-se psicológicamente.
E assim, quando as masmorras tremeram, quando a sua "noia" se escondeu sobre o leito e quando com os olhos do seu espírito viu a bela forma da nave interstelar converter-se instantâneamente numa grande bola de fogo, repetiu a si próprio, hipnóticamente: "o meu nome é Poul Mer Lo. Sou um estranho. Mas este planete será o meu lar. É aqui que devo viver e morrer. É onde eu agora pertenço..."
Apesar das lágrimas que corriam pelas suas faces, sem ele dar por isso, Poul Mer Lo sentia-se extraordinariamente calmo. Olhou para a sua "noia", escondida debaixo da cama. Ainda que ele não entendesse perfeitamente a linguagem, compreendeu que ela estava a murmurar uma espécie de reza para afastar os espíritos maus. De repente, sentiu uma estranha e tremenda piedade. - Mylai Tui - disse ele, dirigindo-se-lhe formalmente. - Não há nada a temer. O que sentiste e ouviste não é a cólera de Oruri. É uma coisas que eu compreendo, ainda que não possa explicar-te. É uma coisa muito má, mas sem perigo para ti ou para o teu povo.
Mylai Tui saíu debaixo da cama. Em trinta e cinco dias e noites, aprendera muita coisa sobre Poul Mer Lo. Dera-lhe o seu corpo, dera-lhe os seus pensamentos, ensinara-lhe a língua de Baya Nor. Rira-se do embaraço e da estupidez dele. Fora surprendida pela sua ternura e admirara a sua amizade. Ninguém - mas ninguém - concedera alguma vez a sua amizade a uma simples "noia".  Excepto o estranho, Poul Mer Lo.
- O meu senhor chora - disse ela, incerta. - Eu tirei coragem das palavras de Poul Mer Lo. Mas a sua coragem é a minha coragem. Portanto, eu também devo chorar.
O psiquiatra olhou-a, perguntando a si próprio como poderia expressar-se numa linguagem que não parecia ter mais do que algumas centenas de palavras diferentes. Tocou no rosto dele e ficou supreendido ao encontrar lágrimas.
- Choro - disse ele calmamente - por causa da morte de uma grande e bela árvore. Choro porque estou muito longe da terra de meu povo, e não creio que possa lá voltar... - Hesitou. - Mas sinto-me satisfeito por te ter conhecido, Mylai Tui. E sinto-me também satisfeito por ter decoberto o povo de Baya Nor.
A rapariga olhou para ele.
- O meu senhor tem o dom da grandeza - disse ela, simplesmente. - Certamente que o deus-rei olhará para si e será sábio.
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Não deixe de ler este sensacional romance de Edmund Cooper,  Ave Marciana.

nº 165 - O Caos Suicida




Autor: Edmund Cooper
Título original: All Fools Day
1ª Edição: 1966
Publicado na Colecção Argonauta em 1971
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - foi apresentada no livro nº164 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
Edmund Cooper regressa à Colecção Argonauta, depois do êxito alcançado com Bandeirantes num Mundo Novo, Ave Marciana e a Astronave da Esperança.
Agora, em Caos Suicida, Edmund Cooper dá-nos a imagem espantosa de um mundo submetido a uma vaga de auto-aniquilamento, retrato apocalíptico de uma época desnorteada e trágica, que vai constituir um dos mais sensacionais best-sellers desta Colecção.
Não deixe, pois, de ler O CAOS SUICIDA.

Nota: uma obra perturbadora e daquelas que é quase impossível parar de ler depois de começar.

nº 172 - Quando Os Marcianos Vieram



Autor: Edmund Cooper

Título original: The Last Continent
1ª Edição: 1969
Publicado na Colecção Argonauta em 1971
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - foi apresentada no livro nº171 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Era proibido entrar na torre. A lei vinha de um tempo para além da memória do Homem, e ninguém que a houvesse infringido pudera sobreviver. Da torre fluía a energia e inteligência que mantinha viva a cidade de Noi Lantis, o único vestígio da civilização que restava na Terra.
O Terreno, Kymri e a bela rapariga invasora, Mirlena, já tinham violado outra lei terrível, atrevendo-se a amar-se. Agora iam cometer a mais assustadora das transgressões.
No entanto, nem pensaram em voltar para trás quando abriram as fulgurantes portas da torre. Lá dentro havai o segredo que podia dar ao Homem a sua última esperança de sobreviver - ou a sua sentença final...
Eis o tema da última obra de Edmund Cooper, o consagrado autor de A Astronave da Esperança (nº87), Bandeirantes num Novo Mundo (nº122), Ave Marciana (nº136) e O Caos Suicida (nº165). Uma obra excepcional, como todas essas.