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nº 259 - Triplanetária



Autor: E.E."Doc" Smith
Título original: Triplanetary
1ª Edição: 1934
Publicado na Colecção Argonauta em 1979
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº258 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Edward Elmer Smith nasceu em 2 de Maio de 1890 no Wisconsin e morreu em 31 de Agosto de 1965, dois anos depois de ter sido aclamado na Convenção Mundial dos Amadores de Ficção-Científica, em Washington., pelo conjunto da sua obra sem igual. Doutor em engenharia química, de onde lhe veio o apodo afectuoso de "Doc", trabalhava em Washington onde, em 1915, começou a escrever a sua primeira obra: The Skylark of Space, em que narrava a história do químico Richard Seaton, descobridor do metal X, e do seu amigo multimilionário, Reynolds Crane, para quem ele construíra o primeiro veículo interstelar. Um camarada de laboratório de Seaton, o Dr. Du Quesne, homem de grande saber, mas de baixa moral, tenta então roubar a nave e rapta a noiva de Seaton, que, na companhia de Crane, o persegue noutra nave. Mas os dois amigos perdem-se no espaço, são arrastados para muito longe, e vão descer num planeta onde são acolhidos por humanóides. O que se passa em seguida, tem muito a ver com space-opera, mas The Skylark of Space foi uma das obras de ficção-científica que maior interesse despertou, em todos os tempos, dando origem a uma série de que fizeram parte Skylark Three, Skylark of Valeron e Skylark Du Quesne, esta última publicada em 1965, semanas antes da morte do autor.
Em 1933, na revista Astounding Science Fiction, começou a ser publicada uma outra série de E.E. "Doc" Smith não menos famosa: a dos "lensmen", portadores da jóia de Arísia, uma arma fabulosa que permite aos terrenos tomar parte activa na luta que, desde o princípio dos tempos, opõe Arísia a Eddore. Nessa série, iniciada com Triplanetary e seguida por First Lensman, Galactic Patrol, Gray Lensman, Second Stage Lensman, Children of the Lens e Masters of the Wortex, "Doc" Smith alcançaria os seus pontos mais altos. Space-Opera, sem dúvida, mas da melhor que alguma vez se escreveu, tão boa, no aspecto dramático, como a de Edgar Rice Burroughs, mas com uma vantagem inestimável: sendo um homem de ciência, "Doc" Smith tratava os seus temas com todo o rigor científico possível, o que não poucas vezes, o levou a dar provas de uma intuição incrível; foi ele, em Skylark Three, quem pela primeira vez expôs a ideia de que o intervalo entre as partículas materiais, o chamado "espaço métrico", ou "vácuo polarizado" - (outrora "éter"), contém imensas quantidades de energia, superiores à própria energia nuclear. Essa ideia foi depois explorada por sábios tão célebres como Louis de Broglie e David Bohm. Outras ideias incrivelmente prescientes foram a de que as colisões de estrelas podiam ser origem de ondas de rádio, as prtículas de massa imaginária, o universo de sombra (recordando os hoje conhecidos "buracos negros"), e a neutralização da inércia.
Quando, em Setembro de 1963, a Convenção Mundial de Washington concedeu a E.E. "Doc" Smith a honra de ser o primeiro autor de ficção-científica a ser escolhido para o "hall-of-fame", John W. Campbell, outro grande nome da FC, afirmou: "Edward Elmer Smith foi quem deu à ficção-científica a sua última grande penetração; ainda esperamos que outro autor seja capaz de fazer o mesmo". 

Introdução:

(A introdução apresentada é a transcrição completa da súmula). 

nº 265 - O Planeta Secreto



Autor: E.E. "Doc" Smith
Título original: First Lensman
1ª Edição: 1950
Publicado na Colecção Argonauta em 1979
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº264 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Edward Elmer Smith é um dos autores mais célebres entre os mais célebres no domínio da ficção-científica. Doutor em engenharia química, conquistou por isso o apodo afectuoso de "Doc". E as obras de E.E. "Doc" Smith, ainda que hoje possam ser consideradas como space-opera - isto é: como aventuras épicas no espaço - nem por isso deixam de ter, mesmo nos aspectos que parecem mais audaciosos (ou verosimeis) uma lógica científica que surpreende pela sua intuição. É um facto que E.E. "Doc" Smith foi a primeira pessoa a sugerir que o espaço entre as partículas materiais, o chamado "espaço métrico", contém grandes quantidades de energia nuclear - uma ideia que foi depois explorada por sábios tão célebres como Luís de Broglie e David Bohm. Outras ideias suas, foram as de que as colisões de estrelas podiam ser origem de ondas de rádio, as partículas de massa imaginária, o "universo de sombra", (uma concepção muito semelhante à daquilo a que hoje se chamam "buracos negros") e a neutralização da inércia. 
É óbvio que na biblioteca dos amadoreds de ficção-científica, as obras clássicas de E.E. "Doc" Smith não podem faltar. Por isso, à publicação de Triplanetária - (Triplanetary), o primeiro volume da célebre série dos Lensmen (nnº 259 da Colecção Argonauta), se segue agora O Planeta Secreto - (First Lensman), uma obra igualmente curiosa e não menos épica. 

Introdução:

O Planeta Secreto é a versão portuguesa de First Lensman, o segundo volume da célebre série Lensmen, de E.E. "Doc" Smith, iniciada com Triplanetary, publicada na Colecção Argonauta com o nº 259, sob o título de Triplanetária. Não obstante, como todas as obras da série, o seu tema é independente. O único fio de ligação é a eterna luta entre as supercivilizações de Arisia e Eddore (símbolos do Bem e do Mal), uma empenhada em levar a espécie humana à perfeição, outra tudo fazendo para a destruir. Até que surge a misteriosa Lente, que dá aos homens o poder dos deuses... 

nº 270 - Patrulha Galáctica



Autor: E.E. "Doc" Smith
Título original: Galactic Patrol
1ª Edição: 1937
Publicado na Colecção Argonauta em 1980
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº269 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Edward Elmer Smith é um dos autores mais célebres entre os mais célebres no domínio da ficção-científica. Doutor em engenharia química, conquistou por isso o apodo afectuoso de "Doc". E as obras de E.E. "Doc" Smith, ainda que hoje sejam classificadas como puras "space-operas" - isto é, como aventuras épicas, mais ou menos ingénuas, no espaço cósmico - nem por isso deixam de ter, mesmo que nos aspectos que parecem mais inverosímeis, uma lógica científica que supreende pela sua intuição. É um facto que E.E. "Doc" Smith foi a primeira pessoa a sugerir que o espaço entre as partículas materiais, o chamado "espaço métrico", contém grandes quantidades de energia, superiores à própria energia nuclear - uma ideia que foi depois explorada por sábios tão célebres como Luís de Broglie e David Bohm. Outras ideias suas foram as de que as colisões de estrelas podiam ser origem de ondas de rádio, as partículas de massa imaginária, o "universo de sombra" (uma concepção muito semelhante à daquilo que hoje se chamam "buracos negros") e a neutralização da inércia.
É óbvio que na biblioteca de um amador de ficção-científica as obras clássicasd e E.E. "Doc" Smith não podem faltar. Por isso, à publicação de Triplanetária (Triplanetary), primeiro volume da célebre série dos Lensmen  (nº 259 da Colecção Argonauta), se seguiu a de O Planeta Secreto (First Lensman), nº 265 da mesma colecção) e se seguirá agora a de Patrulha Galáctica (Galactic Patrol). Importa notar que na sua versão portuguesa, a publicação das obras da série Lensmen segue a ordem da acção, e não a ordem porque foram publicadas no original: na verdade, enquanto Triplanetary foi escrita anteriormente a 1933, o segundo volume da série First Lensmen só o foi em 1950. Quando a Galactic Patrol surgiu pela primeira vez nas páginas da revista Astounding Stories, de Setembro de 1937, e muito embora fosse a segunda obra da série em data, era a terceira na ordem de continuidade. Jacques Sadoul diz dela: "É uma das melhores space-operas que conheço e um romance absolutamente apaixonante." E essa é a verdade. 

Introdução:

O texto da introdução é precisamente o mesmo texto que é apresentado na súmula. 

nº 275 - Heróis Galácticos



Autor: E.E. "Doc" Smith
Título original: Gray Lensmen
1ª Edição: 1951
Publicado na Colecção Argonauta em 1980
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº274 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":
Entre as listas das dez melhores obras de ficção-científica, em todos os tempos, é usual encontrar-se Gray Lensmen, de E.E. "Doc" Smith - a quarta obra da célebre série Lensmen, da qual já foram publicadas na Colecção Argonauta os volumes Triplanetária (nº259), O Planeta Secreto (nº265) e Patrulha Galáctica (nº270).
Gray Lensmen - que na versão portuguesa recebeu o título de Heróis Galácticos - é o volume seguinte. Publicado pela primeira vez na revista Astounding, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 1939, foi desde logo considerada pelos leitores como a melhor obra de Edward Elmer Smith. Tal como os outros da série Lensman, poderá dizer-se que se trata de "space-opera" autêntica, temperada todavia com a surpreendente capacidade de previsão científica do autor, mesmo quanto às suas ideias aparentemente meio fantásticas.  
Introdução
Gray Lensmen - na versão portuguesa Heróis Galácticos - é o quarto volume da célebre série Lensmen, de E.E. "Doc" Smith. Os volumes anteriores foram publicados na Colecção Argonauta com os títulos Triplanetária (nº259), O Planeta Secreto (nº265) e Patrulha Galáctica (nº270).
De Gray Lensmen, basta dizer-se que foi considerada uma das dez melhores obras de ficção-científica de todos os tempos, no inquérito realizado em 1947 pela fanzine (revista de amadores) Sun Spots e cujos resultados foram publicados quando da Convenção de Filadélfia em Setembro daquele ano. Outras obras que fizeram parte dessa lista foram Sian, de Van Vogt; The Outsider, de Lovecraft; The Moon Pool, de Merrit; A Máquina do Tempo, de Wells; A Martian Odyssey, de Weimbaum; Os Filhos de Matusalém; de Heinlein; Mimsy were the Borogoves, de Kuttner; Twilight, de Campbell, e Last Darkness Fall, de Sprague de Camp. Já em 1940, ano da sua publicação, os leitores da revista Astounding Science Fiction a tinham considerado como a melhor obra publicada nas respectivas páginas. 

nº 288 - A Lei do Espaço



Autor: E.E."Doc" Smith
Título original: Second Stage Lensmen
1ª Edição: 1953
Publicado na Colecção Argonauta em 1981
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº287 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

A Lei do Espaço - Second Stage Lensmen no título original - é mais um dos clássicos de E.E."Doc" Smith, integrado na série iniciada com Triplanetária - mais uma história da Patrulha Galáctica e de Kim Kinnison, e das sua luta contra o estranho e maldoso mundo de Boskone. 
Destruída a base dos piratas do espaço, aniquilados os seus chefes, seria de esperar que Boskone desaparecesse para sempre. Mas não. Misteriosamente, novas e poderosas bases boskonianas surgem através da galáxia, e o corpo de élite dos Portadores são forçados a enfrentar a verdade: cérebros ainda mais poderosos que os seus, operando a partir de um planeta desconhecido, estão a desencadear uma guerra final pela supremacia do espaço - e estão a caminho da vitória! 
Perante tal situação, só há uma coisa a fazer. Kim Kinnison resolve infiltrar-se no círculo interno de Boskone, tornando-se um boskoniano em cada gesto, pensamento e feito. Sobe a pouco na hierarquia da terrível organização alienígena até aos mais altos escalões - até ser aquele que dá as ordens que podem destruir a sua própria civilização! Eis um trecho da extraordinária aventura:

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- Pára, jovem! - rugiu a voz de Mentor, o Arisiano, nas profundezas do cérebro do Portador.
O jovem parou convulsivamente, quase a meio de um passo, e ao ver os olhos dele, hirtos e absortos, a enfermeira MacNougall empalideceu.
- Isto não é somente o pensamento sujo e disperso de que foste culpado com muita frequência nos últimos tempos - prosseguiu a profunda e ressoante voz silenciosa. - É simplesmente ausência de pensamentos. Por vezes, Kinnison de Tellus, quase perdemos as esperanças em ti. Pensa, jovem, pensa! É da claridade do teu pensamento e da realidade da tua percepção que depende todo o futuro da tua Patrulha e da tua Civilização, muito mais agora quem em qualquer momento passado.
- Que entende por "pensar"? - retorquiu Kinnison. O seu espírito era um torvelinho de surpresas, estupefacção e incredulidade.
Durante alguns instantes, porque Mentor não respondeu, o espírito do Portador Cinzento correu da incredulidade para a apreensão e daí para a rebelião.
- Ó Kim - exclamou Clarissa. Tinha as mãos dele entre as dela e compreendera todos os seus pensamentos. - Ó Kim! Eles não nos podem fazer isso!
- Afirmo que não podem! - rugiu Kinnison. - Pelos dentes de tungsténio de Klono, não o farei! Temos direito à felicidade, tu e eu, e nós...
- Nós o quê? - perguntou ela, calmamente. Sabia o que tinham a enfrentar, e como era uma mulher de alma forte, tinha mais facilidade em enfrentar a situação que ele. - Estás a precipitar-te, Kim e eu também estava.
- Suponho que sim, - admitiu ele, tristemente. - Porque é que, pelos nove infernos de Vaeria, eu tinha de me tornar num Portador? Porque não permaneci...
- Porque tu és tu - interveio a jovem, suavemente. - Kimball Kinnison, o homem que adoro. Não podes fazer outra coisa. E creio que a Companheira de um Portador também não pode ser cobarde. Isto não durará eternamente, Kim. Há apenas que esperar um pouco mais.
Olhos agora de um cinzento de aço fitaram do alto outros olhos, castanhos salpicados de ouro. - Concordas, Cis? Concordas?
- Não te desvies do teu dever, Portador Cinzento. Até que completes a tua missão, estarei aqui. Ou em qualquer outra parte, Kim. À tua espera.
O jovem abanou a cabeça e suspirou fundo. As mãos separaram-se. Kimball Kinnison, Portador autónomo, enfrentou o seu problema.
Começou a pensar realmente, a pensar com todo o poder do seu prodigioso cérebro. E ao pensar, compreendeu o que quisera dizer o Arisiano. Ele, Kinnison, cometera um erro tremendo na campanha boskoniana. Sabia que o Mentor, embora silencioso, estava em relação mental com ele, e friamente, amargamente, e quando pensou em tudo, até à sua conclusão lógica, soube o que viria depois. E viu:
- Ah, percebeste por fim uma parte da verdade. Viste que o teu pensamento superficial e confuso conduziu a um prejuízo quase irreparável. É certo que em espécimes tão jovens de uma espécie tão jovem, a emoção tem o seu lugar e a sua função, mas afirmo-te com toda a solenidade que o teu tempo de repouso emocional ainda não chegou. Pensa, jovem... PENSA!
O velho Arisiano cortou a ligação telepática.
Sem uma palavra, a enfermaria e o Portador voltaram para o quarto de onde tinham saído pouco antes. O almirante Haynes e o marechal-cirurgião Lacy ainda estavam sentados no sofá, organizando rosadas conspirações relacionadas com o casamento que tinham arquitectado tão subtilmente.
- Esqueceu alguma coisa, MacDougall? - perguntou amavelmente Lacy. Só então os dois homens notaram a expressão dos jovens.
- Que aconteceu? Fala, Kim! - ordenou Haynes.
- Muita coisa, chefe - respondeu calmamente Kinnison. - Mentor deteve-nos antes de chegarmos ao elevador. Disse-me que tinha metido os pés pelas mãos na questão boskoniana. Em vez de estar tudo resolvido, o meu erro levou-nos de volta ao princípio.
- Mentor!
- Disse-te isso!
- Voltámos atrás!
Os dois velhos oficiais estavam completamente confundidos. Os Arisianos nunca saíam das suas conchas. Além disso, eles tinham arquitectado tão cuidadosamente aquele romance, e agora ele desfizera-se em fumo. Só depois se aperceberam que acontecera mais alguma coisa. Toda a campanha boskoniana se desfizera igualmente em fumo.
O almirante Haynes, um mestre da táctica, reviu no seu espírito todas as fases da luta, sem encontrar nela uma falha.
- Mas não houve erro algum! - protestou ele em voz alta. - Onde é que eles pensam que nos enganámos?
- Não nos enganámos - eu é que me enganei- respondeu Kinnison, sem rodeios. - Quadno apanhámos Bominger - o gordo chefe dos Zwilniks de Radelix, como se lembram - vim a saber que Boskone joga sempre com uma carta na mão e outra na manga. Possuem observadores independentes em todos os postos que consideram importantes. Pensei que aprendera a ter esse facto em conta. Pelo menos, descobrimos que Boskone tinha linhas de comunicação que ultrapassavam os seus directores regionais e eram desconhecidas por estes, como aconteceu com Pellin de Bronseca. Portanto mudei a minha táctica e não julguei necessário considerar se Crownshield de Tressília III era ou não posto de parte do mesmo modo. Quando me dirigi de Jalte, no seu grupo de estrelas, até ao próprio Boskone, em Jarvenon, esqueci-me completamente disso. A possibilidade nem sequer me ocorreu. Foi aí que errei.
- Continuo a não compreender! - protestou Haynes. - Boskone era o principal.
- Sim? - perguntou Kinnison. - Era o que eu pensava - mas prove-o.

Introdução:

A Lei do Espaço (Second Stage Lensman) é o quinto volume da célebre série Lensman, de E.E."Doc" Smith - uma das mais famosas, entre os grandes clássicos de ficção-científica.
A Lei do Espaço constitui uma sequência directa de Heróis Galácticos, publicado na Colecção Argonauta com o nº275. Todos os outros volumes da série foram publicados na mesma colecção e pela ordem elaborada pelo autor: Triplanetária (nº259); O Planeta Secreto (nº265); Patrulha Galáctica (nº270). Nesses volumes se encontra a história da luta da Terra (ou Tellus), e mais tarde de toda a Civilização Galáctica, contra Boskone, o império do mal, cujas origens se escondem no espaço intergaláctico, e que, como a legendária Hidra, parece ter sete cabeças, capazes de renascerem mesmo depois de decepadas.
E assim, quando o Portador Cinzento, Kimball Kinnison, julgava ter destruido definitivamente o poder de Boskone, na ciclópica batalha de Jarvenon... 

nº 302 - Os Filhos do Cosmos

Autor: E.E."Doc" Smith
Título original: Children of the Lens
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1982
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº301 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

A célebre série Lensman vai chegar ao fim. O próximo volume da Colecção Argonauta - Os Filhos do Cosmos (Children of the Lens), no original - é o último da grande e maravilhosa história que E.E."Doc" Smith escreveu sobre os Portadores da Lente e a Patrulha Galáctica.  
Agora, os protagonistas já não são Kimball Kinnison e Clarissa MacDougal, mas sim Christopher K. Kinnison - "Kit" Kinnison - o seu filho. E Kathryn, uma das filhas. Os Filhos da Lente - os Filhos do Cosmos
É a batalha final - a Batalha de Eddore, travada com as armas mais fantásticas, como o túnel da morte hiper-espacial, através dos quais podem ser lançados planetas contra planetas, na guerra entre as galáxias. E travada também com a força dos espíritos, uma força incrível, desenvolvida no estranho mundo de Arisia.
Os volumes anteriores da série Lensman foram publicados na Colecção Argonauta com os números que a seguir vão indicados:

Triplanetária, nº 259
O Planeta Secreto, nº 265
Patrulha Galáctica, nº 270
Heróis Galácticos, nº 275
A Lei do Espaço, nº 288 

Damos em seguida um pequeno excerto:

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O Coordenador Galáctico Kimball Kinnison acabou a sua segunda chávena de café teluriano e entrou numa abstracção negra. vinte anos pouco o tinham mudado. Pesava o mesmo ou um pouco menos.Os cabelos pareciam castanhos; o seu rosto severo tinha poucas rugas. 
- Kim, desde quando pensas que podes fechar-me o teu cérebro? - perguntou Clarissa Kinnison num pensamento calmo. Os anos tinham tratado a Portadora Vermelha com bondade. Era fora bela, agora era magnífica. - Sabes que este compartimento está protegido, até mesmo contra as garotas.
- Desculpa, Cris, não foi por mal.
Ela riu-se - Bem sei. É automático. Mas há duas semanas que isso acontece.
- Tenho estado a pensar, por muito incrível que pareça.
- Bem sei. Fala, Kim.
- Têm estado a acontecer coisas inexplicáveis... sem razão aparente.
- Tais como?
- Todas as coisas insidiosas que se podem imaginar. Ódios, psicoses, histerias de massa, alucinações, apontando para uma epidemia de revoluções e tumultos em toda a Civilização, aparentemente sem qualquer base ou justificação.
- Como pode ser isso, Kim? Não ouvi nada a tal respeito"
- Não é coisa de que se fale. Cada sistema solar pensa que é um problema puramente local, mas não é. Como Coordenador Galáctico, com uma larga visão de tudo quanto se passa, pude aperceber-me disso antes de quaisquer outros. Enviámos alguém a sondar o caso e...
- E o quê?
- Os nossos Portadores não chegaram ao primeiro posto de vigilância. Depois pedi aos nossos Portadores da Segunda Fase - Worsel, Nadreck e Tregonsee - para largarem o que estavam a fazer e resolverem o problema. Não conseguiram nada. Seguiram e continuam a seguir uma multidão de pistas, mas até agora não conseguiram nada.
- O quê? Queres dizer que estamos perante um problema insolúvel?
- Até agora ainda não o conseguiram resolver. E isso dá-me furiosamente que pensar.
Compreendo e compreendo também que isso te dê tremendos desejos de te juntares a eles. Mas devias ter contado comigo desde o princípio.
- Tinha razões para não o fazer. Primeiro, Mentor disse que só os nossos descendentes estariam prontos para enfrentar o que vemos agora a formar-se, pouco a pouco. Segundo, és a única pessoa capaz de ler os meus pensamentos sem uma Lente. Terceiro, Mentor disse-nos que o nosso casamento era "necessário", uma palavra que te fez meditar algum tempo. Quarto, a fórmula da Patrulha é enviar o melhor homem para um trabalho e, se ele falhar, enviar o graduado Número Um da presente classe de Portadores. Quinto: um Portador tem que se habituar a usar tudo e toda a gente disponível seja o que for ou quem for. Sexto: Sir Austin Cardynge acreditou até à sua morte que fomos atirados propositadamente fora desse tubo hiper-espacial e para além do espaço.
- Continua: não estou a ver muita ligação nisso.
- Verás, se pensares nos seis pontos em ligação com a nossa situação actual. Kit gradua-se no próximo mês e por certo será o número um de toda a Civilização.
- Evidentemente. Mas no fim de tudo ele é um Portador. Ser-lhe-á entregue um problema qualquer; porque não esse?
- Não compreendes ainda qual é o problema. Tenho estado a juntar dois e dois durante semanas e não consigo outra resposta além de quatro. E se dois e dois são quatro, Kit terá de enfrentar Boskóne - o "verdadeiro" Boskóne: aquele que eu nunca alcancei e talvez jamais alcance.

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Introdução:

Esta é a última obra da série Lensman, de que fazem parte os seguintes volumes da Colecção Argonauta:

Triplanetária, nº 259; O Planeta Secreto, nº 265; Patrulha Galáctica, nº 270: Heróis Galácticos, nº 275; A Lei do Espaço, nº 288 

Quando a guerra de Boskónia terminou, Kimball Kinnison casou com Clarissa MacDougall, estabeleceu o seu quartel-general em Klóvia e assumiu os poderes de Coordenador Galáctico.
Kimball Kinnison, ainda que de modo nenhum fosse um mutante, era o penúltimo produto de uma prodigiosa linha de acasalamentos selectivos, meticulosamente preparados. O mesmo acontecia com Clarissa MacDougall. O Almirante Haines e o Marechal-Médico Lacy, pensaram que eles se deviam unir e promoveram um romance entre os dois. O resultado foi o de os genes deles se terem complementado para produzir o primeiro Portador da Terceira Fase: Christopher K. Kinnison.
Christopher nasceu em Klóvia. Três e quatro anos mais tarde, nasceram as suas quatro irmãs - dois pares de gémeas não idênticas. Quase não soube o que era ser uma criança de peito, quase não soube o que era a infância. Ele e as suas irmãs, tendo por pais os Portadores da Segunda Fase, habituados desde o princípio das suas vidas a criaturas como Worsel de Velantia, Tregonsee de Rigel IV e Nadreck de Palain VII, compreende-se que nunca tivessem ido à escola. Não eram como as outras crianças da sua idade, mas antes que Christopher soubesse que era invulgar que uma criança que ainda mal andava já calculasse órbitas de asteróides altamente perturbadas como um simples "exercício aritmético mental", sabia já que importava que mantivesse ocultas as suas "anormalidades". 
Christopher viajou muito, por vezes com o pai, ou a mãe, ou ambos; por vezes sózinho. Pelo menos uma vez por ano foi a Arisia, "receber tratamento". Por razões puramente físicas, seguiu os últimos dois anos do curso de Portadores, em Wentworth Hall em vez da Academia de Klóvia, porque em Tellus o nome de Kinnison nada tinha de especial e porque em Klóvia era impossível esconder o facto de que "Kit" Kinnison era o filho do Coordenador.
Esta é a história de "Kit" Kinnison, Portador do Terceiro Grau, e de suas irmãs - os Filhos do Cosmos. 

nº 313 - Os Senhores do Vórtice



Autor: E.E."Doc" Smith
Título original: The Vortex Blaster
1ª Edição: 1960
Publicado na Colecção Argonauta em 1983
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº312 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Os Senhores do Vórtice - no original The Vortex Blaster e mais tarde Masters of The Vortex, é considerado por alguns como o último volume da célebre série dos Portadores da Lente (Lensman) de E.E. "Doc" Smith, cujos volumes anteriores já foram publicados na Colecção Argonauta (Triplanetária, nº 259; O Planeta Secreto, nº 265; Patrulha Galáctica, nº 270; Heróis Galácticos, nº 275; A Lei do Espaço, nº 288 e Os Filhos do Cosmos, nº 302). Outros, todavia, discordam dessa inclusão, porque as figuras principais são outras, sem ligação com as anteriores.
Mas o estilo é o mesmo - um estilo ímpar, que maravilhou aqueles que, nos anos 30, ainda antes do começo da exploração do espaço cósmico, sonhavam com maravilhas. Ainda que "Doc" Smith tivesse escrito esta última obra muito mais tarde, já nos anos 50, e a tivesse dedicado a Robert A. Heinlein.
Quanto ao resto, bastará dizer que a Patrulha Galáctica continua presente. Boskone desapareceu, mas o mal persiste. A luta contra o mal tem de continuar e é a vez de Storm Cloude, o "génio da nucleónica" - como diz "Doc" Smith -, intervir com a sua nave Vortex Blaster, perseguindo e destruindo os vórtices, os turbilhões de "fogo nuclear" que surgem não se sabe de onde e, em número incontável, ameaçam os planetas por toda a Galáxia.
Eis o começo deste volume:

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Dispositivos de segurança que não protegem.
Navios "inafundáveis" que, antes dos dias da propulsão Bergenholm e da energia atómica e cósmica, se afundavam nas águas da Terra.
Mais particularmente, dispositivos de segurança que, ainda que protegessem contra um agente de destruição, atraíam como ímanes outros e ainda piores. Tais como o cabo armado dentro das paredes de uma casa de madeira, Protegia os condutores eléctricos contra os curto-circuitos acidentais externos, mas, se inequadamente ligados à terra, podiam atrair, e de vez em quando atraíam, as estupendas forças do raio. Então a armadura de aço explodia em incandescência dentro das paredes e a partir daí a existência da casa era medida em minutos.
Especificamente, quatro pára-raios. Os pára-raios protegiam a casa de plástico, vidro e cromados de Neal Cloud. Estavam devidamente ligados à terra, com cabos de cobre e prata do tamanho do indicador de um homem grande, porque Neal Cloud, doutor em Nucleónica, conhecia os relâmpagos e não estava disposto a correr riscos com a segurança da mulher e dos filhos.
Não sabia, nem sequer suspeitava, que sob certas condições de potencial atmosférico e de tensões electromagnéticas do solo, o seu sistema perfeitamente instalado e perfeitamente desenhado se poderia tornar num superpoderoso atractor de vórtices de desintegração atómica.
Por isso Neal Cloud, especialista em Nucleónica, estava agora sentado à sua secretária numa apatia tensa e vazia. O seu rosto estava meio cinzento, meio amarelado, as mãos com os tendões salientes agarravam rigidamente os braços da cadeira. Os olhos, duros e sem vida, olhavam o vazio, para além do pequeno retrato tridimensional de tudo quanto lhe dera razão de viver.
Porque a sua protecção contra os relâmpagos se tinha tornado num atractor de vórtices no mesmo momento em que um estúpido qualquer tentara eliminar um vórtice atómico "à solta". O estúpido morrera, evidentemente - como quase sempre acontecia - e o vórtice, em vez de ser destruído, foi simplesmente dividido em vários vórtices novos, muito depressa. Um desses elementos de energia furiosa e indominável, lembrando uma mão cheia de substância arrancada às profundezas de um sol, correra para a terra através da nova casa de Neal Cloud.
A casa não ardeu: explodiu. Nada de ela, dentro dela ou perto dela teve qualquer possibilidade de escapar, porque dentro de uma fracção de segundo o lugar onde ela estivera era uma cratera de lava fervilhante, ardente, uma cratera que enchera a atmosfera com vapores venenosos, que enchera todo o espaço em redor com radiações letais.
Cosmicamente, tudo aquilo fora infinitesimal. Desde que os homens tinham aprendido a usar a energia atómica que os vórtices desintegradores estavam a escapar-se ao seu domínio. Acidentes desses tinham acontecido e continuariam a acontecer. Mais do que um mundo, talvez, tinham sido ou podiam ser consumidos até ao último grama por esses vórtices desenfreados. E depois? Que importavam alguns grãos de areia a um reactor com oito mil quilómetros de comprimento, cento e sessenta de largura e dezasseis de profundidade?
Mesmo para o grão de areia chamado "Terra", ou como se dizia agora: "Sol Três", ou "Tellus do Sol", ou simplesmente "Tellus" - a questão era desprezível. Um homem morrera, mas ao morrer acrescentara uma página negativa ao espesso volume de resultados negativos já reunidos.

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nº 337 - Os Caçadores do Espaço



Autor: E.E. Doc. Smith
Título original: Spacehounds of IPC
1ª Edição: 1947
Publicado na Colecção Argonauta em 1985
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº336 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Os Caçadores do Espaço, é a versão portuguesa de Spacehounds of IPC, a obra que faltava na série Patrulha Galáctica, de E.E. Doc. Smith. Um clássico, portanto - um novo exemplo da Space Opera, que trouxe à ficção-científica tantos e tantos adeptos e que ainda hoje surpreende pelas suas previsões e pelo seu estilo peculiar. Como sempre, a acção é constante, entontecedora. Tudo começa numa nave de passageiros, que voa para Marte. Sem qualquer novidade... até que o gigantesco foguete estremece e parte-se ao meio! O Arcturus, paquete-cruzador tão luxuoso como invencível, está a ser cortado em fatias por "planos de luz que cegam quem os vê". Steve e Nadia, separados do resto da nave, observam as "mortais tesouras de luz", despedaçando, a pouco e pouco, os destroços. Depois, são capturados por um inimigo terrível... os super-cientistas de Júpiter!
É surpreendente ter "Doc" Smith previsto, quando da sua primeira edição do seu livro em 1931, o invento do raio laser, que só apareceria muito mais tarde.
Eis como se inicia este empolgante romance:

A Arcturus Parte para Marte
Como uma bola de râguebi feita de aço, a Arturus erguia-se na plataforma de largada, como um ovo na sua taça. Com trinta metros de largura e cinquenta de fundo, o berço tinha a superfície interna revestida de fibra e as paredes suportadas pelo aço e o betão da doca. Muito alto, no ar, subia a metade superior da nave espacial - uma massa enorme, cinzenta, de couraça de aço de um metro e vinte e cinco de espessura, curvando-se suavemente até uma proa afilada. Incontáveis centenas de finos riscos verticais cobriam toda a superfície, e aqui e ali o metal apresentava sulcos de centímetros de profundidade - cada risco e cada sulco o registo de qualquer meteorito que quisera discutir o direito de passagem com o cruzador do espaço. 
Um jovem forte abriu caminho através da multidão que se acumulava à entrada. Acenou com a cabeça despreocupadamente ao guarda e juntou-se à torrente de passageiros que fluía através das portas triplas da dupla escotilha e seguia pelo corredor para o centro da nave. No entanto, em vez de entrar por um dos elevadores que transportavam os passageiros para os seus camarotes na parte superior da enorme nave, ele fez abrir sem se saber como uma passagem numa parede de aço aparentemente nua e foi por ela até à sala de comando.
- Olá, Breck! - gritou o jovem, ao aproximar-se da consola do piloto-chefe, atirando ao mesmo tempo o seu saco para um canto. - Salve o seu computador de carne e osso! Porque é que fazes tanto barulho sobre os electrónicos?
- Olá, Steve! - disse o piloto-chefe, ao apertar cordialmente a mão ao jovem. - Estou contente por voltar a ver-te, mas não tentes brincar com o velhote. Sou tão ingénuo que acredito em quase tudo, mas algumas coisas não estão a ser feitas devidamente. Temos estado a gritar bem alto, por bons computadores desde que começaram a exigir-nos uma precisão de um centímetro em cada mudança de aceleração. mas tu és tanto um computador de bordo como eu sou um índio. Não se abatem andorinhas com peças de artilharia de costa!
- Obrigado pelo cumprimento, Breck, mas vou ser o teu computador nesta viagem. Newton, o velho patife, sabe o que vocês têm pela frente e vai fazer qualquer coisa sobre isso, mesmo que tenha de lamber o resto dos directores para o conseguir. Soube que ia estar à solta um par de semanas e pediu-me para seguir nesta viagem e ver o que pudesse. Vou verificar os dados do observatório - eles não sabem que estou a bordo -  eliminar os montes e vales da tua curva de aceleração, se possível informar Newton do que encontrar e do que penso que deva ser feito sobre isso. Vim demasiado cedo?
- Enquanto o recém-chegado falava, tirara a cobertura de um modelo à escala do sistema solar e pusera-o a funcionar sem perda de um momento, colocando à escala do modelo as várias estações de rastreio e procedendo a longos e complicados cálculos. 
O outro homem olhou as largas costas do jovem, curvado enquanto procedia aos cálculos, e no seu rosto preocupado surgiu um sorriso quase paternal, ao responder:
 - Cedo? Tu? Foste sempre assim. Faltam quinze segundos para o zero. Estamos no momento final. - Ligou o gravador automático e o altifalante a um circuito designado por "Observatório", aguardou até que uma pequena luz por cima mudasse para verde, e disse:
- Nave Interplanetária Arcturus: Piloto-Chefe Breckenridge; Viagem número quatro três dois nove. Pronto para o rumo final suplementar e dados de voo, Tellus para Marte.
- Os enxames de meteoróides ainda são demasiado numerosos para se viajar com segurança ao longo do rumo estabelecido - ouviu-se imediatamente através do altifalante. - Deve afastar-se mais do plano da elíptica. O éter estará livre para si ao longo da rota E2-P6-W41-K3-R19-S7-M14. Manterá uma aceleração constante de 981,27 metros por segundo entre as estações inicial e de rastreio. A sua largada não terá praticamente qualquer obstáculo, mas terá de usar das maiores precauções ao descer em Marte, porque, para evitar um desvio no estado de ausência de peso e uma perda de trinta e um minutos, deve passar muito perto de dois satélites marcianos. Para fazer isso com segurança deve passar a última estação meteorológica, M14, à hora marcada mais ou menos cinco segundos, à velocidade calculada mais ou menos dez metros, o que dará exactamente a aceleração negativa de 981,27 centímetros por segundo, exactamente sobre o raio-piloto que M14 enviará para si.
- Tudo bem. - Breckenridge observou atentamente o cronómetro triplo e depois desligou e olhou em volta da sala de comando, para as várias partes em que meia dúzia de assistentes mandriavam nos seus postos.
- Comando e energia: verificar! - berrou ele. - Conversores de direcção e propulsão!
O primeiro assistente observou os seus indicadores com atenção, enquanto fazia rodar rapidamente um comutador multipolar. - Conversor: eficiência 100; Projector: reactividade 100; em cada um dos números uma a quarenta e cinco inclusive. Tudo bem.
- Projectores de direcção!
Dois outros comutadores foram rodados de extremo a extremo. - Conversor: eficiência 100; projector: reactividade 100; dirigibilidade: 100; em cada um dos números de um a trinta inclusive, da banda superior, e em cada um dos números um a trinta e dois, inclusive, da banda inferior. Tudo bem.
- Giroscópios!
- 35.000. Em equilíbrio a dez graus. Tudo bem.
- Luzes superiores e placas avisadoras"
O segundo assistente pareceu galvanizado e num visor na frente dele surgiu uma imagem como se ele estivesse a olhar da proa para cima. O ar por cima deles estava cheio de naves de todos os tamanhos e feitios, e de vez em quando a imagem de um dos membros daquela horda voadora brilhava num esplendor violeta quando era apanhado por um dos doze projectores de ultraluz em ensaio.
Luzes superiores e placas avisadoras!
- tudo bem - informou o segundo assistente, e os outros assistentes foram respondendo enquanto a verificação continuou.
Luzes inferiores e placas avisadoras!
- Tudo bem. - Foi a resposta, depois de cada uma das doze ultraluzes da popa ter virado sobre os seus suportes, iluminando todos os reacessos do poço do berço e projectando a imagem noutro visor, num brilhante relevo violeta.
- Detectores laterais e verticais!
- Laterais XP2710 - tudo bem. Verticais AJ4290 - tudo bem.
- Receptores?
- 15270 quilofranks - tudo bem. 
- Acumuladores?
- 700.000 quilofranks-horas - tudo bem.
Depois de tudo verificado, Breckenridge ligou para "Capitão" e, quando a luz verde se acendeu, disse:
- Verificação do piloto-chefe - tudo bem.
- Tudo bem - repetiu o altifalante, e o piloto-chefe desligou. Faltavam quinze minutos, durante os quais todos os chefes de departamento foram informando o capitão da nave que tudo quanto se encontrava a seu cargo estava tudo em ordem.
- Tudo bem, Steve? - perguntou Breckenridge ao computador. - Como é que conferes a aceleração e o impulso com o observatório?
- Não muito bem, meu velho. - O jovem franziu a testa. - Eles pensam como astrónomos e não como navegadores. Não fazem desconto algum, nem mesmo para a inversão, e eu conto com quatro milésimos para isso e para os desvios menores. Há os erros das estações de rastreio...
- Erros das estações de rastreio? Mas elas são sempre correctas... é para isso que servem!...

Nota: embora a sinopse do livro faça menção a este livro como a obra que faltava na série Patrulha Galáctica, a verdade é que segundo outras fontes esta obra não está directamente relacionada com essa saga, não fazendo portanto parte dela. Deixo o link relativos a este facto: Spacehounds of IPC

"...Earlier "Doc" Smith had written the first great novels of interstellar exploration, the Skylark series, and later he created another sweeping multi-volume series about the Galactic Patrol in the Lensman series. But this story, Spacehounds of IPC, stands alone. Although it has many similarities to the Lensmen series, the technology and the lifeforms in the story cannot be reconciled with the universe of the Lensmen. It is possible that Smith may have been planning this story as the beginning of a new series, but he was never to return to this setting (mainly Jupiter and its moons) or to the characters in this story. The story was the first to use the term "tractor beam", a name and concept that has been adopted by many subsequent literary works of fiction and other media until present day."