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nº 8 - O Veneno de Marte


Autor: Paul French (pseudónimo de Isaac Asimov)

Título original: David Starr : Space Ranger  
1ª Edição: 1952  
Publicado na Colecção Argonauta em 1954
Capa: Cândido Costa Pinto  
Tradução: Fernando Castro Ferro

Súmula - foi apresentada no livro nº7 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Paul French, um dos autores americanos que mais tem contribuído para o desenvolvimento do género chamado ficção científica, apresenta na Colecção Argonauta um novo detective do espaço, um herói da Galáxia, cujas aventuras e personalidade fascinarão seguramente todos os leitores deste livro. Trata-se de David Starr, o mais jovem colaborador do Conselho de Segurança da Galáxia, que pelo seu dinamismo, valentia, inteligência e presença de espírito, consegue salvar os habitantes da Terra de um fim cruel, que os habitantes de outro planeta tinham planeado.
Seis biliões de pessoas na Terra, dependentes dos géneros alimentícios do planeta Marte, estão ameaçados de uma morte terrível por envenenamento desses mesmos géneros. Sempre atento a tudo que pode de qualquer forma prejudicar os habitantes dos diversos planetas, o Conselho de Segurança da Galáxia, um órgão que não tem funções ou categoria bem determinadas mas que possui mais força e poder do que o próprio Governo da Galáxia, consegue averiguar que certas pessoas, em Marte, estão a tentar aniquilar a supremacia da Terra, por meio de um veneno que nem o melhor apetrechado laboratório consegue localizar ou determinar com exactidão.
David Starr é então enviado a Marte para tentar encontrar a solução de um problema que os mais antigos e endurecidos membros do Conselho não conseguiram decifrar. O detective encontra-se numa atmosfera que não pode suportar a vida humana, onde as plantações e cidades têm de ser protegidos por um tecto, dentro do qual se criou uma atmosfera igual à da Terra. Um mundo quase sem gravidade, à mercê de inaguentáveis tempestades de areia e repleta de precipícios e estranhas cavernas. David Starr compreende que a melhor forma de descobrir o mistério do envenenamento dos alimentos exportados para a Terra é a de ir oferecer os seus serviços, como trabalhador, a uma das grandes plantações e assim começam as suas aventuras no Planeta Marte... Lutando sem a habitual protecção da atmosfera venenosa do planeta, consegue sobreviver a uma tempestade. Encontra, depois de descer por um dos precipícios, os verdadeiros habitantes do Marte, desconhecidos dos homens que ocupavam o planeta, chegando finalmente ao fim da sua missão, num crescendo de dinamismo, interesse e originalidade, que são qualidades indispensáveis no emotivo género da ficção científica.

nº 21 - As Correntes do Espaço


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Currents of Space
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1955
Capa: Cândido Costa Pinto
Tradução: Alfredo Margarido e Manuel de Sepúlveda

Súmula - foi apresentada no livro nº 20 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

- Uma vez disseram-me que o espaço é o vácuo. E isso quer dizer que não há lá nada. É mentira?
- Não inteiramente. Não há lá quase nada. Mas, bem vês, eu era um Analista Espacial, e isso quer dizer que andava atrás do espaço a recolher as pequeníssimas quantidades de elementos que lá existem para as analisar. Quer dizer, era eu um dos que resolvem a questão de saber que quantidade há de hidrogénio, que quantidade há de hélio e que quantidade há de outros elementos.
- Porquê?
- Bem, isso é complicado. Sabes, a distribuição dos elementos não é a mesma em todo o espaço. Numas regiões, há uma pouco mais de hélio do que o normal, noutras, há mais sódio que o normal, e assim sucessivamente. Estas regiões de especial composição estendem-se e ondulam pelo espaço como correntes. É importante saber como se distribuem estas correntes, porque isso pode vir a explicar como se formou e evolui o Universo.

...e uma transformação ameaça as correntes do espaço, a ponto de analista espacial antever a total destruição do planeta Florina e dos milhões de habitantes que nele vivem. Prevendo o perigo que todos correm, ele pretende chamar a atenção para os seus concludentes estudos, mas é capturado e submetido a uma operação que lhe rouba a memória e o torna um ser apático e desprezível; passam a chamar-lhe o "Tonto Rik". Mas há alguém que o procura salvar: uma floriana que por ele se apaixona e o ampara carinhosamente. Ela defende-o da chacota das crianças florianas, que gostam de o assustar para se divertirem com os seus choros e as suas atitudes infantis. É que, de facto, a operação a que o submeteram, uma brutal cilindragem psíquica, fá-lo regressar à primeira infância; e assim se vai arrastando nos detritos do kyrt.
E, contudo, esse detrito humano detém as possibilidades de salvação do planeta; esse "tonto" sabe da fatalidade imanente que os espera. Valona March, a floriana que dele se apaixonara, instintivamente também "sabia" que ele não era, não podia ser, o ente desprezível que aparentava. E o próprio Rik, que lentamente se ia recompondo da cilindragem a que fora submetido, recuperava, o domínio das suas faculdades mentais. Mas esta evolução cria uma série de situações que estimula a luta que os florianos sustentam contra o despótico domínio de Sark, que a todos escravizava.
E começa um duelo feroz contra uma imensa conjura galáctica, duelo onde Rik é figura central. É a sua inteligência que defronta a dos governantes do Universo, homens monstruosos que, fingindo ignorar o perigo que o planeta Florina corria, o votavam, irremediávelmente, à destruição. E o espaço vivo agita-se em lances de um vigor extraordinário, numa luta hercúlea pela sobrevivência.

nº 28 - Futuro do Mundo


Autor: Isaac Asimov
Título original: Peeble in the Sky
1ª Edição: 1950
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Cândido Costa Pinto
Tradução: A. Maldonado Rodrigues

Súmula - foi apresentada no livro nº27 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Dois minutos antes de desaparecer para sempre da superfície da Terra, Joseph Schwartz, alfaiate de sessenta anos de idade, passeava pelas agradáveis ruas dos arredores de Chicago, recitando Browning. Ergueu um pé para passar por cima de uma boneca de trapos abandonada no meio da rua. Ainda não tinha posto o pé no chão quando a coisa aconteceu...
O Instituto de Pesquisas Nucleares de Chicago encontrava-se em plena actividade. O dr. Smith nunca soube quem tinha sido atingido pelos raios radioactivos resultantes de uma explosão sem importância acontecida no seu laboratório.
Para Joseph Schwartz o acontecimento deu-se entre dois passos sucessivos. Tinha levantado o pé direito para evitar a boneca de trapos. Por uns momentos, sentiu-se aturdido como se, durante um ínfimo espaço de tempo, um turbilhão o tivesse envolvido. Quando tornou a abrir os olhos, encontrava-se sentado na relva, no mesmo sítio onde, momentos antes, caminhava sobre o cimento. Onde se encontrava? Que lhe tinha acontecido?
Assim se viu Joseph Schwartz atirado para milhões de anos no futuro, para um mundo novo em que a Terra era apenas um planeta secundário do grande Império Galáctico, governada por um Conselho de Antigos e com uma pequena população. Quase toda a sua superfície era radioactiva, o que a tornava um planeta terrivelmente perigoso para os restantes habitantes da Galáxia. Devido a esse facto, tinha sido colocada no ostracismo dos povos do Império e o próprio Governador Imperial vivia isolado no Everest, receando o contacto com os terrestres.
Sem saber como, Joseph Schwartz viu-se envolvido nas lutas que se desenrolavam na superfície da Terra. A própria "lei dos sessenta", que não permitia a existência a ninguém com mais de sessenta anos para evitar uma super-população que o planeta não podia sustentar, o obrigou a tomar contacto com vários meios de defesa por ele ignorados. E uma estranha qualidade, um sexto sentido que lentamente nele se ia desenvolvendo, colocou-o em situação de se envolver nas intrigas que entre o governo da Terra, racista, rancoroso e vingativo, e o governo galáctico, universalista e tolerante, se desenrolavam a caminho de um fim violento.
Foi quando Balkis, secretário dos Antigos e membro da Fraternidade, tentou pôr em prática o seu plano de destruição do Império como meio de colocar a Terra à cabeça desse Império - que seria então um um império de morte, dor e ruínas - que Joseph Schwarz interveio. Joseph Schwartz, um homem anacrónico, com milhões de anos de idade, um homem deslocado num mundo desconhecido, um alfaiate do século XX vindo de uma época já esquecida nesse futuro distante, põe o seu estranho poder ao serviço da justiça, para que um Universo seja salvo do aniquilamento. E assim, quando a nuvem de ódio cego foi dominada e os seus instigadores desmascarados viu-se que Sanloo tinha sido destruída... mas os homens continuavam a viver, a existir nos restantes planetas da Galáxia, a caminhar para um futuro ainda melhor e mais distante...

nº 36 - Os Corsários do Espaço


Autor: Paul French - (Pseudónimo de Isaac Asimov) - O nome do pseudónimo tem todavia uma gralha no nome, que na capa corresponde ao nome da personagem do livro.
Título original: Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº35 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Quinze minutos antes da hora H, o Atlas estava pronto a partir e as linhas elegantes do navio do espaço brilhavam na luz que, vinda da Terra, inundava a Lua. Pois era de facto da Lua que o Atlas se ia lançar no espaço, da Lua, colónia terrestre...
 Os membros do Conselho das Ciências Hector Conway e Augustus Henree, acreditavam firmemente que não havia ninguém a bordo; apenas a máquina devia registar as actividades dos Corsários do Espaço, que tentavam apropriar-se do Sistema Solar. Mas o jovem Lucky Starr não concedia à ciência uma confiança completa, e tinha-se introduzido clandestinamente na astronave, a fim de verificar por si mesmo o que se estava a passar.
Assim começou para Lucky Starr uma grande, uma misteriosa e perigosíssima aventura. Auxiliado frequentemente pelo seu amigo Bigman, o inacreditável refilão marciano de um metro e sessenta centímetros de altura, Lucky introduz-se na organização dos corsários e mergulha na complicada trama das conspirações de Sirius contra a Terra. Os corsários estão perfeitamente organizados, de uma maneira que o faz suspeitar da existência de um único e poderoso chefe. Mas quem será esse "Grande Patrão", de que uma única vez ouviu falar?
E conseguirá Lucky evitar que a Terra se envolva numa longa e sangrenta guerra com Sirius, guerra essa de onde poderá sair completamente aniquilada?
Este curioso romance de ficção-científica, no estido do que na América classificam como space-opera, conserva o leitor interessado até à última página, até à solução inesperada. O seu autor é Paul French, pseudónimo de um grande romancista de ficção científica também já conhecido nesta colecção: Isaac Asimov, escritor de múltiplas qualidades e de uma inesgotável imaginação. Com este romance, pretendemos apresentar aos leitores desta colecção uma nova faceta do conhecido romancista.

nº 37 - As Cavernas de Aço


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Caves of Steel
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1956
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº36 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

As "cavernas de aço" são enormes cidades sob cúpula onde os seis biliões de habitantes da Terra levam uma existência de térmites, sem nunca verem as enormes planícies desertas do exterior nem o espaço e as suas estrelas. E, no entanto, os homens tinham, outrora, conquistado cinquenta planetas! Os descendentes desses arrojados pioneiros tinham criado uma civilização prodigiosa, graças aos seus robots. Mas eram poucos, muito poucos...

Um grupo de "Homens do Espaço" veio, pois, estabelecer-se na Terra. Instalados na sua cidade isolada de Spacetown, pouco contacto têm com a humanidade terrestre. No entanto, exercem sobre ela uma espécie de domínio benévolo. A sua ideia, é introduzir os robots na vida das "cavernas de aço" para perturbar o sistema económico e provocar, assim, uma insatisfação que leve de novo os homens a abandonar a Terra, em procura de novos mundos.
Esse plano parece não resultar. Por reacção, numerosos são aqueles que desejam uma vida mais primitiva, aquela de antes das "cavernas de aço". Assim, quando um homem influente do Espaço é assassinado, em estranhas circunstâncias - provávelmente por um desses "Medievalistas" - o caso torna-se grave.
O detective Elijah Baley é encarregado do inquérito. Deve aceitar a assistência - exigida pelos homens do Espaço - de um dos seus robots mais eficientes, o humanóide R. Daneel Olivaw. Se não conseguir descobrir o assassino, arrisca-se a perder o seu lugar de C-5 na organização quase militarizada das "cavernas de aço". E é provável que, então, os robots não tardem em eliminar os detectives humanos!... No decurso de palpitantes acontecimentos, os motivos subtis dos homens do Espaço e os temores e esperanças do "Medievalistas" desvendam-se pouco a pouco. E o próprio detective se torna o suspeito nº 1...
Não se trata, neste espantoso romance, talvez o melhor de Isaac Asimov, apenas da solução engenhosa de um enigma policial - únicamente possível num futuro distante - mas também de uma imagem poderosa e inquietante desse futuro: o choque de duas concepções sociais dramáticamente opostas...

nº 50 - Os Mares de Vénus


Autor: Paul French(Pseudónimo de Isaac Asimov, que continua as aventuras de Lucky Starr)
Título original: Lucky Starr and the Oceans of Venus
1ª Edição: 1954
Publicado na Colecção Argonauta em 1959
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria

Súmula - foi apresentada no livro nº48 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Desta vez, o nosso já conhecido Lucky Starr e o seu companheiro, o pequeno marciano Bigman, vêem-se envolvidos em misteriosos acontecimentos, no mundo fantástico de Vénus. 
Lucky Starr é encarregado pelo Conselho das Ciência de uma delicada missão na unidade de Afrodite, a principal das unidades industriais submarinas estabelecidas pelos Terrestres nesse planeta totalmente submerso. Depois de vários incidentes bizarros e inquietantes, um primeiro investigador tinha sido enviado, Evans, um antigo camarada universitário de Lucky Starr. Mas uma mensagem recebida no Conselho e assinada por Morris, o Delegado do Conselho de Vénus, pedia a chamada imediata de Evans, acusado de corrupção. Estava envolvida no caso a segurança dos grupos industriais estabelecidos sob o oceano venusiano que, com os seus formidáveis meios técnicos, transformavam a exuberante vegetação submarina em produtos alimentares sintéticos, os famosos fermentos de Vénus, recurso vital para a Confederação Solar.
Com o seu inseparável companheiro, Bigman, Lucky atinge o Satélite 2 que gira na órbita de Vénus, donde uma astronave anfíbia lhe permitirá atingir o planeta.
Começam aí as complicações...
Porque razão abandonam os pilotos os comandos, quase arrastando Lucky e o seu companheiro para uma morte violenta, por esmagamento? Será uma conspiração dos habitantes de Sirius, os mais encarniçados inimigos da Confederação Solar, como pretende Morris? E, nesse caso, porque razão Evans, membro do Conselho das Ciências da Terra e amigo de Lucky, se tornou culpado de traição? Qual o motivo porque roubou ele as fórmulas ultra-secretas dos laboratórios de fermentos venusianos? E porque recusa ele justificar-se perante o seu antigo camarada? Qual a poderosa organização que consegue controlar o pensamento humano, como e com que fim?
Envolvidos em todos estes aspectos aparentemente contraditórios do mesmo caso, Lucky Starr e Bigman vivem mais uma alucinante aventura em "Os Mares de Vénus".

nº 57 - O Robot de Júpiter-9


Autor: Paul French (pseudónimo de Isaac Asimov)
Título original: Lucky Starr and The Moons of Jupiter
1ª Edição: 1957
Publicado na Colecção Argonauta em 1960
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Mário Henrique Leiria


Súmula - foi apresentada no livro nº56 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:

Mais uma vez, encontramos os nossos já conhecidos Lucky Starr e Bigman Jones, desta vez em Adrastea ou Júpiter-9, um dos satélites de Júpiter.
Os técnicos terrestres, instalados numa estação experimental de Júpiter-9, tinham conseguido, após demorados estudos e experiências, realizar o extraordinário motor Agrav, que podia neutralizar os efeitos gravíticos de qualquer planeta e, assim, aplicado a uma astronave, resolver os problemas de aproximação e descolagem dos planetas de alta gravidade, além de proporcionarem uma enorme economia de energia.
Dadas as relações tensas entre o governo terrestre que dominava o Sistema Solar e os planetas sírios, antigas colónias terrestres do sistema de Sírius que tinham adquirido autonomia, o motor Agrav era da maior importância numa eventual agressão ao Sistema Solar. 
Os serviços de espionagem sírios tinham, assim, organizado uma extraordinariamente eficaz rede de informações e todos os segredos de construção do Agrav chegavam infalivelmente a Sirius.
Perante tal estado de coisas, o Conselho das Ciências, responsável pelas realizações técnicas da Federação Solar e, ocultamente, a verdadeira organização directora dos destinos da Terra, resolveu investigar. Vários investigadores foram enviados a Júpiter-9, mas o mistério da fuga de informações não conseguia ser esclarecido. É então que Lucky Starr e o seu inseparável companheiro Bigman Jones entram em actividade. Enviado a Júpiter-9 para uma investigação, vêem-se imediatamente mal recebidos, desde o comandante Donahue, director da base experimental e do "projecto Agrav", até ao mais insignificante membro da equipa técnica. Qual a razão desse desagrado geral perante a presença de Lucky Starr e do seu companheiro? Qual a influência que o oculto espião de Sírius tem entre os homens de Júpiter? E como localizar o espião entre tantos homens hostis? Será Pauner, o engenheiro-chefe, cuja situação lhe permite o acesso a todos os arquivo secretos? Será Summers, o mecânico que desencadeara a hostilidade contra Lucky? Ou Norrich, o engenheiro cego, cjua cegueira lhe permitiria andar, insuspeito, por todos os laboratórios? Ou ainda o comandante Donahue, nitidamente contrário a qualquer investigação que interferisse com os seus serviços?
É nessas condições que Lucky Starr tem de agir, entre hostilidades, falta de informações e nítida má vontade.
Sigam mais esta aventura de Lucky Starr e de Bigman Jones, talvez a mais emocionante de todas, através do próximo livro da "Colecção Argonauta". É mais um livro de Isaac Asimov, sob o pseudónimo de Paul French.

nº 70 - A Ameaça dos Robots



Autor: Isaac Asimov
Título original: The Naked Sun
1ª Edição: 1956
Publicado na Colecção Argonauta em 1962
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Fernando de Castro Ferro

Súmula - foi apresentada no livro nº69 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta: 

Isaac Asimov é um dos grandes mestres da literatura de ficção-científica. Escritor dotado de uma imaginação vivíssima e de uma sólida bagagem cultural, a sua obra ficará brilhando entre as mais belas e puras que se escreveram neste género.
Ameaça dos Robots, cuja tradução portuguesa sairá dentro em breve, é considerado um dos romances mais emocionantes e sugestivos de Isaac Asimov, que nessas páginas nos descreve um Universo ameaçado pelas suas próprias criações mecânicas.
Tudo era perfetio numa estranha civilização: a de Solaria. Todos os homens pertenciam à mesma classe porque só os robots trabalhavam. Todos os contactos pessoais eram proibidos, pois não havia qualquer boa razão para que as pessoas se relacionassem. A procriação estava entregue a provetas e tubos de ensaio. 
Em Solaria, reinavam a tranquilidade e a perfeição. Até que um crime "impossível" veio revelar brutalmente a realidade que se mascarava por detrás das traiçoeiras aparências de uma "felicidade" a que se contrapunha a natureza verdadeiras dos homens.
Romance que é a meditação de um grande tema, e que, ao mesmo tempo, tem o colorido e o ritmo emocionante das boas obras policiais, Ameaça dos Robots é uma das obras mais interessantes de Isaac Asimov. O leitor não perderá esta oportunidade de se entregar a um grande romance de FC, pois não deixará de ler AMEAÇA DOS ROBOTS.

nº 86 - Fundação e Império



Autor: Isaac Asimov
Título original: Foundation and Empire
1ª Edição: 1952
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Alfredo Margarido


Súmula - foi apresentada no livro nº85 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta:  

A ciência deixou de existir num Império destruído e que perdeu os seus cientistas que fundaram dois mundos novos: a primeira Fundação - especialmente encarregada de redigir a Enciclopédia Galáctica - e a segunda Fundação, cuja localização é desconhecida, e cuja actividade é também um mistério.
O velho Império continua a descair, pois que os seus reis ou são fracos, e portanto logo substituídos por generais ou favoritos fortes, ou são fortes e, nesse caso, destroem todos os indivíduos que aparecem dispondo de algumas possibilidades de se lhes oporem.
Este choque contínuo que se mantém durante séculos, entre os reis fracos e as personalidades imperiais de grande poder de decisão e de acção, mais não faz do que apressar uma queda prevista inevitávelmente pelas leis da psico-história de Harri Seldon (o fundador das Fundações, destinadas a defender as conquistas científicas e técnicas do Império).
Bel Riose, o general que pretende alargar o domínio do Império pela conquista dos mundos que a Fundação controla, procura em Siwenna um velho Patrício. Quer descobrir o rasto dos mágicos, ou seja dos cientistas que podem produzie e controlar a força atómica. Mas as leis da psico-história condenam a sua tentativa e, embora avisado de que a mão morta de Harri Seldon o condena, decide-se a sustentar a batalha, e perde.
A sua morte, confirmando as leis de Seldon, confirma também a imutabilidade das força que se concentram numa determinada zona do espaço; forças económicas e políticas, e também psicológicas, como o demonstra a longa explicação do patrício darwiniano Ducem Barr a respeito da posição que os reis fortes assumem perante os generais fortes, e da que os generais fortes assumem perante os reis fracos.
Se a primeira parte trata do conjunto da Galáxia visto pela óptica do Império, a segunda introduz-nos num mundo completamente novo: a Fundação. Vamos, portanto, encarar os problemas através de uma vida nova, a dos Comerciantes.
Estes comeciantes são, com efeito, os descendentes dos cientistas que criaram a Fundação. O seu primeiro objectivo, que fora redigir e publicar a Enciclopédia Galáctica, passa para segundo plano, e criam uma economia comercial que lhes permite negociar com instrumentos atómicos e descobrir também as técnicas da guerra económica.
Esta primeira Fundação, levou duzentos anos a tornar-se o Estado mais poderoso da Galáxia, mas os seus tiranos, os seus governadores impotentes, não tardam a criar uma situação difícil, que se repercute no aparecimento dos Mundos Comerciais Independentes, que se recusam a pagar impostos aos tiranos e sanguessugas da Fundação e procuram estabelecer uma frente única com os elementos do subterrâneo, agrupamento da luta clandestina contra a ausência de liberdade da Fundação.
Num mundo pertencente aos Mundos Comerciantes Independentes, Haven, uma anã vermelha, desembarca um dia um casal constituído por Toran, comerciante nascido naquele mundo, e Bayta, uma rapariga oriunda da Fundação. O casamento é censurado pelo pai de Toran, pois está fora dos costumes dos comerciantes, mas é defendido pelo tio Randu, que mostra que se trata de um uso tradicional entre os oriundos da Fundação.
A situação revela-se catastrófica e os comerciantes mostram-se impotentes para a resolver com os meios tradicionais; que de resto se limitam à recusa de pagamento dos impostos e à liquidação sumária de todos os cobradores que a Fundação remete para Haven. Toran mostra que, na verdade, não se pode esperar uma solução quando se opera com actividades tão dispersas, tão pouco organizadas e, sobretudo, tão ineficientes.
É nesta altura que surge pela primeira vez o nome do Mula, um desconhecido, cuja origem é duvidosa, cuja educação e instrução parecem ser muito parcas. Randu, chefe de um agrupamento de resistência de Haven, em ligação com agrupamentos semelhantes nos restantes Mundos Comerciais Independentes, pensa que uma aliança com o Mula lhe permitirá derrubar os tiranos e sanguessugas que os dominam e restaurar as liberdades democráticas, consideradas essenciais para governar a Galáxia com eficiência.
Toran e Bayta aceitam a missão de procurarem identificar o Mula e de estabelecer com ele um primeiro contacto, para que as organizações conhecidas de Randu possam estudar um plano de acção conjunta e eficiente. Todavia, quando Toran e Bayta já se encontram em Kalgan, surge a primeira revelação de que será difícil trabalhar ao lado do Mula, pois que ele não é um ser humano. Trata-se de um Mutante, e esta palavra cheia de implicações lança o alarme, acompanhado de grande perturbação, entre os habitantes da Fundação.
É possível derrubar os senhores da guerra da Fundação, como o prova com terrivel eficiência o Mula, mas a troca, como diz um dos comerciantes independentes, não oferece qualquer vantagem. Sendo assim, procura-se identificar esse Mula para o eliminar, ou pelo menos estabelecer acordos.
Toran e Bayta transportam na nave um palhaço de físico ingrato, que diz ter trabalhado para o Mula. Percorrem o espaço em todas as direcções, procurando afincadamente a segunda Fundação que permitiria, possivelmente, resistir ao impulso dinâmico do Mula. Nessa busca, participa também o psicólogo Ebling Mis, sábio à velha maneira, rabugento e despreendido, que há-de morrer às mãos de Bayta para que não revele o lugar onde está localizada a segunda Fundação.
Isto porque, entretanto, Bayta conseguiu descobrir a verdadeira identidade do Mula, que Isaac Asimov só desvenda nas últimas páginas, depois de nos conduzir através de miríades de estrelas que estão acima de nós e serão, amanhã, o lugar onde onde o Homem há-de viver as suas aventuras, com amor e morte, com ódio e perdão, com calor e frio, com trabalhos e lazer. E é essa identidade que, aliada aos elementos sedutores da imaginação de Asimov, manterão o leitor permanentemente preso à leitura de FUNDAÇÃO E IMPÉRIO. 
                                       
 Nota: estranhamente, os responsáveis editoriais da Colecção Argonauta na altura, optaram por não contextualizar na súmula a célebre Trilogia da Fundação de Isaac Asimov, uma das suas obras mais famosas, absolutamente monumental, que aqui conhece a sua edição portuguesa únicamente a partir daquele que seria o seu segundo volume. Dois números mais tarde, a Argonauta publicaria depois aquele que seria o 3º volume da Trilogia, a obra denominada como Segunda Fundação (nº 89).                                                              
                                                          
Deixo abaixo descrito o contexto relacionado com a monumental obra Fundação, segundo a Wikipedia:

                                                                             * * *

Fundação era originalmente uma série de oito pequenas histórias publicadas na Astounding Magazine entre Maio de 1942 e Janeiro de 1950. De acordo com Asimov, a premissa foi baseada em ideias colocadas pelo livro de Edward Gibbon, "História do Declínio e Queda do Império Romano", e foi inventada espontaneamente no caminho para um encontro com o editor John W. Campbell, com quem ele desenvolveu o conceito.
As primeira quatro histórias foram reunidas, junto a uma outra história tomando lugar antes das outras, em um volume único publicado pela Gnome Press nos Estados Unidos em 1951 como Fundação. O resto das histórias foram publicadas em pares pela Gnome como Fundação e Império (1952) e Segunda Fundação (1953), resultando na "Trilogia da Fundação", como a série ficou conhecida por décadas.
Em 1981, após a série ter sido considerada um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus escritores a escrever um quarto livro, que se tornou Limites da Fundação (1982).
Quatro anos depois, Asimov continuou com outra sequência, Fundação e Terra (1986), que mais tarde foi acompanhada por dois livros cronologicamente anteriores à trilogia, Prelúdio para a Fundação (1988) e Crônicas da Fundação (1983). Durante o hiato entre escrever as sequências, Asimov interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado. Um elo básico é mencionado pela primeira vez em Limites da Fundação: uma história obscura a respeito de uma primeira onda de colonização com robôs e mais tarde uma segunda sem eles.

Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rie_da_Funda%C3%A7%C3%A3o

nº 89 - Segunda Fundação


Autor: Isaac Asimov
Título original: Second Foundation
1ª Edição: 1953
Publicado na Colecção Argonauta em 1964
Capa: Lima de Freitas
Tradução: Sousa Victorino


Súmula - foi apresentada no livro nº88 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta": 

Na sequência de Fundação e Império, lança a Colecção Argonauta o romance com que se completa uma das mais apreciadas realizações de Isaac Asimov no sector da ficção-científica. Segunda Fundação, descreve-nos o desenvolvimento final de um conflito em que várias forças se degladiam. Os numerosos leitores de Fundação e Império, vão agora poder determinar para que lado pendeu o prato da balança, onde ficaram os vencedores e onde ficaram os vencidos. Obra empolgante, Segunda Fundação é certamente mais um êxito e mais uma razão de prestígio de que Isaac Asimov goza entre o público leitor português.

Nota: A terceira parte (inicialmente, visto que depois houve mais obras), da Trilogia da Fundação, uma das criações mais famosas de Isaac Asimov.

nº 277 - O Planeta dos Deuses


Autor: Isaac Asimov
Título original: The Gods Themselves
1ª Edição: 1972
Publicado na Colecção Argonauta em 1980
Capa: A. Pedro
Tradução: Eurico da Fonseca 

Súmula - Foi apresentada no livro nº276 da Colecção, com a indicação de "Ler nas páginas seguintes a súmula do próximo volume da Colecção Argonauta":

Nada é necessário dizer sobre Isaac Asimov. Mas muito há que dizer sobre The Gods Themselves, a próxima obra da Colecção Argonauta, que na versão portuguesa terá o título de O Planeta dos Deuses
The Gods Themselves foi a primeira grande obra de Asimov, ao fim de um intervalo de quinze anos, em que o autor se concentrou na publicação de trabalhos de divulgação - excepcionais - sobre praticamente todos os ramos do conhecimento humano. The Gods Themselves surgiu como uma viragem, não apenas por representar o regresso à ficção-científica de um dos seus autores máximos, mas também porque o tema era novo e bem diferente dos usualmente tratados pelo autor. Até então, Asimov centrara-se na análise do comportamento humano perante os problemas do futuro, sem olhar ou quase sem olhar para as relações com outras criaturas inteligentes, ou para a existência de outras culturas, não terrenas. Mas em The Gods Themselves - O Planeta dos Deuses - o centro de toda a acção é o comportamento de uma sociedade de criaturas que pouco têm de humano no aspecto - criaturas que se alimentam de energia solar e procriam por tríades -, mas que, curiosamente, pensam de modo muito semelhante aos humanos e actuam como tal. 
The Gods Themselves - O Planeta dos Deuses - foi uma das pouquíssimas obras que até hoje conseguiu obter simultâneamente os cobiçados Prémios Hugo (1972) e Nebula (1973).